A didanosina é um NRTI de primeira geração, raramente utilizado atualmente devido a efeitos colaterais significativos (pancreatite, neuropatia, acidose láctica). Foi substituída por fármacos mais modernos e melhor tolerados.
Também conhecido como: Videx, ddI
Didanosina e estavudina são ambos NRTIs com toxicidade mitocondrial aditiva. A coadministração aumenta o risco de neuropatia periférica, pancreatite e acidose láctica.
Didanosina e estavudina são ambos NRTIs que inibem a ADN polimerase mitocondrial (DNA polimerase gama), causando depleção de ADN mitocondrial e disfunção celular. A associação potencia esta toxicidade de forma aditiva: estudos demonstraram que a coadministração aumenta a incidência de neuropatia periférica de 15-20% (monoterapia) para 30-40%, e o risco de pancreatite e acidose láctica também é significativamente elevado. A neuropatia periférica manifesta-se por formigueiro, dormência e dor nos pés e mãos, progredindo para fraqueza motora. A pancreatite pode ser fulminante. A acidose láctica é potencialmente fatal. Recomendação: EVITAR a coadministração. Se ambos forem necessários (regime de resgate), usar a menor dose possível de cada e monitorar atentamente sintomas, amilase, lipase e ácido láctico.
Didanosina + estavudina: toxicidade mitocondrial aditiva. Risco aumentado de neuropatia, pancreatite e acidose láctica. Evitar.
Ambos inibem a ADN polimerase mitocondrial, causando depleção de ADN mitocondrial. A associação potencia esta toxicidade.
Sintomas de neuropatia periférica (formigueiro, dormência nos pés/mãos), dor abdominal, amilase sérica, ácido láctico.
Neuropatia periférica grave, pancreatite, acidose láctica (potencialmente fatal).
EVITAR a coadministração. Se inevitável, monitorizar atentamente sintomas de neuropatia, dor abdominal e ácido láctico. Usar a menor dose possível de cada.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Didanosina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=829e744d-7bd4-43dc-9b58-ffb016cb8e67 ; rótulo aprovado Estavudina (Zerit): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=8bb73c56-74cb-4602-b9a3-57bd1082b434
Alimentos reduzem significativamente a absorção da didanosina. Deve ser administrado em jejum.
Administrar em jejum: 1h antes ou 2h após refeições.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Didanosina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=829e744d-7bd4-43dc-9b58-ffb016cb8e67
A didanosina pode causar pancreatite. Doentes com historial de pancreatite têm risco aumentado.
Evitar em doentes com historial de pancreatite. Suspender imediatamente se dor abdominal grave ou elevação de amilase.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Didanosina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=829e744d-7bd4-43dc-9b58-ffb016cb8e67
Estudos em animais demonstraram toxicidade a altas doses. Dados limitados em humanos. Usar apenas quando outras opções estão esgotadas.
Evitar no 1.º trimestre. Usar apenas no 2.º e 3.º trimestres quando outras opções estão esgotadas.
Excretado no leite materno. Recomenda-se amamentação artificial em doentes HIV-positivas.
Métodos contraceptivos fiáveis são recomendados.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Didanosina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=829e744d-7bd4-43dc-9b58-ffb016cb8e67
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
A didanosina é um NRTI de primeira geração, raramente utilizado atualmente devido a efeitos colaterais significativos.
Fosforilado intracelularmente ao trifosfato ativo (didanosine triphosphate), incorpora-se no DNA viral e provoca terminação da cadeia por ausência do grupo 3-OH, bloqueando a síntese de DNA viral.
Biodisponibilidade oral: 20-40% (comprimidos). Alimentos reduzem a absorção significativamente — deve ser administrado em jejum. Cápsulas de liberação retardada: biodisponibilidade ~60%.
Fosforilado intracelularmente ao trifosfato ativo, que se incorpora no DNA viral e provoca terminação da cadeia. Metabolizado pelo CYP3A4 e excretado principalmente por via renal.
1,5 horas (comprimidos); 6 horas (cápsulas de liberação retardada). Eliminação: ~55% urina (metabolitos). Curta meia-vida — requer dose duas vezes ao dia.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.