A azitromicina é um antibiótico macrólido usado no tratamento de várias infeções respiratórias, da pele e de transmissão sexual, entre outras. Toma-se por via oral, geralmente em esquemas curtos (3 a 5 dias), porque permanece muito tempo nos tecidos. É geralmente bem tolerada; os efeitos mais comuns são gastrointestinais.
Também conhecido como: Zitromax, Azitromax
A Azitromicina pode aumentar os níveis plasmáticos de Digoxina por inibição da glicoproteína-P, com risco de toxicidade digitálica.
A azitromicina, como os restantes macrólidos, pode aumentar as concentrações de digoxina por dois mecanismos: inibição da glicoproteína-P (que elimina a digoxina) e redução da flora bacteriana intestinal que inativa a digoxina (cerca de 10% dos doentes têm flora que metaboliza o fármaco). O efeito é variável, mas existem relatos de toxicidade digitálica após ciclos de macrólidos. Recomenda-se vigiar sintomas de toxicidade (náuseas, vómitos, bradicardia, arritmias, confusão, alterações visuais) e considerar monitorizar a digoxinemia, sobretudo em idosos e doentes com função renal diminuída.
Macrólidos podem aumentar os níveis de digoxina (inibição da P-gp e da flora intestinal que metaboliza a digoxina). Monitorizar sinais de toxicidade digitálica.
A Azitromicina inibe a glicoproteína-P, transportador de efluxo que elimina a Digoxina; a inibição eleva a concentração sérica da digoxina e pode desencadear toxicidade digitálica.
Monitorizar náuseas, anorexia, perturbações visuais, bradicardia/arritmias e níveis de digoxina e potássio.
Bradiarritmias, náuseas persistentes, confusão ou alterações visuais requerem avaliação imediata.
Vigiar sinais de toxicidade digitálica e, se possível, doseamentos séricos de digoxina durante a associação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
A Azitromicina pode potenciar o efeito anticoagulante da Varfarina, com aumento do INR e risco hemorrágico (efeito variável e por vezes retardado).
A azitromicina, como os restantes macrólidos, pode aumentar o efeito da warfarina por dois mecanismos: redução da flora intestinal produtora de vitamina K e inibição (mais ligeira que a claritromicina e a eritromicina) do CYP3A4, que participa no metabolismo da warfarina. Os relatos clínicos com azitromicina são menos consistentes, mas existem casos de INR elevado e hemorragia. O rótulo da warfarina lista os macrólidos como fármacos que podem aumentar o efeito anticoagulante. Recomenda-se monitorizar o INR durante o ciclo antibiótico e nas semanas seguintes, ajustando a dose se necessário.
Macrólidos podem potenciar a warfarina (flora intestinal + inibição enzimática). O efeito da azitromicina é menos consistente que o da claritromicina/eritromicina, mas exige monitorizar o INR durante e após o antibiótico.
Mecanismo não totalmente esclarecido; a Azitromicina parece alterar o metabolismo ou a flora intestinal, potenciando o efeito anticoagulante da Varfarina, habitualmente nos primeiros dias ou semanas de associação.
Monitorizar o INR com maior frequência e sinais de hemorragia durante a terapêutica.
Sangramento, INR elevado ou hematomas espontâneos exigem avaliação urgente.
Vigiar o INR e ajustar a varfarina conforme necessário; vigiar sinais hemorrágicos durante e após a associação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45 ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057
Os alimentos reduzem a absorção das cápsulas de azitromicina; os comprimidos podem tomar-se com ou sem alimentos.
Tomar as cápsulas em jejum; os comprimidos podem tomar-se com alimentos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45
A toranja pode aumentar ligeiramente as concentrações de azitromicina, com relevância clínica limitada.
Limitar o consumo de sumo de toranja durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45
A azitromicina pode causar hepatotoxicidade, incluindo necrose hepática, sobretudo em doença hepática prévia.
Usar com precaução; vigiar sinais de lesão hepática.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45
A azitromicina pode prolongar o intervalo QT e aumentar o risco de arritmias, sobretudo em doentes de risco.
Evitar em QT prolongado conhecido ou com fármacos que prolongam o QT.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45
A azitromicina não se associou a aumento de malformações major; é usada na gravidez quando o macrólido está indicado.
Pode ser usada na gravidez quando indicado.
Excretada no leite; compatível com a amamentação.
Sem contraceção adicional específica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Macrólido antibacteriano bactericida/bacteriostático de largo espetro (respiratório, pele e tecidos moles, uretrite/cervicite não complicadas). Penetra extensamente nos tecidos (concentrações tecidulares muito superiores às séricas), com semivida terminal longa que permite regimes curtos (3-5 dias). Prolonga o intervalo QTc de forma dose- e concentração-dependente (máximo médio +9 ms com 1500 mg em coadministração com cloroquina).
Antibacteriano macrólido; nos modelos animais de infeção a atividade correlaciona-se com a razão AUC/CIM (área sob a curva/concentração mínima inibitória) para certos patogénicos (S. pneumoniae e S. aureus). O parâmetro farmacocinético/farmacodinâmico associado à cura clínica e microbiológica não foi totalmente elucidado nos ensaios clínicos.
Biodisponibilidade oral absoluta de 38% (cápsulas de 250 mg). Após dose oral única de 500 mg em jejum: Cmax média 0,5 mcg/mL, Tmax 2,2 horas. A ligação proteica sérica é variável, diminuindo de 51% a 0,02 mcg/mL para 7% a 2 mcg/mL. A comida aumenta a Cmax (23-56% conforme a formulação) sem alterar a AUC.
Metabolização mínima (não foram realizados estudos formais in vitro/in vivo do metabolismo). A excreção biliar de azitromicina, predominantemente como fármaco inalterado, é a principal via de eliminação; ao longo de uma semana apenas cerca de 6% da dose administrada aparece inalterada na urina. A semivida terminal prolongada deve-se à extensa captação e posterior libertação do fármaco pelos tecidos.
Semivida terminal de eliminação de aproximadamente 68 horas (padrão polifásico; clearance plasmático aparente médio de 630 mL/min) — a semivida prolongada deve-se à extensa captação tecidular e não a uma eliminação lenta do fármaco circulante. A semivida sérica na fase terminal após regime de 3 ou 5 dias é de 68,9-71,8 horas.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.