Os antimaláricos prevenem e tratam a malária, doença parasitária transmitida por mosquitos do género Anopheles. A cloroquina (4-aminoquinolina — acumulação no vacuolo digestivo do parasita, inibição da polimerização da hemozina) foi durante décadas o fármaco de eleição, mas a resistência extensiva de P. falciparum limita hoje o seu uso a P. vivax e P. ovale. A hidroxicloroquina é usada sobretudo em doenças autoimunes (lúpus eritematoso, artrite reumatoide). As combinações com artemisinina (ACT — artemeter-lumefantrina, artesunato-amodiaquina, diidroartemisinina-piperaquina) são o padrão de ouro OMS para malária não-complicada por P. falciparum, com ação rápida contra formas eritrocitárias young. A sulfadoxina-pirimetamina é usada para quimioprofilaxia em grávidas (IPTp) em zonas endémicas. A mefloquina e a tafenoquina (8-aminoquinolina) têm papel na profilaxia. A primaquina é essencial para erradicação de hipnozoítos de P. vivax (reated após exclusão de deficiência em G6PD). (Fontes: DailyMed/FDA, OMS Guidelines 2024, Health Canada)