A fenitoína é um medicamento para controlar crises epiléticas (tónico-clónicas e parciais) e para prevenir crises após cirurgia ao cérebro. Exige análises regulares (nível no sangue) e vigilância dentária, porque pode fazer crescer as gengivas.
Também conhecido como: Dilantin, Epanutin
Corticosteroide + fenitoína: indução enzimática reduz o efeito de ambos.
A fenitoína é um indutor potente das enzimas hepáticas (o rótulo refere que "a fenitoína é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos" e que induz as enzimas hepáticas, aumentando o metabolismo de vários fármacos), e a dexametasona é metabolizada pelo CYP3A4: a associação aumenta a depuração do corticoide e reduz o seu efeito terapêutico — com relevância clínica em doentes epiléticos tratados com fenitoína que necessitam de corticosteroides (ex.: asma grave, patologia autoimune, edema cerebral). O rótulo da fenitoína refere ainda a interferência com os testes de supressão com dexametasona. Monitorizar a resposta clínica ao corticoide e considerar aumentar a dose de dexametasona; se a fenitoína for descontinuada, reavaliar (a dose de corticoide pode precisar de ser reduzida para evitar excesso).
Dexametasona + fenitoína: a fenitoína induz o CYP3A4 e reduz a eficácia da dexametasona. Vigiar resposta e considerar aumentar a dose do corticoide.
A fenitoína induz o CYP3A4 (metabolismo da dexametasona) e a dexametasona altera o metabolismo da fenitoína.
Resposta clínica e níveis séricos de fenitoína.
Crises convulsivas, falta de controlo alérgico/inflamatório.
Monitorizar resposta e, se possível, dos níveis de fenitoína.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Fenitoína com Isoniazida aumenta os níveis séricos de Fenitoína, com risco de toxicidade, sobretudo nos acetiladores lentos.
A isoniazida interfere com o metabolismo da fenitoína (inibição das enzimas que a metabolizam, nomeadamente o CYP2C19), e o rótulo da isoniazida refere explicitamente que "a isoniazida pode aumentar os níveis séricos de fenitoína" e que, "para evitar a intoxicação por fenitoína, deve ser feito o ajuste adequado do anticonvulsivante"; o rótulo repete a precaução na secção de sobredosagem ("a fenitoína deve ser usada com precaução, porque a isoniazida interfere com o metabolismo da fenitoína"). A fenitoína tem cinética não linear e janela terapêutica estreita: o aumento dos níveis pode causar nistagmo, ataxia, disartria, sonolência e, em casos graves, convulsões ou coma. Quando a associação é necessária (ex.: tuberculose em doente epilético), monitorizar os níveis séricos de fenitoína e os sinais clínicos de toxicidade no início e sempre que a dose de isoniazida mudar, ajustando a dose do anticonvulsivante; considerar a monitorização das transaminases, dado que ambos os fármacos são hepatotóxicos.
Isoniazida + fenitoína: a isoniazida inibe o metabolismo da fenitoína e aumenta os seus níveis. Monitorizar e ajustar a dose do anticonvulsivante.
A Isoniazida inibe o metabolismo da Fenitoína, elevando as suas concentrações; o risco é maior nos doentes que acetilam lentamente a Isoniazida.
Nistagmo, ataxia, diplopia ou sedação após início da Isoniazida exigem doseamento e ajuste.
Nistagmo, ataxia, diplopia ou sedação exigem doseamento e ajuste da dose.
Monitorizar os níveis e os sinais de toxicidade da Fenitoína; considerar reduzir a dose de Fenitoína quando se institui Isoniazida.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Isoniazida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=93252cc8-c8d4-401b-bde5-ca8a3b57651e — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Fenitoína com Fenobarbital pode aumentar ou diminuir as concentrações de Fenitoína, exigindo monitorização.
O fenobarbital é um indutor potente das enzimas hepáticas (CYP2C9/2C19 — as mesmas que metabolizam a fenitoína) e pode reduzir os níveis de fenitoína, mas a competição pelas mesmas vias e a cinética saturável da fenitoína tornam o efeito líquido variável: o rótulo da fenitoína inclui o fenobarbital entre os "antiepiléticos que podem aumentar ou diminuir os níveis séricos de fenitoína" e refere que "o efeito da fenitoína sobre os níveis séricos de fenobarbital... é imprevisível". Em sentido inverso, a fenitoína pode elevar ou reduzir os níveis de fenobarbital. São dois fármacos com janela terapêutica estreita e efeitos depressores do SNC aditivos. Monitorizar níveis séricos de ambos durante introdução/retirada, ajustar doses com base em níveis e sintomas clínicos, e vigiar sedação, nistagmo e ataxia.
Fenitoína + fenobarbital: interação bidirecional imprevisível (indução enzimática e competição por vias partilhadas). Monitorizar níveis séricos de ambos.
O Fenobarbital, indutor enzimático, e a Fenitoína competem e induzem vias metabólicas partilhadas; o efeito líquido é variável (aumento ou redução dos níveis de Fenitoína).
Monitorizar os níveis séricos de Fenitoína e os sinais clínicos de toxicidade.
Toxicidade ou perda de controlo das crises exigem reavaliação da dose.
Monitorizar os níveis séricos de Fenitoína e, se possível, de Fenobarbital na introdução e em ajustes de dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Fenobarbital: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=fa09b4f2-edb0-4594-a2d2-b16f7b9686b4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Fenitoína com Valproato pode aumentar ou diminuir a fração livre de Fenitoína, com risco de toxicidade ou de perda de eficácia.
O valproato desloca a fenitoína da ligação às proteínas plasmáticas e inibe o seu metabolismo, podendo elevar a fração livre de fenitoína mesmo com níveis totais aparentemente normais — o rótulo do valproato refere que "as concentrações de fenobarbital e/ou fenitoína podem ser afetadas" e recomenda "determinações periódicas das concentrações plasmáticas dos antiepiléticos concomitantes durante o início da terapêutica"; a fenitoína é, por sua vez, indutora enzimática e "pode reduzir os níveis de valproato" (o rótulo da fenitoína classifica o efeito sobre o valproato como imprevisível). A fração livre elevada de fenitoína aumenta o risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão) com níveis totais no intervalo terapêutico. Monitorizar fenitoína livre (ou sintomas clínicos), sinais de toxicidade e ajustar doses; não interpretar níveis totais isoladamente em doentes com hipoalbuminemia ou insuficiência renal.
Fenitoína + valproato: o valproato desloca a fenitoína das proteínas e inibe o seu metabolismo (fração livre ↑); a fenitoína pode reduzir os níveis de valproato. Monitorizar níveis e sinais de toxicidade.
O Valproato desloca a Fenitoína das proteínas plasmáticas e inibe o seu metabolismo; o efeito sobre a fração livre é variável. A Fenitoína pode, por sua vez, reduzir os níveis de Valproato.
Nistagmo, ataxia, sedação ou agravamento do controlo das crises impõem reavaliação.
Sinais de toxicidade da Fenitoína ou agravamento das crises impõem avaliação dos níveis.
Monitorizar os níveis de Fenitoína (idealmente a fração livre) e os sinais clínicos de toxicidade.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Valproato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a33f7657-ad0f-43e9-ba48-024746e6d08e — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Fenitoína + vitamina D3: a fenitoína aumenta o metabolismo da vitamina D.
A fenitoína (e outros indutores enzimáticos, como a carbamazepina e o fenobarbital) induz as enzimas hepáticas do citocromo P450 (CYP3A4, CYP2C9) que hidroxilam a vitamina D, acelerando o seu catabolismo e reduzindo os níveis de 25-hidroxivitamina D. A longo prazo, esta perda pode causar hipocalcemia, hiperparatiroidismo secundário, redução da densidade óssea e osteomalacia em doentes epiléticos em terapêutica prolongada. Recomenda-se monitorizar os níveis de vitamina D e a calcemia, considerar suplementação preventiva de vitamina D (e cálcio) e avaliar a densidade óssea nos doentes em tratamento crónico com fenitoína.
Fenitoína + vitamina D3: a fenitoína acelera o metabolismo da vitamina D — risco de deficiência e osteomalacia.
A indução enzimática (CYP450) pela fenitoína acelera a degradação da vitamina D.
25(OH)D e cálcio.
Défice de vitamina D e alterações ósseas em uso crónico.
Monitorizar 25(OH)D em doentes de risco; suplementar se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Colecalciferol (vitamina D3): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3822c324-e22a-4ac4-ac1c-9b63983b516a — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Fenitoína com Omeprazol pode aumentar as concentrações de Fenitoína e provocar toxicidade.
A fenitoína é metabolizada no fígado, em parte pelo CYP2C19, a mesma enzima que o omeprazol inibe. A coadministração pode aumentar as concentrações de fenitoína e precipitar toxicidade (nistagmo, ataxia, sedação, disartria), sobretudo no início do IBP ou com doses elevadas. Recomenda-se monitorizar os níveis séricos de fenitoína e os sinais de toxicidade ao iniciar ou suspender o omeprazol, ajustando a dose conforme necessário. Em doentes epiléticos com controlo estável, preferir, se possível, um IBP com menor potencial de interação.
Fenitoína + omeprazol: o IBP pode aumentar os níveis de fenitoína (inibição do CYP2C19). Monitorizar níveis e sinais de toxicidade.
O Omeprazol é um inibidor do CYP2C19, via envolvida no metabolismo da Fenitoína, podendo elevar os seus níveis.
Vigiar nistagmo, ataxia e sedação após início do Omeprazol.
Nistagmo, ataxia ou sedação após início do Omeprazol exigem doseamento e ajuste.
Monitorizar os sinais de toxicidade da Fenitoína e os níveis séricos, ajustando a dose se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A fenitoína pode reduzir a eficácia do levonorgestrel. Se toma os dois, considere um método contracetivo adicional ou alternativo.
A fenitoína é um indutor enzimático que acelera o metabolismo do levonorgestrel e de outros progestagénios, comprometendo a eficácia contracetiva. O Prontuário lista a fenitoína entre os indutores que reduzem a eficácia dos progestagénios, e o rótulo OTC do levonorgestrel avisa que medicamentos para epilepsia podem reduzir a eficácia. Em mulheres epiléticas em contraceção hormonal, recomenda-se um método não hormonal ou contraceção hormonal com dose elevada de estrogénio, conforme a orientação clínica.
Indutores enzimáticos (fenitoína) reduzem a eficácia dos progestagénios. Recomendar método não hormonal (DIU de cobre) ou barreira adicional; na contraceção de emergência, DIU de cobre.
Indução enzimática, acelerando o metabolismo do levonorgestrel.
Eficácia contracetiva e regularidade do ciclo.
Gravidez não planeada.
Usar DIU de cobre ou método de barreira adicional; reavaliar a contraceção com o médico.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Levonorgestrel: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=07567b80-d8a1-41c0-95e4-33afa584bbc4 ; rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Fenitoína com Varfarina reduz o efeito anticoagulante da Varfarina, com risco de eventos trombóticos.
A interação fenitoína-warfarina é uma das mais complexas da farmacologia clínica: a fenitoína induz o CYP2C9 e o CYP2C19 (o que pode reduzir o efeito da warfarina) mas também compete com a warfarina pela ligação às proteínas plasmáticas, e a própria warfarina inibe o metabolismo da fenitoína, elevando os seus níveis e o risco de toxicidade neurológica (nistagmo, ataxia, sedação). O resultado líquido no INR é imprevisível e pode oscilar nas primeiras semanas. Recomenda-se monitorizar o INR e os níveis séricos de fenitoína no início e sempre que se ajuste qualquer dos fármacos, com ajustes graduais das doses.
Interação complexa e bidirecional: a fenitoína induz e inibe o CYP2C9 e a warfarina aumenta os níveis de fenitoína. Monitorizar INR e níveis de fenitoína ao iniciar, ajustar e suspender.
A Fenitoína, indutora enzimática, acelera o metabolismo da Varfarina, diminuindo as suas concentrações e o seu efeito anticoagulante.
INR frequente na introdução e em alterações de dose; sinais de tromboembolismo.
INR sub-otimizado ou eventos trombóticos exigem ajuste da dose de Varfarina.
Monitorizar o INR e ajustar a dose de Varfarina durante a co-administração.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Warfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Fenitoína com Amiodarona aumenta as concentrações de Fenitoína e pode provocar sinais de toxicidade.
A interação é bidirecional: a fenitoína induz o CYP3A4 e reduz as concentrações de amiodarona (e do seu metabolito ativo), podendo diminuir o efeito antiarrítmico; por outro lado, a amiodarona inibe a CYP2C9 e a epóxido-hidrolase, podendo duplicar os níveis de fenitoína e causar toxicidade (nistagmo, ataxia, letargia). As alterações surgem ao longo de semanas devido à semivida muito longa da amiodarona. Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de fenitoína, ajustar a dose e monitorizar a eficácia da amiodarona.
Fenitoína + amiodarona: a fenitoína reduz os níveis de amiodarona (indução do CYP3A4) e a amiodarona eleva os níveis de fenitoína (inibição do CYP2C9). Vigiar ambos.
A Amiodarona inibe o metabolismo da Fenitoína, elevando os seus níveis séricos; a Fenitoína pode, por sua vez, reduzir os níveis de Amiodarona.
Vigiar sinais de toxicidade da Fenitoína: nistagmo, ataxia, diplopia, sedação.
Nistagmo, ataxia ou sintomas de toxicidade da Fenitoína exigem doseamento e ajuste.
Monitorizar as concentrações séricas de Fenitoína e ajustar a dose; vigiar os efeitos cardíacos da Amiodarona.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Amiodarona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=51a88e8e-da02-4b97-9e7e-442fbffd908d — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O álcool tem efeito variável sobre a fenitoína: a ingestão aguda pode aumentar as concentrações (inibição) e a crónica reduzi-las (indução enzimática).
Evitar o consumo de álcool; se inevitável, manter o padrão e vigiar níveis de fenitoína.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e
A fenitoína pode ser administrada com ou sem alimentos, de forma consistente; refeições ricas em gordura podem alterar ligeiramente a absorção.
Tomar sempre da mesma forma, com ou sem alimentos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e
A fenitoína é extensamente metabolizada no fígado; a insuficiência hepática altera os níveis e aumenta o risco de toxicidade.
Monitorizar níveis de fenitoína e ajustar a dose; vigiar sinais de toxicidade.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e
A fenitoína pode precipitar crises agudas de porfiria em doentes suscetíveis.
Evitar ou usar com muita precaução em doentes com porfiria.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e
A fenitoína é teratogénica (fenda palatina, defeitos cardíacos, síndrome fetal hidantoínica); o risco aumenta com politerapia.
Evitar no 1.º trimestre; não suspender abruptamente em doentes epiléticas — reavaliar a terapêutica antes da gravidez.
Presente no leite materno em pequenas quantidades; geralmente compatível, vigiando o lactente.
Usar contraceção eficaz durante o tratamento; a fenitoína pode reduzir a eficácia dos contracetivos hormonais.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Anticonvulsivante. Os níveis séricos estáveis terapêuticos são alcançados 7 a 10 dias após o início do tratamento com 300 mg/dia (5 a 7 semividas). Devido à cinética saturável, um aumento da dose de 10% ou mais pode produzir aumentos desproporcionados do nível sérico, com risco de intoxicação.
O mecanismo preciso não está estabelecido, mas pensa-se que envolve o bloqueio dependente da voltagem dos canais de sódio da membrana, reduzindo as descargas neuronais sustentadas de alta frequência.
Nas cápsulas de libertação prolongada, os níveis séricos máximos ocorrem 4 a 12 horas após a administração. A fenitoína liga-se extensamente às proteínas plasmáticas; a fração livre pode aumentar na doença renal ou hepática e na hipoalbuminemia.
É metabolizada principalmente no fígado pelo CYP2C9 e, em menor grau, pelo CYP2C19, por hidroxilação saturável a níveis séricos elevados. É um potente indutor das enzimas metabolizadoras hepáticas. A maior parte é excretada na bílis como metabolitos inativos, reabsorvida e eliminada na urina; a excreção renal ocorre por filtração glomerular e sobretudo por secreção tubular.
A semivida plasmática média após administração oral é de cerca de 22 horas (intervalo de 7 a 42 horas), aumentando com doses na faixa superior devido à cinética saturável.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.