Bupivacaína é um anestésico local de longa duração usado para adormecer partes do corpo durante cirurgias e partos: raquianestesia, bloqueios de nervos e infiltrações. O efeito dura 3–8 horas, muito mais que a lidocaína.
Também conhecido como: Marcaina, Bupivacaina HCl
Rótulo aprovado DailyMed/FDA — Bupivacaine Hydrochloride (ver rótulos de associação: Physicians EZ Use M-PRED valida via CYP; preferir rótulo mono-ingrediente): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=76b15f6a-51d6-45ec-b6cb-8b10a08ed32a — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Não há interações fármaco–fármaco documentadas para este fármaco.
Sem interações documentadas com alimentos ou bebidas.
A bupivacaína deprime a condução cardíaca — contra-indicada em bloqueio AV e doença do nó sinusal (uso regional/IV).
ECG em anestesia regional; monitorização obrigatória.
Ficha do site (bupivacaína — bloqueio AV 2.º/3.º grau); EMC-UK bupivacaine SmPC 4.3.
A toxicidade sistémica da bupivacaína provoca convulsões e arritmias graves (cardiotoxicidade máxima entre os anestésicos locais).
Respeitar dose máxima; aspirar antes de injetar; lipídios 20% disponível.
Ficha do site (bupivacaína — dose máxima por peso, aspirar antes de injetar).
Sem entrada específica no Anexo 1; a bupivacaína é o anestésico local de referência na analgesia/anestesia epidural e subaracnóidea do parto e da cesariana, com longa experiência de segurança fetal. Risco conhecido: cardiotoxicidade grave em injeção intravascular acidental — técnica com aspiração e dose-teste obrigatórias; evite-se a formulação 0,75% no parto (etiqueta).
Compatível para anestesia regional obstétrica (epidural/subaracnóidea) nas concentrações obstétricas habituais; nunca IV; não usar 0,75% no obstétrico.
Compatível — passa pouco para o leite (proteínas plasmáticas altas).
EMC-UK (MHRA) — SmPC Bupivacaine (Marcain): https://www.medicines.org.uk/emc/product/2951/smpc (secções 4.3, 4.6).
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Bloqueio sensorial (e motor em concentração alta) com início em 5–10 min e duração 3–8 h.
Bloqueio do canal de sódio voltagem-dependente (preferência pelo estado inativado); dissociação lenta na diástole cardíaca explica a cardiotoxicidade relativa.
Infiltração local: absorção dependente da vascularização; adrenalina reduz o pico plasmático em 30–50%.
Hidroxilação hepática (CYP3A4) a metabólitos inativos; excreção renal.
~ 3,5 h (adulto; neonato até 8–12 h).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.