Ácido fólico é a vitamina B9, essencial para fabricar glóbulos vermelhos e para o desenvolvimento do bebé na gravidez. A falta causa anemia; em grávidas, previne graves malformações do tubo neural do feto.
Também conhecido como: Folato, Vitamina B9
O Ácido fólico aumenta o metabolismo da Fenitoína, com redução das concentrações séricas do antiepiléptico e possível aumento da frequência das convulsões.
Aumento do metabolismo da fenitoína pelo folato: o Prontuário (Ácido fólico 4.1.2, l. 17623-17626) refere que "O ácido fólico pode aumentar o metabolismo da fenitoína com redução das concentrações séricas do antiepilético e possível aumento da frequência de convulsões".
Níveis séricos de fenitoína, frequência das crises, hemograma e folato/B12.
Aumento da frequência ou da gravidade das crises, estado de mal epiléptico.
Manter a suplementação quando indicada (por exemplo na gravidez) mas vigiar os níveis de fenitoína e o controlo das crises, com ajuste da dose do antiepiléptico; não alterar a posologia sem monitorização.
Prontuário Terapêutico INFARMED (11.ª ed., 2012), Ácido fólico 4.1.2 — metabolismo da fenitoína e risco convulsivo (l. 17623-17626).
A sulfassalazina pode reduzir a absorção do ácido fólico e o seu efeito, sobretudo em uso prolongado.
O rótulo da sulfassalazina documenta que "foi notificada redução da absorção de ácido fólico e digoxina quando estes agentes foram administrados concomitantemente com sulfassalazina" e que "a sulfassalazina inibe a absorção e o metabolismo do ácido fólico, o que pode interferir com a suplementação de ácido fólico". O mecanismo envolve a sulfapiridina (metabolito da sulfassalazina), que inibe o transportador intestinal de folato reduzido (RFC). Esta interação é particularmente relevante em mulheres em idade fértil com DII (risco de defeitos do tubo neural) e em doentes com anemia megaloblástica ou doses elevadas de sulfassalazina. Suplementar com ácido fólico 1 mg/dia (ou 5 mg se planeamento de gravidez) e monitorizar os níveis séricos de folato, hemoglobina e VCM; considerar doses divididas de sulfassalazina para minimizar a exposição à sulfapiridina.
Ácido fólico + sulfassalazina: a sulfassalazina reduz a absorção intestinal de folato (sulfapiridina). Suplementar e monitorizar níveis de folato.
Inibição do transportador de folato intestinal pela sulfapiridina (metabolito da sulfassalazina).
Vigiar hemograma e sinais de anemia megaloblástica.
Anemia megaloblástica.
Considerar suplementação de ácido fólico em doentes em tratamento prolongado, sobretudo se anemia ou gravidez.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Sulfassalazina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d967092f-9685-446b-b7b8-17821e29417b ; rótulo aprovado Ácido fólico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0baa10dd-6d1d-4946-8236-566451132da3 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Associação geralmente sem interação relevante; pode manter-se a terapêutica habitual.
O ácido fólico e a ciprofloxacina não partilham vias farmacocinéticas ou farmacodinâmicas que justifiquem uma interação clinicamente relevante. Não há evidência de que a ciprofloxacina altere os níveis de folato ou que o ácido fólico interfira com a atividade antibacteriana da fluoroquinolona. A associação é comum na prática (por exemplo, profilaxia em doentes imunodeprimidos) e pode ser mantida sem ajustes, respeitando apenas os horários habituais de cada fármaco.
Associação geralmente sem interação relevante; pode manter-se a terapêutica habitual.
Sem mecanismo de interação conhecido entre folato e fluoroquinolonas.
Sem monitorização adicional específica.
Sem sinais de alerta específicos.
Sem necessidade de ajuste posológico.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Ácido fólico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0baa10dd-6d1d-4946-8236-566451132da3 ; rótulo aprovado Ciprofloxacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c527d138-e32c-418f-9573-a3d8a796279f — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O folato sintético é bem absorvido com ou sem alimentos; a alimentação não interfere clinicamente.
Pode tomar com ou sem alimentos, à mesma hora (ficha do site).
Ficha do site (ácido fólico — dose de gravidez 400–800 mcg/dia, iniciada antes da conceção).
O consumo crónico de álcool interfere com o metabolismo e a absorção do folato, podendo agravar a deficiência.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento com ácido fólico.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ácido fólico: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6998/smpc
Antes de folato isolado em anemia macrocítica, excluir SEMPRE défice de B12 (risco de degeneração subaguda combinada).
Dosar B12 antes de iniciar folato isolado (ficha do site).
Ficha do site (ácido fólico — excluir défice de B12 antes de folato isolado).
O ácido fólico pode corrigir a macrocitose e mascarar uma deficiência de vitamina B12 não diagnosticada.
Excluir deficiência de B12 antes de iniciar ácido fólico em doentes com anemia macrocítica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ácido fólico: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6998/smpc
Sem restrição — pelo contrário: a suplementação de ácido fólico (400–500 µg/dia) é recomendada a TODAS as mulheres que planeiam gravidez e no 1.º trimestre para prevenir defeitos do tubo neural. O Anexo 1 cita doses de 5 mg/dia quando há indução de hemólise (dapsona) ou tratamento antiepiléptico. Em doses altas (>>5 mg) pode mascarar défice de B12.
Compatível e recomendado em todos os trimestres na dose padrão; 5 mg/dia em situações de risco (antiepilépticos, hemólise, défice).
Compatível; o folato passa para o leite e é essencial ao lactente.
Sem contraceção adicional específica.
Prontuário Terapêutico INFARMED — Anexo 1 l. 39907 ("administrar 5 mg/dia de ácido fólico à mãe" na dapsona); 11.3.2. WHO periconceptional folic acid guidance.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Correção da anemia macrocítica e prevenção de defeitos do tubo neural; redução da homocisteína.
Reduzido a tetrahidrofolato (THF) e poliglutamado intracelularmente; THF doa unidades de carbono para a síntese de purinas e timidilato (dTMP → ADN).
Absorção duodenal por transportador PCFT; biodisponibilidade ~ 85% oral, maior que o folato alimentar.
Hidrólise hepática a THF; excreção renal (folato livre e metabólitos).
~ 3 h (distribuição em pool de folato); efeito hematológico visível em 5–7 dias.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.