A claritromicina é um antibiótico (macrólido) usado em infeções respiratórias, da pele e em associação para eliminar a bactéria Helicobacter pylori. É eficaz, mas bloqueia a eliminação de muitos outros medicamentos, podendo aumentar os seus níveis e o risco de efeitos tóxicos.
Também conhecido como: Klacid
A Claritromicina prolonga o QT e inibe o CYP3A4 (que participa no metabolismo da Amodiaquina) — risco de arritmias e de toxicidade.
A amodiaquina é metabolizada em parte pelo CYP3A4; a claritromicina inibe esta enzima e pode aumentar as suas concentrações, elevando o risco de hepatotoxicidade e de prolongamento do QT (ambos os fármacos prolongam o intervalo QT). Preferir um antibiótico alternativo durante o tratamento antimalárico com artesunato+amodiaquina e, se a associação for inevitável, vigiar ECG, transaminases e eletrólitos.
Artesunato+amodiaquina + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de amodiaquina (inibição do CYP3A4) e ambas prolongam o QT. Evitar se possível.
Prolongamento do QT aditivo + inibição enzimática que pode elevar os níveis de Amodiaquina.
ECG (QTc) e sinais de toxicidade.
Palpitações, icterícia (hepatotoxicidade da Amodiaquina).
Evitar quando possível; monitorizar ECG; considerar antibiótico alternativo.
OMS (WHO) — Directrizes da OMS para a malária: https://www.who.int/teams/global-malaria-programme/guidelines-for-malaria ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
Risco de miopatia e rabdomiólise. A Claritromicina aumenta os níveis de Atorvastatina.
A atorvastatina é metabolizada pelo CYP3A4; a claritromicina, inibidora potente, pode aumentar as suas concentrações várias vezes, com risco de miopatia, rabdomiólise e insuficiência renal. Recomenda-se suspender a atorvastatina durante o ciclo de claritromicina (e alguns dias após) ou substituir por uma estatina menos dependente do CYP3A4 (ex.: pravastatina); vigiar mialgias, fraqueza e CPK em doentes que mantenham a associação.
Atorvastatina + claritromicina: a claritromicina inibe o CYP3A4 e pode aumentar marcadamente os níveis de atorvastatina, com risco de miopatia/rabdomiólise. Suspender a estatina durante o antibiótico.
Inibição do CYP3A4, via principal de metabolização da Atorvastatina.
Sintomas musculares (dor, fraqueza, urina escura) durante e após o antibiótico.
Dor muscular intensa, fraqueza proximal, urina de cor escura (possível rabdomiólise).
Suspender a estatina durante um tratamento curto com Claritromicina ou preferir Azitromicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 ; rótulo aprovado Atorvastatina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=86841382-4229-4e03-958e-3ac22639efd4
A Claritromicina prolonga o QT e inibe o CYP3A4, elevando os níveis de Bedaquilina — risco acrescido de arritmias.
A bedaquilina é metabolizada pelo CYP3A4 e a claritromicina inibe esta enzima, podendo aumentar substancialmente as suas concentrações; ambos os fármacos prolongam o intervalo QT, com risco aditivo de torsades de pointes. Em esquemas de tuberculose multirresistente com bedaquilina, evitar macrólidos; se um macrólido for necessário, preferir a azitromicina (menor interação) e vigiar ECG e eletrólitos.
Bedaquilina + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de bedaquilina (inibição do CYP3A4) e ambas prolongam o QT. Evitar a associação.
Inibição do metabolismo da bedaquilina e prolongamento do QT aditivo.
ECG (QTc) e eletrólitos.
Palpitações, síncope.
Evitar quando possível; ECG e vigilância.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Bedaquilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1534c9ae-4948-4cf4-9f66-222a99db6d0e ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
A claritromicina pode aumentar a exposição sistémica à budesonida inalada, potenciando efeitos corticoides.
A budesonida (inalada ou oral) é metabolizada no fígado pelo CYP3A4; a claritromicina, inibidora potente, pode aumentar a sua exposição sistémica e potenciar os efeitos corticoides (síndrome de Cushing, hiperglicemia, supressão suprarrenal, osteoporose), sobretudo com uso prolongado e doses elevadas de corticoide inalado. Recomenda-se vigiar sinais de excesso corticosteroide, considerar reduzir a dose de budesonida e preferir outro antibiótico quando possível.
Budesonida + claritromicina: a claritromicina aumenta a exposição sistémica à budesonida (inibição do CYP3A4), com risco de efeitos corticoides. Vigiar sinais de excesso de corticoide.
A claritromicina inibe o CYP3A4, que metaboliza a budesonida.
Vigiar equimoses, glicemia e sinais de supressão suprarrenal em doentes de risco.
Síndrome de Cushing, supressão suprarrenal.
Vigiar sinais de excesso corticosteroide com uso prolongado da associação.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Budesonida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ae1105cd-69fc-4c15-937f-c535304341c2 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Efeito aditivo no QT; a Claritromicina pode ainda elevar os níveis de Mefloquina.
A mefloquina é metabolizada em parte pelo CYP3A4 e prolonga o intervalo QT; a claritromicina inibe o CYP3A4 (elevando os níveis de mefloquina) e também prolonga o QT, pelo que o risco de arritmias ventriculares é aditivo. Em doentes a receber mefloquina, preferir outro antibiótico e outro antimalárico quando possível; se a associação for inevitável, vigiar ECG e eletrólitos.
Mefloquina + claritromicina: prolongamento aditivo do QT e aumento dos níveis de mefloquina (inibição do CYP3A4). Evitar a associação.
Prolongamento do QT aditivo + inibição do metabolismo da Mefloquina (CYP3A4).
ECG (QTc) e eletrólitos.
Palpitações, tonturas, convulsões.
Precaução; monitorizar ECG e sinais de toxicidade.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Mefloquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=09716a24-d7da-42b2-af29-c03a1b6670bd ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
Interacao bidirecional: a Claritromicina aumenta os niveis de Rifabutina (risco de uveite e neutropenia) e a Rifabutina reduz os da Claritromicina.
A interação é bidirecional: a rifabutina induz o CYP3A4 e reduz as concentrações de claritromicina (comprometendo a eficácia), enquanto a claritromicina inibe o CYP3A4 e aumenta os níveis de rifabutina, elevando o risco de uveíte, neutropenia e artralgias. Em esquemas de micobacteriose (ex.: complexo Mycobacterium avium) com os dois fármacos, recomenda-se reduzir a dose de rifabutina (frequentemente para metade), vigiar hemograma, sintomas oculares e a resposta clínica.
Rifabutina + claritromicina: a rifabutina reduz os níveis de claritromicina e a claritromicina eleva os de rifabutina (risco de uveíte, neutropenia). Vigiar ambos.
Inibicao do CYP3A4 pela claritromicina mais inducao pela rifabutina.
Exame oftalmologico (dor e vermelhidao ocular) e hemograma.
Dor ocular, vermelhidao, visao turva (uveite); febre, neutropenia.
Reduzir a dose de rifabutina (ex.: 150 mg por dia ou intermitente) e vigiar toxicidade.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifabutina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c2026b67-4755-4236-96b6-a6b5e7399707 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
A Claritromicina prolonga o QT e inibe o CYP3A4, elevando a exposição à Lumefantrina — risco acrescido de arritmias.
A claritromicina inibe o CYP3A4, via que metaboliza o arteméter e o lumefantrina, podendo aumentar as concentrações do antimalárico; ambos os fármacos prolongam o intervalo QT, pelo que o risco de torsades de pointes aumenta de forma aditiva. Em doentes a tratar malária com arteméter+lumefantrina, preferir um antibiótico sem efeito no QT (ex.: beta-lactâmicos) se houver infeção bacteriana concomitante; se a associação for inevitável, vigiar ECG e eletrólitos.
Arteméter+lumefantrina + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de lumefantrina (inibição do CYP3A4) e ambos prolongam o QT. Vigiar ECG ou preferir outro antibiótico.
Inibição do metabolismo da Arteméter/Lumefantina pelo CYP3A4 (Claritromicina) + prolongamento aditivo do QT.
ECG (QTc), potássio e sinais clínicos de arritmia.
Palpitações, síncope, dor torácica.
Evitar quando possível; monitorizar ECG e sinais de toxicidade; considerar antibiótico alternativo se indicado.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Arteméter + Lumefantrina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7866ec19-dfac-47d4-a53f-511a12643cbf ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
Prolongamento do QT aditivo com risco de arritmias ventriculares.
A cloroquina e a claritromicina prolongam ambas o intervalo QT (bloqueio do hERG); o efeito é aditivo e o risco de torsades de pointes aumenta, sobretudo com hipocaliemia, bradicardia, insuficiência renal ou cardiopatia. Em doentes a receber cloroquina (malária, lúpus), preferir um antibiótico sem efeito no QT; se a associação for inevitável, vigiar ECG e eletrólitos e corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia.
Cloroquina + claritromicina: prolongamento aditivo do QT com risco de torsades de pointes. Evitar a associação ou vigiar ECG.
Ambos bloqueiam os canais de potássio cardíacos; efeito aditivo na repolarização.
ECG (QTc) e eletrólitos.
Palpitações, síncope, tonturas.
Usar com precaução; monitorizar o ECG; considerar alternativa antibiótica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
Efeito aditivo no prolongamento do QT — risco de arritmias.
A hidroxicloroquina e a claritromicina prolongam ambas o intervalo QT; o efeito aditivo aumenta o risco de torsades de pointes, sobretudo em doentes com QT basal prolongado, hipocaliemia, insuficiência renal ou cardiopatia. Em doentes com lúpus ou artrite reumatoide em hidroxicloroquina que necessitem de antibiótico, preferir um macrólido com menor efeito no QT ou outra classe; se a associação for inevitável, vigiar ECG e eletrólitos.
Hidroxicloroquina + claritromicina: prolongamento aditivo do QT com risco de torsades de pointes. Evitar a associação ou vigiar ECG.
Bloqueio aditivo dos canais de potássio cardíacos.
ECG (QTc) e eletrólitos.
Palpitações, síncope.
Precaução; ECG se fatores de risco.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Hidroxicloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=34496b43-05a2-45fb-a769-52b12e099341 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
A Claritromicina inibe o metabolismo da Quinina e prolonga o QT — risco de toxicidade e arritmias.
A quinina é metabolizada pelo CYP3A4 e prolonga o intervalo QT; a claritromicina inibe o CYP3A4, podendo aumentar as concentrações de quinina (com risco de cinconismo e toxicidade cardíaca), e prolonga também o QT — o risco de torsades de pointes é aditivo. Durante o tratamento da malária com quinina, preferir um antibiótico sem interação; se a associação for inevitável, vigiar ECG, níveis de quinina e sinais de toxicidade.
Quinina + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de quinina (inibição do CYP3A4) e ambas prolongam o QT. Evitar a associação.
Inibição do CYP3A4 (aumenta a Quinina) + prolongamento aditivo do QT.
ECG, sinais de cinconismo e de arritmia.
Acufenos, alterações visuais, palpitações.
Evitar; se necessário, reduzir a Quinina e monitorizar.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Quinina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1f32f05c-a215-40be-b951-e41a7b54a8a0 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
A Claritromicina prolonga o QT e inibe o CYP3A4 (que metaboliza a Piperaquina) — risco elevado de arritmias.
A piperaquina é metabolizada em parte pelo CYP3A4; a claritromicina inibe esta enzima e pode aumentar as suas concentrações, e ambas prolongam o intervalo QT — o risco de torsades de pointes é aditivo e potencialmente grave. Durante o tratamento antimalárico com diidroartemisinina+piperaquina, preferir um antibiótico sem efeito no QT; se a associação for inevitável, vigiar ECG e eletrólitos.
Diidroartemisinina+piperaquina + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de piperaquina e ambas prolongam o QT. Evitar a associação.
Prolongamento do QT aditivo + inibição enzimática que eleva a exposição à Piperaquina.
ECG (QTc) e eletrólitos.
Palpitações, síncope.
Evitar a associação; considerar antibiótico alternativo.
EMA — EPAR Eurartesim (dihidroartemisinina + piperaquina): https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/eurartesim ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
A associação de Efavirenz com Claritromicina reduz as concentrações da Claritromicina, comprometendo a resposta antimicrobiana; existe ainda risco de prolongamento do intervalo QT.
O efavirenz induz o CYP3A4 e reduz as concentrações de claritromicina em cerca de 40%, ao mesmo tempo que aumenta as do seu metabolito ativo (14-hidroxiclaritromicina); o significado clínico é variável, mas a eficácia antibiótica pode ficar comprometida e o risco de prolongamento do QT aumenta. Em doentes com VIH a receber claritromicina, considerar alternativa (ex.: azitromicina, com menor interação) e vigiar a resposta clínica.
Efavirenz + claritromicina: o efavirenz reduz os níveis de claritromicina (indução do CYP3A4) e aumenta os do metabolito ativo; o QT pode prolongar-se. Vigiar resposta e ECG.
O Efavirenz, indutor do CYP3A4, acelera o metabolismo da Claritromicina (↓ Claritromicina, ↑ do metabolito), reduzindo a sua eficácia.
Vigiar sinais de infeção não controlada e, se fatores de risco, o intervalo QT.
Agravamento da infeção durante o tratamento exige revisão do antibiótico.
Considerar um antibiótico alternativo (por exemplo azitromicina) para evitar a interação e reduzir o risco de QT prolongado.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Efavirenz: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=92603fa5-7a2c-4bfb-9a70-aadb4fba952c ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Alprazolam com Claritromicina aumenta as concentrações de Alprazolam, com risco de sedação excessiva.
O alprazolam é metabolizado pelo CYP3A4; a claritromicina, inibidora potente desta enzima, pode aumentar as suas concentrações e potenciar a sedação, a ataxia e o risco de depressão respiratória, sobretudo em idosos e em doentes com doença respiratória ou hepática. Recomenda-se reduzir a dose de alprazolam (até 50%) durante a associação, evitar em doentes com apneia do sono ou DPOC grave e vigiar sedação; preferir um antibiótico sem interação (ex.: azitromicina, que tem menor efeito) quando possível.
Alprazolam + claritromicina: a claritromicina inibe o CYP3A4 e pode duplicar os níveis de alprazolam, com sedação e depressão respiratória. Vigiar e reduzir a dose de alprazolam.
A Claritromicina, inibidora do CYP3A4, reduz o metabolismo do Alprazolam, elevando os seus níveis séricos.
Vigiar sedação e depressão do sistema nervoso central.
Sedação marcada ou confusão exigem redução de dose e reavaliação.
Considerar reduzir a dose de Alprazolam durante o uso de Claritromicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A claritromicina inibe o metabolismo da teofilina e pode aumentar os seus níveis, com risco de toxicidade (náuseas, taquicardia, convulsões).
A teofilina é metabolizada pelo CYP1A2 e CYP3A4; a claritromicina inibe o CYP3A4 e pode aumentar as suas concentrações, com risco de toxicidade (náuseas, vómitos, taquicardia, tremores e, em casos graves, convulsões e arritmias). A teofilina tem janela terapêutica estreita, pelo que se recomenda vigiar os seus níveis plasmáticos e reduzir a dose se necessário durante a associação.
Teofilina + claritromicina: a claritromicina inibe o metabolismo da teofilina e pode elevar os seus níveis, com risco de toxicidade. Vigiar níveis de teofilina.
A claritromicina inibe o CYP1A2/CYP3A4, reduzindo a depuração da teofilina, de margem terapêutica estreita.
Vigiar náuseas, vómitos, taquicardia, tremores e sinais neurológicos (convulsões).
Taquicardia, arritmias, vómitos repetidos, convulsões.
Vigiar os níveis de teofilina e reduzir a dose se necessário; considerar antibiótico alternativo.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A claritromicina pode aumentar as concentrações de loperamida, potenciando efeitos depressores do SNC e cardíacos.
A loperamida é substrato do CYP3A4 e da glicoproteína-P; a claritromicina inibe ambas as vias e pode aumentar substancialmente as suas concentrações, potenciando a depressão do SNC (sonolência, obstipação grave) e o prolongamento do QT (doses altas de loperamida). Recomenda-se usar a menor dose eficaz, evitar doses elevadas e vigiar sonolência, obstipação e palpitações durante a associação.
Loperamida + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de loperamida (inibição do CYP3A4/P-gp), com risco de efeitos no SNC e no QT. Usar a menor dose eficaz.
A inibição do CYP3A4 pela claritromicina aumenta a exposição à loperamida.
Vigiar sonolência, obstipação, palpitações e alterações do ritmo.
Toxicidade por loperamida (SNC, QT).
Usar a menor dose eficaz e vigiar efeitos adversos; evitar doses altas.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Loperamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=568064c9-139d-7233-e063-6294a90a10d4 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + claritromicina: a inibição do CYP3A4 aumenta a exposição ao corticosteroide.
A dexametasona é metabolizada pelo CYP3A4; a claritromicina inibe esta enzima e pode aumentar as suas concentrações, potenciando os efeitos anti-inflamatórios, a hiperglicemia e o risco de supressão suprarrenal em tratamentos prolongados. Em doentes com corticoterapia e infeção tratada com claritromicina, vigiar glicemia e sinais de excesso de corticoide e considerar reduzir a dose de dexametasona durante a associação.
Dexametasona + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de dexametasona (inibição do CYP3A4), potenciando os efeitos do corticosteroide. Vigiar efeitos corticoides.
A claritromicina inibe o CYP3A4, reduzindo o metabolismo da dexametasona.
Glicemia, tensão arterial e sinais de excesso de corticosteroides.
Ganho de peso, edema, hiperglicemia.
Vigiar efeitos dos corticosteroides (hiperglicemia, retenção de líquidos, síndrome de Cushing).
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A claritromicina pode aumentar os níveis de tadalafil no sangue, com maior risco de efeitos secundários. Vigiar e considerar ajuste de dose.
O tadalafil é metabolizado pelo CYP3A4; inibidores desta enzima, como a claritromicina, aumentam as concentrações plasmáticas e a incidência de efeitos adversos. O rótulo recomenda os mesmos ajustes de dose que para o cetoconazol.
CYP3A4: a claritromicina (inibidor) aumenta a exposição do tadalafil; ajustar como com outros inibidores fortes (ocasional máx. 10 mg/72 h; diário máx. 2,5 mg).
Inibição do CYP3A4 pela claritromicina.
Efeitos adversos do tadalafil.
Cefaleia intensa, hipotensão sintomática, priapismo.
Ajustar a dose do tadalafil conforme o rótulo durante o curso de claritromicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tadalafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=bcd8f8ab-81a2-4891-83db-24a0b0e25895 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A claritromicina pode aumentar os níveis de vardenafil no sangue, com maior risco de efeitos secundários. Ajustar a dose (máx. 2,5 mg/24 h durante o curso).
A claritromicina inibe o CYP3A4, aumentando a exposição ao vardenafil. O rótulo do vardenafil define, para inibidores como claritromicina e cetoconazol, dose máxima de 2,5 mg em 24 horas durante a coadministração.
CYP3A4: a claritromicina é inibidora moderada/forte do CYP3A4; o rótulo limita o vardenafil a 2,5 mg/24 h com claritromicina.
Inibição do CYP3A4 pela claritromicina.
Efeitos adversos do vardenafil.
Cefaleia intensa, hipotensão sintomática.
Limitar a dose de vardenafil a 2,5 mg/24 h durante o curso de claritromicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Vardenafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=2782efed-6198-47b9-81ac-3e255e2ab7f6 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A claritromicina pode aumentar os níveis de estradiol no sangue, com mais efeitos secundários. Informe o médico se notar algo de anormal.
O rótulo aprovado do estradiol (DailyMed) documenta que inibidores do CYP3A4 — eritromicina, claritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir e sumo de toranja — podem aumentar as concentrações plasmáticas de estrogénios e causar efeitos secundários. A claritromicina é um macrólido inibidor potente do CYP3A4; durante a associação, podem surgir náuseas, sensibilidade mamária, retenção de líquidos e alterações do padrão hemorrágico.
Inibidores do CYP3A4 (claritromicina, eritromicina, cetoconazol, itraconazol, sumo de toranja) aumentam as concentrações de estrogénios, com risco de efeitos adversos dependentes da dose. Monitorizar.
Inibição do CYP3A4 pela claritromicina, reduzindo o metabolismo dos estrogénios.
Sintomas de excesso estrogénico: náuseas, mastalgia, edema, hemorragia irregular.
Mastalgia intensa, edema, hemorragia anormal — avaliação médica.
Vigiar efeitos adversos dependentes da dose durante o antibiótico; considerar ajuste da dose de estradiol se sintomas relevantes.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estradiol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5718f042-e8c0-b721-e063-6294a90a5bef ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Toxicidade por Carbamazepina. A Claritromicina inibe o CYP3A4 e aumenta muito os níveis de Carbamazepina.
A carbamazepina é extensamente metabolizada pelo CYP3A4 e a claritromicina é um inibidor potente desta isoenzima e da glicoproteína P. A associação pode duplicar ou mais do que duplicar os níveis séricos de carbamazepina, com sintomas de toxicidade como diplopia, nistagmo, ataxia, sedação e náuseas; em casos graves podem ocorrer convulsões ou coma. Sempre que possível, deve escolher-se um antibiótico alternativo que não iniba o CYP3A4 (ex.: azitromicina); se a associação for necessária, reduzir a dose de carbamazepina, monitorizar os níveis séricos e os sinais clínicos de toxicidade.
A claritromicina inibe o CYP3A4 e aumenta muito as concentrações de carbamazepina, com risco de toxicidade (diplopia, ataxia, sedação, náuseas). Preferir alternativa antibiótica; se inevitável, reduzir a dose de carbamazepina e monitorizar.
A Carbamazepina é metabolizada pelo CYP3A4, enzima fortemente inibida pela Claritromicina.
Carbamazepinemia e sinais de toxicidade nos primeiros dias.
Nistagmo, diplopia, ataxia, sedação, náuseas.
Evitar a associação; escolher um antibiótico alternativo ou monitorizar os níveis de Carbamazepina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
A associação de domperidona com claritromicina está contraindicada: a claritromicina inibe o CYP3A4 e aumenta as concentrações de domperidona, com risco elevado de prolongamento do intervalo QT e torsade de pointes.
A domperidona prolonga o intervalo QT e é metabolizada pelo CYP3A4; a claritromicina, inibidora potente desta isoenzima, aumenta as suas concentrações e o risco de arritmias ventriculares malignas (torsades de pointes). Por este motivo, a associação é formalmente contraindicada. O risco é maior em doentes com cardiopatia, hipocaliemia, bradicardia ou a tomar outros fármacos que prolonguem o QT; deve escolher-se um procinético ou antibiótico alternativo.
Contraindicação: a claritromicina inibe o CYP3A4 e eleva as concentrações de domperidona, aumentando o risco de prolongamento do QT e de torsades de pointes. Não associar; escolher alternativa.
A claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4, principal via de metabolização da domperidona; ambas as substâncias prolongam o QT.
Vigiar ECG (intervalo QT) e sintomas de arritmia (palpitações, síncope).
Torsade de pointes, morte súbita.
Evitar a associação; escolher um macrólido alternativo ou um procinético/antiemético sem risco QT.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Domperidona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=cdb0c9b9-388c-4a06-9fe9-bb4e52278a4e ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Colchicina + inibidor potente do CYP3A4/P-gp: risco de toxicidade grave da colchicina.
A colchicina é substrato do CYP3A4 e da glicoproteína P; a claritromicina inibe ambas as vias e pode multiplicar a exposição à colchicina, provocando toxicidade grave: sintomas gastrointestinais intensos, pancitopenia, neuropatia e rabdomiólise, por vezes fatais. O rótulo aprovado da colchicina contraindica a associação com inibidores potentes do CYP3A4/P-gp em doentes com insuficiência renal ou hepática e, nos restantes, exige redução da dose — na prática, a combinação deve ser evitada sempre que possível, escolhendo um antibiótico alternativo (ex.: azitromicina).
A claritromicina (inibidor do CYP3A4 e da P-gp) aumenta muito os níveis de colchicina, com risco de toxicidade grave e potencialmente fatal (diarreia, mielossupressão, rabdomiólise). Não associar; usar alternativa.
A claritromicina inibe o CYP3A4 e a glicoproteína-P, aumentando muito as concentrações de colchicina.
Vigiar sintomas de toxicidade da colchicina (GI, neuromuscular).
Diarreia grave, vómitos, rabdomiólise, pancitopenia, arritmias.
Associação contraindicada; preferir alternativa antibiótica. Se inevitável, reduzir fortemente a dose de colchicina.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Colchicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5ae87893-a065-468e-b8da-f1db86afcaef ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Claritromicina inibe o CYP3A4 e pode potenciar o efeito anticoagulante da Varfarina, com aumento do INR e do risco hemorrágico.
A claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4, a principal enzima do metabolismo do R-warfarin, e simultaneamente reduz a flora intestinal produtora de vitamina K. O resultado é a elevação do INR com risco hemorrágico acrescido, documentada em múltiplos relatos e referida nos rótulos aprovados. O efeito pode aparecer poucos dias após o início e persistir após a suspensão do antibiótico. Sempre que possível, escolher um antibiótico alternativo (ex.: azitromicina tem menor potencial de interação); se a claritromicina for necessária, monitorizar o INR com frequência e reduzir a dose de warfarina conforme necessário.
A claritromicina inibe o CYP3A4 e reduz a flora intestinal, podendo aumentar muito o INR e o risco de hemorragia. Monitorizar o INR durante e após o antibiótico; considerar alternativa.
A Claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4; reduz o metabolismo da Varfarina, elevando as suas concentrações plasmáticas e o INR.
Vigiar o INR com frequência e sinais de hemorragia durante e após a associação.
Hemorragia ativa, INR marcadamente elevado ou hematomas novos exigem intervenção urgente.
Ajustar a dose de varfarina com base no INR; considerar uma alternativa antibiótica quando possível.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O álcool pode agravar os efeitos gastrointestinais (náuseas, dor abdominal) da claritromicina.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d5be5f12-6392-4d7d-ab23-ebc205ac1a85
A toranja inibe o CYP3A4 e pode aumentar as concentrações de claritromicina, elevando o risco de prolongamento do QT e efeitos adversos.
Evitar sumo de toranja durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d5be5f12-6392-4d7d-ab23-ebc205ac1a85
A claritromicina é excretada por via renal e hepática; na insuficiência renal grave pode acumular-se e exige ajuste de dose.
Reduzir a dose na insuficiência renal grave (CrCl < 30 mL/min).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d5be5f12-6392-4d7d-ab23-ebc205ac1a85
A claritromicina prolonga o intervalo QT e pode precipitar torsades de pointes em doentes com QT prolongado ou fatores de risco.
Evitar em doentes com QT prolongado congénito ou adquirido; vigiar ECG e eletrólitos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d5be5f12-6392-4d7d-ab23-ebc205ac1a85
A claritromicina atravessa a placenta; os dados em humanos são limitados, mas os macrólidos são geralmente usados na gravidez quando indicados.
Usar apenas se o benefício justificar o risco; não é o macrólido de primeira escolha na gravidez.
Excretada no leite; evitar durante a amamentação ou usar com precaução.
Sem contraceção adicional específica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d5be5f12-6392-4d7d-ab23-ebc205ac1a85
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Macrólido antibacteriano. Distribui-se amplamente pelos tecidos e fluidos, atingindo concentrações tecidulares superiores às séricas (ex.: amígdala 1,6 mcg/g, pulmão 8,8 mcg/g após 250 mg de 12/12h). O metabolito ativo 14-OH-claritromicina contribui para a atividade antimicrobiana. Inibidor potente do CYP3A4 e da glicoproteína-P — muitas interações clinicamente relevantes.
Exerce a ação antibacteriana por ligação à subunidade ribossómica 50S das bactérias suscetíveis, com inibição da síntese proteica. As principais vias de resistência são a modificação do rRNA 23S (insensibilidade da subunidade 50S) e as bombas de efluxo.
Bem absorvida por via oral. Na formulação de libertação prolongada (1000 mg 1x/dia), os picos plasmáticos de estado estacionário (2–3 mcg/mL) ocorrem 5 a 8 horas após a toma. Tomar com alimentos: em jejum a AUC da claritromicina é cerca de 30% menor.
Metabolizada no fígado, sobretudo pelo CYP3A4, com formação do metabolito ativo 14-OH-claritromicina. A eliminação é biliar e renal; na insuficiência hepática a formação de 14-OH diminui, parcialmente compensada pelo aumento da depuração renal de claritromicina.
A semivida de eliminação da claritromicina é de 3 a 4 horas e a do metabolito ativo 14-OH-claritromicina de 5 a 7 horas.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.