Mebendazol é um comprimido anti-vermes usado no tratamento das infestações intestinais mais comuns: lombrigas, oxiúros, ancilostomas e tricocéfalos. Uma dose única resolve a maioria dos casos; por vezes repete-se ao fim de 2 semanas.
Também conhecido como: Vermox, Emverm
A Cimetidina inibe o metabolismo do Mebendazol e potencia os seus efeitos farmacológicos; o significado clínico é sobretudo relevante em terapêuticas prolongadas.
Inibição do metabolismo hepático do mebendazol: o Prontuário (Mebendazol 1.4.1, l. 4541-4545) refere que "A cimetidina inibe o metabolismo do mebendazol, potenciando os seus efeitos farmacológicos (estas interacções só são clinicamente significativas quando em terapêuticas prolongadas)".
Enzimas hepáticas e hemograma nas doses altas ou prolongadas.
Náuseas persistentes, icterícia, febre, citopenias.
Nas doses únicas (enterobíase, ascaridíase) o risco é mínimo; em terapêuticas prolongadas (hidatidose) preferir outro antiulceroso e vigiar os efeitos adversos do mebendazol.
Prontuário Terapêutico INFARMED (11.ª ed., 2012), Mebendazol 1.4.1 — cimetidina inibe o metabolismo do mebendazol (l. 4541-4545).
A Carbamazepina reduz as concentrações plasmáticas do Mebendazol por indução enzimática, com risco de falha terapêutica nas parasitoses que exigem tratamento prolongado.
Indução enzimática do metabolismo do mebendazol: o Prontuário (Mebendazol 1.4.1) refere que "A co-administração de carbamazepina e fenitoína reduz as concentrações plasmáticas do mebendazol (indução enzimática)".
Resposta clínica e imagiológica da parasitose, enzimas hepáticas.
Persistência ou progressão da parasitose, novas lesões em imagiologia.
Em terapêutica prolongada (hidatidose), discutir com especialista a necessidade de dose mais alta ou de alternativa, mantendo o anticonvulsivante; não suspender o antiepiléptico por causa desta interação.
Prontuário Terapêutico INFARMED (11.ª ed., 2012), Mebendazol 1.4.1 — carbamazepina e fenitoína reduzem as concentrações do mebendazol (l. 4541-4545).
A Fenitoína reduz as concentrações plasmáticas do Mebendazol por indução enzimática, com risco de falha terapêutica nas parasitoses que exigem tratamento prolongado.
Indução enzimática do metabolismo do mebendazol: o Prontuário (Mebendazol 1.4.1) agrupa carbamazepina e fenitoína como indutores que reduzem as concentrações do mebendazol; a fenitoína é ainda indutora clássica do CYP3A4.
Resposta clínica da parasitose, enzimas hepáticas; níveis de fenitoína se a dose for alterada.
Persistência da parasitose, crises epilépticas (se a fenitoína for mal ajustada).
Em terapêutica prolongada, discutir com especialista o ajuste de dose do mebendazol ou uma alternativa, mantendo o antiepiléptico; vigiar a resposta clínica.
Prontuário Terapêutico INFARMED (11.ª ed., 2012), Mebendazol 1.4.1 — carbamazepina e fenitoína reduzem as concentrações do mebendazol (l. 4541-4545).
A absorção do mebendazol é baixa por natureza e não requer toma com ou sem alimentos para o seu efeito luminal (infecção intestinal).
Pode tomar com ou sem alimentos, sempre à mesma hora para rotina.
EMC-UK — Mebendazole SmPC 4.2 ("with or without food").
Contra-indicado no 1.º trimestre da gravidez; em infestações em massa, adiar para o 2.º/3.º trimestres.
Adiar tratamento após o 1.º trimestre; contracepção durante o tratamento.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 1.4.1 (mebendazol — 1.º trimestre).
O Anexo 1 regista "Evitar por toxicidade em estudos animais" (factor CM). Como o albendazol, os estudos de tratamento em massa da OMS não mostraram aumento de malformações, mas a etiqueta recomenda evitar — sobretudo no 1.º trimestre.
Evitar, sobretudo no 1.º trimestre; deferir o tratamento se clinicamente possível.
O Anexo 2 regista que o produtor recomenda evitar (l. 42812); a absorção sistémica do mebendazol é baixa, pelo que o risco teórico é pequeno — decisão individualizada.
Prontuário Terapêutico INFARMED — Anexo 1: "Mebendazol — Evitar por toxicidade em estudos animais" (l. 40907); Anexo 2 (l. 42812). EMC-UK (MHRA) — SmPC Mebendazole (Vermox).
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antihelmíntico luminal de largo espetro contra nemátodos intestinais; absorção sistémica mínima, o que concentra a ação no trato gastrointestinal e dá boa tolerância em programas de desparasitação em massa.
Inibe a polimerização da β-tubulina helmíntica em microtúbulos citoplasmáticos, bloqueando irreversivelmente a captação e utilização de glicose pelo verme; efeito citocida (não apenas paralisante) nas células intestinais do parasita.
Mínima: 2–10% da dose oral (variação individual ampla), aumentada por refeição gordurosa — irrelevante para nemátodos intestinais, mas exploitable em infestações tecidulares. Pico plasmático 2–4 h.
Metabolizado rapidamente a inativos (cetomebendazol e hidrolisados) por biotransformação intestinal e hepática; < 2% excretado na urina sem alteração. A carbamazepina/fenitoína podem reduzir os níveis plasmáticos; cimetidina eleva-os.
2,5–5,5 h (fração absorvida); excreção fecal predomina (fração não absorvida e metabolitos biliares).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.