A mirtazapina é um NaSSA usado para depressão, especialmente com insónia e perda de apetite.
Também conhecido como: mirtazapine, remeron
ISRS + NaSSA: efeito aditivo serotoninérgico. Combinado terapeuticamente para depressão resistente.
A mirtazapina é um NaSSA (antidepressivo noradrenérgico e serotoninérgico específico) que aumenta a libertação de serotonina via bloqueio α2. A combinação com fluoxetina (ISRS) aumenta a disponibilidade sináptica de serotonina de forma aditiva. O risco de síndrome serotoninérgica é moderado (maior que com dois ISRS). Monitorizar sinais: agitação, tremor, diaforese, hipertermia. Esta combinação é usada clinicamente em depressão resistente, mas requer vigilância.
ISRS + NaSSA: efeito aditivo serotoninérgico. Risco moderado de síndrome serotoninérgica.
A combinação é usada terapeuticamente ("dual reuptake inhibition") para depressão resistente. O risco de síndrome serotoninérgica existe mas é baixo com doses terapêuticas.
Sinais serotoninérgicos.
Síndrome serotoninérgica (rara).
Iniciar com doses baixas. Monitorizar sinais serotoninérgicos.
DailyMed/FDA
Sem interações documentadas com alimentos ou bebidas.
Sem interações documentadas com doenças.
Sem informação documentada sobre gestação ou amamentação.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antagonista α2, 5-HT2A, 5-HT2C e H1. Efeito sedativo e apetitivo.
Antagonismo α2 pré-sináptico → aumento de noradrenalina e serotonina. Antagonismo 5-HT2C → aumento de dopamina e noradrenalina. Antagonismo H1 → sedação.
Absorção oral rápida e completa. Biodisponibilidade: 50%.
Metabolizado por CYP2D6, CYP3A4 e CYP1A2. Sem metabolitos activos significativos.
20-40 h.
Como este fármaco se relaciona com enzimas e transportadores (CYP450, COX, P-gp, MAO e outros). Cada papel tem ligação ao perfil do alvo.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.