A ampicilina é um antibiótico penicilínico de largo espetro, ativo contra várias bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. É usada em infeções respiratórias, urinárias, do tubo digestivo e meningite, entre outras. Como todas as penicilinas, pode causar alergia grave (anafilaxia) e erupções cutâneas.
Também conhecido como: Ampicilina, Amplital
A associação de Ampicilina e Alopurinol aumenta a incidência de erupções cutâneas (rash).
O rótulo do alopurinol documenta que "os seguintes fármacos podem aumentar o risco de reações cutâneas graves: bendamustina, diuréticos tiazídicos, ampicilina e amoxicilina" (secção 7.1) e adverte que "reações de hipersensibilidade ao alopurinol podem ser aumentadas em doentes com função renal diminuída a receber diuréticos tiazídicos e alopurinol concomitantemente". O mecanismo não é totalmente conhecido, mas a ampicilina parece aumentar a reatividade cutânea durante a terapêutica com alopurinol — possivelmente relacionado com a acumulação do metabolito oxipurinol na pele. A reação não é alérgica à penicilina, mas uma exantema maculopapular que pode ser grave (incluindo síndrome de hipersensibilidade/DRESS). Se surgir erupção cutânea ao iniciar a associação, suspender ambos e reavaliar; não reintroduzir o alopurinol se a reação foi grave. Em doentes que necessitam de ambos, iniciar separadamente, com intervalos de semanas, e vigiar a pele.
Alopurinol + ampicilina: risco de reação cutânea grave aumentado. Vigiar erupção cutânea; suspender alopurinol ao primeiro sinal.
Mecanismo não totalmente esclarecido; aumento da reatividade cutânea de hipersensibilidade quando coadministrados.
Estado da pele (erupção, extensão, prurido), sinais de hipersensibilidade.
Rash generalizado, febre, envolvimento de mucosas (síndrome de hipersensibilidade).
Vigiar o aparecimento de rash; considerar antibiótico alternativo ou suspender o alopurinol se a erupção for extensa ou pruriginosa; valorizar reação cruzada com penicilinas.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=402e7cc7-5ae8-c113-e063-6394a90aa54a ; rótulo aprovado Alopurinol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b6c5b5c0-b1cb-44c0-a849-5d317e6fa300
A Ampicilina (antibiótico de largo espetro) pode potenciar o efeito anticoagulante da Varfarina, com aumento do INR.
A ampicilina, como outros antibióticos de largo espectro, reduz a flora bacteriana intestinal que sintetiza vitamina K. Dado que a warfarina inibe a vitamina K epóxido redutase, a menor disponibilidade de vitamina K endógena traduz-se em aumento do INR e do risco hemorrágico. A interação é mais relevante em doentes com nutrição marginal, doença hepática ou antibioterapia prolongada. Recomenda-se monitorizar o INR durante o tratamento e após a sua conclusão e vigiar sinais de hemorragia; ajustar a dose de warfarina conforme o INR.
A ampicilina pode potenciar a warfarina por redução da flora intestinal produtora de vitamina K. Monitorizar o INR durante e após o antibiótico.
Redução da flora intestinal produtora de vitamina K, aumentando a resposta ao anticoagulante.
INR, sinais de hemorragia.
Hemorragia inexplicada, melena.
Monitorizar o INR ao iniciar/suspender a ampicilina; ajustar a dose de varfarina conforme necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=402e7cc7-5ae8-c113-e063-6394a90aa54a ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057
Estradiol + ampicilina: a ampicilina interrompe a circulação entero-hepática do estrogénio, com possível redução da eficácia dos contracetivos orais (QUADRO 2).
Os antibióticos de largo espetro, como a ampicilina, podem alterar a flora intestinal e reduzir a hidrólise dos conjugados de estrogénios, diminuindo a sua reabsorção e, teoricamente, a eficácia contracetiva. O QUADRO 2 do Anexo 7 regista esta interação na secção dos estrogénios. Embora a evidência seja limitada e a maioria das mulheres não perca eficácia, recomenda-se prudência: usar método de barreira durante o tratamento antibiótico e até 7 dias após, sobretudo em doentes com diarreia ou vómitos. O risco de hemorragia irregular também pode ocorrer. Informar a doente e reforçar a adesão à toma do contracetivo.
Ampicilina + estradiol: alteração da flora intestinal — possível redução da eficácia contracetiva; reforçar método de barreira durante o tratamento.
Os antibióticos de largo espetro (ampicilina) alteram a flora intestinal e interrompem a circulação entero-hepática do estrogénio — possível redução da eficácia contraceptiva (QUADRO 2, Estrogénios: "Ampicilina: interrupção da circulação entero-hepática do estrogénio; possível redução da eficácia dos contraceptivos orais").
Alertar a doente para a redução da eficácia contraceptiva durante antibióticos.
Gravidez não planeada em doente a tomar contracetivo oral + ampicilina.
Usar método contracetivo adicional (barreira) durante o antibiótico e na semana seguinte.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 7, QUADRO 2 (Estrogénios)
Tetraciclina + Ampicilina: os fármacos bacteriostáticos podem interferir com a ação bactericida das penicilinas; é aconselhável evitar a associação.
Os fármacos bacteriostáticos, como a tetraciclina, podem interferir com a ação bactericida das penicilinas (ampicilina), reduzindo a eficácia do tratamento de infeções graves. O rótulo da tetraciclina aconselha a evitar a associação com penicilinas. Na prática, a combinação é por vezes usada de forma intencional em infeções mistas; nesses casos, considerar o antagonismo potencial e, sempre que possível, escolher uma alternativa ou separar o esquema. Vigiar a resposta clínica à infeção.
Tetraciclina + ampicilina: evitar — o efeito bacteriostático da tetraciclina pode interferir com a ação bactericida da penicilina.
A tetraciclina, bacteriostática, pode interferir com a ação bactericida da ampicilina quando usadas em conjunto.
Vigiar eficácia terapêutica da infeção.
Falência terapêutica da infeção tratada.
Evitar a associação; se necessária, separar a toma e considerar alternativa.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tetraciclina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=02e88b4a-57ae-4ef6-ba48-97c657202b94 ; rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3b683547-48ac-48ca-8fd4-6866fd17be34
Minociclina + Ampicilina: os fármacos bacteriostáticos podem interferir com a ação bactericida das penicilinas; é aconselhável evitar a associação.
Como fármaco bacteriostático da classe das tetraciclinas, a minociclina pode interferir com a ação bactericida das penicilinas, como a ampicilina. O rótulo da minociclina aconselha a evitar a associação com penicilinas. Em infeções mistas em que a combinação seja considerada, ponderar o antagonismo potencial e vigiar a resposta clínica. Sempre que possível, escolher um antibiótico alternativo ou separar os esquemas terapêuticos.
Minociclina + ampicilina: evitar — o efeito bacteriostático pode interferir com a ação bactericida da penicilina.
A minociclina, bacteriostática, pode interferir com a ação bactericida da ampicilina quando usadas em conjunto.
Vigiar eficácia terapêutica da infeção.
Falência terapêutica da infeção tratada.
Evitar a associação; se necessária, separar a toma e considerar alternativa.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Minociclina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a5fc4d50-50b2-46e0-b722-4c6b2ec47d06 ; rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3b683547-48ac-48ca-8fd4-6866fd17be34
O álcool não interage diretamente com a ampicilina; recomenda-se prudência pelo risco de efeitos gastrointestinais aditivos.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=402e7cc7-5ae8-c113-e063-6394a90aa54a
Os alimentos reduzem ligeiramente a absorção da ampicilina oral; a toma em jejum maximiza os níveis plasmáticos.
Tomar a ampicilina 1 hora antes ou 2 horas depois das refeições.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=402e7cc7-5ae8-c113-e063-6394a90aa54a
A ampicilina causa erupção cutânea maculopapular frequente em doentes com mononucleose infecciosa.
Evitar ampicilina na mononucleose; preferir alternativa quando possível.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=402e7cc7-5ae8-c113-e063-6394a90aa54a
A ampicilina é uma penicilina; está contraindicada em doentes com alergia prévia a penicilinas (risco de anafilaxia).
Contraindicada em alergia a penicilinas; escolher alternativa de outra classe.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=402e7cc7-5ae8-c113-e063-6394a90aa54a
Reduzir dose na IR grave; erupções cutâneas mais frequentes.
Reduzir a dose na insuficiência renal grave.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 4, Fármacos e insuficiência renal: Reduzir dose na IR grave; erupções cutâneas mais frequentes.
As penicilinas, incluindo a ampicilina, são geralmente seguras na gravidez e são os antibióticos de primeira linha quando indicadas.
Pode ser usada na gravidez quando indicada, nas doses habituais.
Excretada no leite em pequenas quantidades; compatível com a amamentação.
Sem contraceção adicional específica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ampicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=402e7cc7-5ae8-c113-e063-6394a90aa54a ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 2, Fármacos e Aleitamento: Vestígios no leite; seguro na dosagem usual; vigiar o lactente.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antibiótico beta-lactâmico bactericida (inibição da síntese da parede celular durante a fase de multiplicação ativa), com atividade contra Gram-positivos usualmente sensíveis à penicilina G e contra vários Gram-negativos. Em soro, é a penicilina com menor ligação proteica (~20% vs 60-90% das outras); uma dose oral de 500 mg produz um pico sérico médio de ~3,0 mcg/mL. Estável ao ácido gástrico.
Ação bactericida semelhante à penicilina G: liga-se às proteínas de ligação à penicilina (PBP) e inibe a transpeptidação da parede celular, levando à lise bacteriana. A resistência é mediada sobretudo por beta-lactamases que clivam o anel beta-lactâmico.
Estável ao ácido gástrico e bem absorvida no trato gastrointestinal; a absorção oral é incompleta (~40-60%) e atrasada pelos alimentos. Pico sérico ~1-2 horas após a toma oral.
Excretada em grande parte inalterada na urina (secreção tubular, atrasada pela probenecida); pequena fração metabolizada. Difunde-se para a maioria dos tecidos e fluidos; a penetração no LCR e cérebro ocorre apenas com inflamação meníngea.
Semivida de eliminação de aproximadamente 1 hora em doentes com função renal normal (1,0-1,3 h); prolonga-se na insuficiência renal.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.