A metformina é o medicamento de primeira linha para a diabetes tipo 2. Ajuda a baixar o açúcar no sangue, muitas vezes em conjunto com dieta e exercício. É geralmente bem tolerada; os efeitos mais comuns são gastrointestinais no início do tratamento.
Também conhecido como: Glucophage
Efeito hipoglicemiante aditivo — risco acrescido de hipoglicemia em doentes diabéticos.
A hidroxicloroquina pode causar hipoglicemia grave e potencialmente fatal, "na presença ou ausência de antidiabéticos" (o rótulo refere explicitamente que "pode potenciar os efeitos da insulina e dos antidiabéticos e, consequentemente, aumentar o risco de hipoglicemia — pode ser necessário reduzir a dose de insulina e de outros antidiabéticos", e recomenda monitorizar a glicemia nos doentes diabéticos). A associação com metformina soma os efeitos hipoglicemiantes. Nota: o rótulo da hidroxicloroquina indica que esta não inibe o OCT2 in vitro, pelo que o mecanismo é essencialmente farmacodinâmico. Monitorizar a glicemia no início da associação e sempre que a dose de hidroxicloroquina mudar, avisar o doente para os sinais de hipoglicemia (sudorese, tremor, palpitações, confusão) e considerar reduzir a dose de metformina ou de outros antidiabéticos.
Hidroxicloroquina + metformina: hipoglicemia aditiva. Monitorizar glicemia e considerar reduzir a dose do antidiabético.
A Hidroxicloroquina melhora a sensibilidade à insulina, potenciando o efeito da Metformina.
Glicemia capilar, HbA1c e sintomas de hipoglicemia.
Sudorese, tremor, confusão, desmaios.
Monitorizar a glicemia e ajustar a dose do antidiabético se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Hidroxicloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=34496b43-05a2-45fb-a769-52b12e099341 ; rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=13b1e35f-d047-8ddc-e063-6394a90a24dd
Hipoglicemia. A associação de dois antidiabéticos orais exige ajuste e vigilância; não é contraindicada.
A glibenclamida (sulfonilureia) estimula a secreção de insulina e a metformina reduz a produção hepática de glicose e melhora a sensibilidade à insulina — mecanismos complementares e sinérgicos, sendo a associação uma opção habitual na diabetes tipo 2. O principal risco é a hipoglicemia, potenciada pela sulfonilureia, sobretudo em idosos, jejum prolongado, insuficiência renal ou redução da ingestão alimentar. Recomenda-se iniciar com doses baixas, titular lentamente, educar o doente para os sinais de hipoglicemia e ajustar a glibenclamida perante qualquer deterioração da função renal.
Hipoglicemia. A associação de dois antidiabéticos orais exige ajuste e vigilância; não é contraindicada.
Efeito hipoglicemiante aditivo: a sulfonilureia estimula a insulina e a metformina reduz a produção hepática de glicose.
Glicemia capilar e sinais de hipoglicemia.
Tremor, sudação, confusão, palidez — sinais de hipoglicemia.
Iniciar a sulfonilureia em dose baixa e ajustar conforme as glicemias.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Glibenclamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=524eec41-37ee-419a-b7a1-d23e888ae6ab ; rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=13b1e35f-d047-8ddc-e063-6394a90a24dd
Os corticosteroides (como a prednisolona) podem aumentar o açúcar no sangue e reduzir o efeito da metformina. Vigie a glicemia durante o tratamento.
Os corticosteroides sistémicos aumentam a resistência à insulina e a produção hepática de glucose, antagonizando o efeito dos antidiabéticos — o Prontuário refere expressamente que os antidiabéticos antagonizam os efeitos hiperglicemiantes dos corticosteroides e que nos diabéticos estes só devem ser usados em caso de absoluta necessidade. Em corticoterapia prolongada ou em doses elevadas, a glicemia deve ser monitorizada e a terapêutica antidiabética ajustada (frequentemente é necessário aumentar a dose da metformina ou associar insulina).
Os glucocorticoides têm efeito hiperglicemiante e antagonizam os antidiabéticos; pode ser necessário ajustar a dose da metformina (ou acrescentar insulina) durante corticoterapia, com monitorização da glicemia.
Efeito hiperglicemiante dos glucocorticoides (aumento da resistência à insulina e da gluconeogénese).
Glicemia capilar; sintomas de hiperglicemia.
Sede, poliúria, fadiga, visão turva — hiperglicemia descompensada.
Monitorizar a glicemia (e HbA1c em uso prolongado) durante a corticoterapia; ajustar a dose da metformina conforme necessário e reduzir quando o corticoide for suspenso.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — secção 8.2.2 ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757b41c4-a0fe-4a09-8816-a4cdb7558f41 ; rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=13b1e35f-d047-8ddc-e063-6394a90a24dd
Aumento do risco de acidose láctica: o trimetoprim do Cotrimoxazol reduz a excreção renal da Metformina, elevando as suas concentrações.
A metformina é eliminada por via renal através do transportador de catiões orgânicos OCT2, e o trimetoprim (componente do cotrimoxazol) é um inibidor do OCT2, podendo aumentar as concentrações de metformina e o risco de acidose láctica, sobretudo em doentes com função renal diminuída, idosos ou com outras causas de acidose; o rótulo do cotrimoxazol recomenda evitar a coadministração com substratos do OCT2 (a metformina é explicitamente mencionada) e monitorizar a glicemia. Durante a associação, vigiar a função renal, sinais de acidose láctica (mal-estar, mialgias, dor abdominal, dispneia, sonolência) e considerar a suspensão temporária da metformina em doentes de risco.
Cotrimoxazol + metformina: o trimetoprim inibe o OCT2 e aumenta os níveis de metformina, com risco de acidose láctica. Vigiar função renal e glicemia.
O trimetoprim compete com a Metformina pela secreção tubular renal (transportador OCT2), diminuindo a sua eliminação.
Função renal antes e durante; sinais de acidose (respiração profunda, sonolência, hipotensão).
Fraqueza, mialgia, dor abdominal, hiperventilação, sonolência — suspender e procurar ajuda médica.
Vigiar sinais de acidose láctica em doentes com função renal reduzida; considerar doses baixas de Metformina durante a antibioterapia.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=13b1e35f-d047-8ddc-e063-6394a90a24dd ; rótulo aprovado Cotrimoxazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=08500fcb-dbec-4ac2-91c3-189d27907ec0
A Metilprednisolona aumenta a glicemia e antagoniza o efeito da Metformina, com risco de descompensação diabética.
Os glucocorticóides diminuem a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina; os antidiabéticos antagonizam os efeitos hiperglicemiantes (Prontuário 8.2.2).
Glicemia capilar/diária durante o curso do corticoide.
Glicemias > 250 mg/dl, cetoacidose, polidipsia/poliúria.
Reforçar a vigilância glicémica durante o corticoide; ajustar temporariamente o antidiabético; em curtos cursos, resolver espontaneamente.
Prontuário Terapêutico INFARMED (11.ª ed., 2012), Corticosteróides 8.2.2 — "Nos diabéticos... diminuírem a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina" e "Os antidiabéticos antagonizam os efeitos hiperglicemiantes"; DailyMed — rótulo Metformin HCl ER Tablet [Glenmark Pharma]: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0ef9de1a-b786-4b6c-a250-3f5ac532b16a
Tenofovir e metformina são ambos eliminados por via renal. A coadministração pode aumentar o risco de efeitos nefrotóxicos e acidose láctica. Monitorizar função renal.
Tenofovir e metformina são ambos eliminados essencialmente por via renal — o tenofovir por filtração glomerular e secreção tubular, e a metformina por secreção tubular via OCT2. A coadministração pode competir pela secreção tubular, potencialmente elevando os níveis de ambos. O risco principal é a nefrotoxicidade aditiva: o tenofovir pode causar nephrotoxicity tubular proximal (síndrome de Fanconi), enquanto a metformina requer função renal adequada para prevenir acumulação e acidose láctica. Recomendação: avaliar TFG antes de iniciar e monitorizar periodicamente (creatinina, eletrólitos, proteinúria). Ajustar dose de metformina se TFG <30 mL/min. Considerar alternativa ao tenofovir (entecavir) se houver deterioração renal.
Tenofovir + metformina: ambos eliminados renalmente. Risco de toxicidade aditiva e acidose láctica. Monitorizar função renal.
Ambos os fármacos competem pela secreção tubular renal. O tenofovir pode reduzir a depuração da metformina, elevando os seus níveis. O risco de acidose láctica aumenta em doentes com insuficiência renal.
Creatinina sérica, TFG, ácido láctico, sintomas de acidose láctica (náuseas, vómitos, dor abdominal, confusão).
Acidose láctica (raro mas potencialmente fatal). Insuficiência renal aguda.
Monitorizar função renal (creatinina, TFG) antes e durante o tratamento. Ajustar dose de metformina se TFG <30 mL/min. Considerar alternativa ao tenofovir (ex.: entecavir para hepatite B).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tenofovir (Viread): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=33fd6418-fbdc-42ca-a50d-ce2a476a5418 ; rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7b43f66c-8e1a-4a6b-b582-c1e5bb48d3df
Cefalexina + metformina: a cefalexina aumenta as concentrações de metformina — vigiar hipoglicemia.
O rótulo FDA da cefalexina documenta: "Metformin: increased metformin concentrations. Monitor for hypoglycemia" (secção 7.1). A cefalexina compete com a metformina pela secreção tubular renal através do transportador OCT2, reduzindo a eliminação da metformina e aumentando a sua exposição sistémica. No doente diabético em metformina, uma antibioterapia com cefalexina pode traduzir-se em níveis mais elevados do antidiabético e risco aumentado de hipoglicemia — sobretudo em doentes com função renal limítrofe ou jejuns prolongados. A orientação prática é advertir para os sintomas de hipoglicemia (sudorese, tremor, confusão) e considerar monitorização glicémica mais frequente durante a antibioterapia.
Cefalexina + metformina: a cefalexina aumenta as concentrações de metformina — vigiar hipoglicemia no doente diabético.
O rótulo FDA da cefalexina documenta: "Metformin: increased metformin concentrations. Monitor for hypoglycemia" (7.1). A cefalexina compete com a metformina pela secreção tubular renal (transportador OCT2), reduzindo a sua eliminação e aumentando a exposição sistémica da metformina.
Monitorizar a glicemia e os sintomas de hipoglicemia durante a associação.
Hipoglicemia sintomática (sudorese, tremor, confusão) em doente diabético a tomar cefalexina.
Vigiar sinais de hipoglicemia em doentes diabéticos durante a antibioterapia com cefalexina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cefalexina (secção 7.1): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=553485f8-890d-4929-a6bb-905221cf411d ; rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=34496b43-05a2-45fb-a769-52b12e099341
Tafenoquina + metformina: a tafenoquina aumenta a exposição à metformina (substrato OCT2/MATE) — monitorizar toxicidade.
O rótulo FDA da tafenoquina documenta que deve ser evitada a co-administração com substratos dos transportadores OCT2/MATE (ex.: dofetilida, metformina); se inevitável, monitorizar toxicidades relacionadas e considerar redução da dose (secção 7.1). A metformina depende da secreção tubular via OCT2 e MATE para a sua eliminação; a inibição destes transportadores pela tafenoquina eleva as concentrações plasmáticas da metformina. O risco clínico é o da toxicidade da metformina — sintomas gastrointestinais, função renal e, em casos raros, acidose láctica, sobretudo se já existir compromisso renal. Como a tafenoquina se usa em esquema curto (dose única na profilaxia da malária), o ideal é evitar a associação no dia da toma; se inevitável, monitorizar e considerar ajuste.
Tafenoquina + metformina: a tafenoquina inibe OCT2/MATE e aumenta a exposição à metformina — evitar a associação.
O rótulo FDA da tafenoquina documenta: "Avoid co-administration with drugs that are substrates of organic cation transporter-2 (OCT2) or multidrug and toxin extrusion (MATE) transporters (e.g., dofetilide, metformin). If coadministration cannot be avoided, monitor for drug-related toxicities and consider dosage reduction" (7.1). A metformina é substrato OCT2/MATE — a tafenoquina inibe estes transportadores e aumenta os seus níveis.
Monitorizar função renal, sintomas gastrointestinais e sinais de acidose láctica (raros) durante a associação.
Acidose láctica, sintomas gastrointestinais graves ou função renal deteriorada com a associação.
Evitar a associação sempre que possível; se inevitável, monitorizar sinais de toxicidade da metformina e considerar redução da dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tafenoquina (ARAKODA, secção 7.1): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=299e49d8-470f-4779-a010-4a1ee0e0c6cd ; rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=34496b43-05a2-45fb-a769-52b12e099341
O raltegravir pode elevar ligeiramente a creatinina sérica por inibição da secreção tubular (sem efeito na TFG real). Não requer ajuste de dose de metformina.
O raltegravir inibe o transportador OCT2/creatinina no rim tubular proximal, elevando a creatinina sérica em 0,1-0,3 mg/dL sem alteração da taxa de filtração glomerular (TFG) real. Esta elevação é aparente e não reflete disfunção renal. A metformina é eliminada por secreção tubular via OCT2, mas o efeito do raltegravir sobre a creatinina não se traduz em acumulação clinicamente significativa de metformina. Não é necessário ajustar a dose de metformina. No entanto, a interpretação da creatinina sérica deve ter em conta o efeito do raltegravir — usar a TFG calculada (eGFR) em vez da creatinina isolada para avaliar a função renal.
Raltegravir + metformina: elevação aparente da creatinina (inibe secreção tubular). Sem efeito na TFG real — não requer ajuste.
O raltegravir inibe o transportador OCT2/creatinina no rim, elevando a creatinina sérica em 0,1-0,3 mg/dL sem alteração da função renal real.
Creatinina sérica (interprestar com cautela).
Nenhum clinicamente significativo.
Não requer ajuste de dose. Interpretar a creatinina sérica no contexto do raltegravir — a elevação é aparente, não real.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Raltegravir (Isentress): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=89a5ec53-d956-4329-8004-0f40f51c88a3
GLP-1 RA + biguanida: combinação frequentemente utilizada. Sem interação farmacocinética significativa.
Mecanismos complementares. Metformina reduz produção hepática de glicose; liraglutida estimula secreção de insulina. Sinergismo glicêmico.
Glicemia, HbA1c, peso
Hipoglicemia (rara em monoterapia com metformina)
Ajustar doses individualmente consoante a resposta glicémica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Liraglutida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=29f4637b-e204-425b-b89c-3b1a315d6588
Inibidor da alfa-glucosidase + biguanida: combinação segura e eficaz.
Mecanismos complementares: acarbose retarda digestão de HC; metformina reduz produção hepática de glicose.
Glicemia pós-prandial, HbA1c
Efeitos GI significativos
Ajustar doses individualmente. Efeitos GI aditivos possíveis.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Acarbose: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c85bc02a-bf18-4690-84b8-2c256bce5f9f
SGLT2 + biguanida: potencial de desidratação e acidose láctica.
A metformina é excretada renalmente e requer uma TFG >30 mL/min para prevenir acumulação e acidose láctica. A canagliflozina provoca perda de volume (glicosúria + diurese osmótica) que pode reduzir a TFG e aumentar os níveis de metformina. Risco particularmente elevado em: (1) idosos, (2) doentes com TFG limítrofe (30-45), (3) uso concomitante de diuréticos, (4) desidratação por doença aguda. Estratégia: verificar TFG antes e 3 meses após iniciar SGLT2. Suspender SGLT2 se desidratado ou TFG <45.
SGLT2 + biguanida: risco de desidratação e acidose láctica. Metformina requer hidratação adequada. Monitorizar TFG e eletrólitos.
Ambos afetam a homeostasia do fluido. A metformina requer hidratação adequada para prevenir acidose láctica.
Creatinina, eletrólitos, estado de hidratação
Acidose láctica, desidratação severa
Monitorizar função renal e estado de hidratação. Suspender SGLT2 se desidratado.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Canagliflozina (Invokana): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b9057d3b-b104-4f09-8a61-c61ef9d4a3f3
AINE + biguanida: AINE pode reduzir TFG e aumentar risco de acidose láctica.
A nimesulida reduz o fluxo sanguíneo renal via inibição de prostaglandinas, podendo reduzir a TFG. Em doentes com insuficiência renal borderline, isto pode precipitar acumulação de metformina e acidose láctica.
TFG, creatinina, sinais de acidose láctica.
Acidose láctica (náusea, vômitos, dor abdominal, letargia).
Monitorizar TFG antes e durante tratamento concomitante. Evitar em TFG <45.
Prontuário Terapêutico; EMC-EMC Portugal — Nimesulida
ISRS + biguanida: ISRS pode potenciar efeito hipoglicemiante.
A fluoxetina pode reduzir ligeiramente o fluxo sanguíneo renal via inibição de prostaglandinas, mas o efeito é significativamente menor que com AINE. O risco de acumulação de metformina é baixo em doentes com função renal normal. Em doentes com TFG borderline (45-60), considerar monitorizar TFG. Não há evidência de interação clinicamente significativa na maioria dos doentes.
ISRS + biguanida: ISRS pode reduzir TFG via efeito sobre prostaglandinas renais. Risco teórico de acumulação de metformina.
A fluoxetina pode melhorar a sensibilidade à insulina e potenciar o efeito hipoglicemiante da metformina. Risco de hipoglicemia, especialmente em idosos.
Glicemia, sinais de hipoglicemia (tremor, sudorese, confusão).
Hipoglicemia grave.
Monitorizar glicemia nas primeiras semanas. Ajustar dose de metformina se necessário.
DailyMed/FDA
A combinação de insulina regular com metformina é terapêutica intencional na DM2, mas exige ajuste de doses de ambos: risco aditivo de hipoglicemia quando as doses não são tituladas.
A metformina ↓ produção hepática de glicose e a insulina ↑ captação periférica; a soma exige re-calibração de doses e refeições (rotulo/EMC: adjust insulin dose).
Glicemia capilar (jejum e pós-prandial), HbA1c 3 meses, função renal.
Sudorese, confusão, cãibras, lactacidose (raro, metformina).
Titulação gradual de insulina quando a metformina é mantida; glicemia capilar/contínua; educação sobre hipoglicemia; revisar função renal (metformina).
DailyMed — rótulos Metformin HCl Tablet [Glenmark] e Humulin R: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0ef9de1a-b786-4b6c-a250-3f5ac532b16a; Prontuário Terapêutico INFARMED (11.ª ed., 2012), 8.4/8.5.
Biguanida + inibidor anidrase carbonica: risco aditivo de acidose metabólica.
O topiramato inibe a anidrase carbonica, causando acidose metabólica hiperclorémica (5-10%). A metformina pode causar acidose láctica (raro mas grave). Embora os mecanismos sejam diferentes, a acidose metabólica por topiramato pode mascarar os sinais iniciais de acidose láctica por metformina. Monitorizar bicarbonato sérico e TFG regularmente.
Biguanida + inibidor anidrase carbonica: risco aditivo de acidose metabólica.
O topiramato inibe a anidrase carbonica, causando acidose metabólica hiperclorémica. A metformina pode causar acidose láctica (raro). A combinação aumenta o risco de acidose.
Bicarbonato, TFG, sinais de acidose.
Acidose metabólica/láctica.
Monitorizar bicarbonato sérico e TFG. Evitar em TFG <45.
DailyMed/FDA; EMC-UK
A intoxicação alcoólica aguda aumenta o risco de acidose láctica, especialmente em jejum, desnutrição ou insuficiência hepática; o alcoolismo é contraindicação.
Evitar o consumo excessivo de álcool e qualquer estado de intoxicação alcoólica aguda durante o tratamento com metformina.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc
A metformina está contraindicada quando a TFG < 30 mL/min; a acumulação do fármaco aumenta o risco de acidose láctica.
Não prescrever com TFG < 30 mL/min; ajustar a dose entre 30 e 89 mL/min e suspender temporariamente em situações agudas que alterem a função renal.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc
A acidose metabólica aguda (láctica, cetoacidose diabética) e o pré-coma diabético são contraindicações absolutas.
Não utilizar em doentes com acidose; se houver suspeita de acidose láctica, suspender e procurar avaliação médica urgente.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc
A insuficiência hepática reduz a depuração do lactato e predispõe à acidose láctica.
Evitar a metformina em doentes com insuficiência hepática ou alcoolismo.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc
A insuficiência cardíaca descompensada, a insuficiência respiratória, o enfarte do miocárdio recente e o choque aumentam o risco de acidose láctica.
Não iniciar durante estados hipóxicos agudos; suspender durante esses episódios e reavaliar após estabilização.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc
Em doentes com MELAS ou MIDD, a metformina não é recomendada pelo risco de exacerbação da acidose láctica e de complicações neurológicas.
Evitar a metformina nestes doentes; suspender e avaliar de imediato se surgirem sinais sugestivos.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc
O contraste iodado pode causar nefropatia induzida por contraste, com acumulação da metformina e risco de acidose láctica.
Suspender a metformina no momento do exame e retomar apenas 48 horas depois, se a função renal se mantiver estável.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc
Dados extensos (mais de 1000 gravidezes) não indicam aumento do risco de malformações congénitas nem de toxicidade fetal-neonatal com a metformina.
O uso pode ser considerado na gravidez e na fase periconcecional como alternativa ou adição à insulina, se clinicamente necessário.
A metformina é excretada no leite; sem efeitos adversos observados, mas com dados limitados — a amamentação não é recomendada durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metformina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/987/smpc ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 1, Fármacos e Gravidez: Não foram referidos efeitos teratogénicos, não obstante atravessar a placenta em quantidades desprezíveis; usar com precaução.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Anti-hiperglicemiante da classe das biguanidas que melhora a tolerância à glicose na diabetes tipo 2, reduzindo a glicemia basal e pós-prandial. Não estimula a secreção de insulina, pelo que não causa hipoglicemia quando usada isolada; a secreção de insulina permanece inalterada, podendo diminuir a insulinemia de jejum.
Diminui a produção hepática de glicose, diminui a absorção intestinal de glicose e melhora a sensibilidade à insulina, aumentando a captação e utilização periférica de glicose.
Nos comprimidos de libertação prolongada, o pico plasmático é atingido em mediana às 7 horas (4 a 8 horas); nos comprimidos de libertação imediata, em 2 a 3 horas. Os alimentos diminuem a extensão e atrasam a absorção (Cmax cerca de 40% menor). A ligação às proteínas plasmáticas é desprezável.
A metformina é excretada inalterada na urina e não sofre metabolismo hepático (não foram identificados metabolitos no homem) nem excreção biliar. A depuração renal é cerca de 3,5 vezes superior à depuração da creatinina, indicando que a secreção tubular é a via principal de eliminação; cerca de 90% do fármaco absorvido é eliminado por via renal nas primeiras 24 horas.
A semivida de eliminação plasmática é de aproximadamente 6,2 horas; no sangue, a semivida é de aproximadamente 17,6 horas, sugerindo que a massa eritrocitária é um compartimento de distribuição.
Como este fármaco se relaciona com enzimas e transportadores (CYP450, COX, P-gp, MAO e outros). Cada papel tem ligação ao perfil do alvo.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.