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Antifúngico azólico (triazol; inibidor do CYP2C19/CYP2C9/CYP3A4)
O voriconazol é um antifúngico usado em infeções fúngicas graves, especialmente aspergilose invasiva em doentes imunodeprimidos. É muito eficaz, mas exige monitorização apertada: afeta a visão, o fígado e interage com muitos medicamentos.
Também conhecido como: Vfend, Voriconazol
A Carbamazepina (indutora do CYP450) reduz significativamente as concentrações de Voriconazol, com risco de falência antifúngica.
A interação é bidirecional e contraindicada na prática: o voriconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar a carbamazepina até níveis tóxicos, enquanto a carbamazepina induz fortemente o CYP3A4 (e outras vias) e reduz as concentrações de voriconazol para níveis subterapêuticos, com risco de falência antifúngica. Deve evitar-se a associação; se inevitável, considerar outro antifúngico (ex.: anfotericina B, equinocandinas) ou outra terapêutica antiepilética, com monitorização apertada de níveis e resposta.
Voriconazol + carbamazepina: o voriconazol eleva os níveis de carbamazepina (inibição do CYP3A4) e a carbamazepina reduz drasticamente os níveis de voriconazol (indução). Evitar a associação.
Indução do CYP3A4/CYP2C19 pela carbamazepina, acelerando a eliminação do voriconazol.
Níveis de voriconazol, resposta micológica, provas de função hepática.
Persistência/agravamento da infeção fúngica.
Evitar a associação; se inevitável, monitorizar níveis de voriconazol e resposta clínica, ajustando a dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Voriconazol potencia o efeito da Glibenclamida, com risco de hipoglicemia.
A glibenclamida é metabolizada pelo CYP2C9 (e CYP3A4), e o voriconazol é um inibidor do CYP2C9 e do CYP3A4: a associação aumenta as concentrações da sulfonilureia e o risco de hipoglicemia — mecanismo análogo ao documentado com o fluconazol (AUC da glibenclamida +44% e 5 de 20 voluntários a precisarem de glucose oral no estudo do rótulo do fluconazol). O voriconazol também prolonga o QT e pode causar hepatotoxicidade. Monitorizar a glicemia de perto no início da associação e sempre que a dose do antifúngico mudar, avisar o doente para os sinais de hipoglicemia (sudorese, tremor, palpitações, confusão) e considerar reduzir a dose da glibenclamida.
Glibenclamida + voriconazol: o voriconazol inibe o CYP2C9 e aumenta os níveis da glibenclamida. Monitorizar glicemia e ajustar a dose da sulfonilureia.
Inibição do CYP2C9 pelo voriconazol, reduzindo o metabolismo da glibenclamida.
Glicemia capilar, sintomas de hipoglicemia.
Hipoglicemia grave.
Monitorizar a glicemia; pode ser necessário reduzir a dose da sulfonilureia.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Glibenclamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=524eec41-37ee-419a-b7a1-d23e888ae6ab — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Rifampicina (indutor potente) reduz acentuadamente as concentrações de Voriconazol, com alto risco de falência terapêutica.
O voriconazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4; a rifampicina, indutora potente de ambas as vias, pode reduzir as suas concentrações para valores quase indetetáveis, com perda do efeito antifúngico. A associação é praticamente contraindicada; se for inevitável, considerar outro antifúngico (anfotericina B lipossómica, equinocandinas) e monitorizar os níveis de voriconazol se disponíveis.
Voriconazol + rifampicina: a rifampicina reduz drasticamente os níveis de voriconazol (indução do CYP3A4/CYP2C19), com falência antifúngica. Contraindicado na prática.
Indução potente do CYP3A4/CYP2C19 pela rifampicina, acelerando fortemente a eliminação do voriconazol.
Resposta clínica e micológica; considerar monitorização de níveis.
Falência do tratamento antifúngico (infeção fúngica invasiva).
Evitar a associação (considerada contraindicada). Usar antifúngico alternativo quando coexiste tuberculose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Omeprazol aumenta as concentrações de Voriconazol (inibição do CYP2C19) e o voriconazol aumenta os níveis de omeprazol.
A interação é bidirecional e mediada pelo CYP2C19: o voriconazol inibe o CYP2C19 e pode aumentar as concentrações do omeprazol (Cmax ≈2× e AUC ≈4× segundo o rótulo do voriconazol), enquanto o omeprazol aumenta a exposição ao voriconazol em cerca de 15% (Cmax) e 40% (AUC). O rótulo do voriconazol recomenda reduzir a dose do omeprazol para metade quando se inicia o voriconazol em doentes com omeprazol ≥40 mg (sem necessidade de ajuste do voriconazol). Na prática, vigiar os efeitos adversos de ambos (cefaleia, diarreia, hipomagnesemia do IBP; fotossensibilidade, hepatotoxicidade e alterações visuais do voriconazol) e considerar a monitorização terapêutica do voriconazol.
Omeprazol + voriconazol: interação bidirecional — o voriconazol aumenta o omeprazol (2–4×) e o omeprazol aumenta o voriconazol (~15–40%). Reduzir a dose do omeprazol para metade.
Interação bidirecional no CYP2C19: o omeprazol inibe o metabolismo do voriconazol; o voriconazol inibe o metabolismo do omeprazol.
Níveis de voriconazol (se disponíveis), provas de função hepática, efeitos visuais.
Fotofobia, alterações visuais, elevação das transaminases.
Monitorizar a resposta e efeitos adversos do voriconazol; considerar reduzir a dose de voriconazol se usado a longo prazo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
O Voriconazol aumenta as concentrações de Sildenafil (inibição do CYP3A4), com risco de hipotensão e efeitos adversos.
O sildenafil é metabolizado pelo CYP3A4, e o voriconazol é um inibidor forte desta enzima: o rótulo do sildenafil recomenda "considerar uma dose inicial de 25 mg em doentes tratados com inibidores fortes do CYP3A4 (ex.: cetoconazol, itraconazol, saquinavir) ou eritromicina". O voriconazol também prolonga o QT (o rótulo refere que "alguns azóis, incluindo o voriconazol, foram associados a prolongamento do intervalo QT" e recomenda corrigir potássio, magnésio e cálcio antes do uso), e o sildenafil em níveis elevados pode causar hipotensão, cefaleia, rubor e alterações visuais. Usar a dose eficaz mais baixa de sildenafil (não exceder 25 mg), espaçar as tomas, vigiar a pressão arterial e os sinais de hipotensão.
Sildenafil + voriconazol: o voriconazol inibe o CYP3A4 e aumenta os níveis de sildenafil. Considerar dose inicial de 25 mg; vigiar hipotensão e QT.
Inibição do CYP3A4 pelo voriconazol, aumentando a exposição do sildenafil.
Pressão arterial, cefaleia, rubor, palpitações.
Hipotensão, síncope.
Limitar a dose de sildenafil durante o tratamento com voriconazol; monitorizar a pressão arterial.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Sildenafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=00ee09dd-2de0-4dc4-85f6-b51ed6eabd5b
O Voriconazol aumenta os níveis da Atorvastatina, com risco de miopatia e rabdomiólise.
O voriconazol inibe o CYP3A4 e pode aumentar as concentrações da atorvastatina, elevando o risco de miopatia/rabdomiólise, sobretudo em ciclos prolongados de antifúngico (ex.: aspergilose invasiva) ou com insuficiência renal. O rótulo da atorvastatina recomenda considerar o risco/benefício da associação com outros antifúngicos azólicos (incluindo o voriconazol), vigiar sintomas musculares e CPK, e usar a menor dose eficaz da estatina. Informar o doente para suspender perante dor muscular, fraqueza ou urina escura. Em doentes em antifúngico prolongado, reavaliar periodicamente a necessidade e a dose da estatina.
Atorvastatina + voriconazol: o azol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis da estatina. Vigiar miopatia e considerar redução da dose.
Inibição do CYP3A4 pelo voriconazol, reduzindo o metabolismo da atorvastatina.
Creatina-quinase (CK), mialgias, fraqueza.
Dor muscular intensa, urina escura.
Vigiar sintomas musculares e CK; considerar estatina alternativa ou dose reduzida.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Atorvastatina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=86841382-4229-4e03-958e-3ac22639efd4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Associação de Voriconazol e Amiodarona com risco de prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares.
O voriconazol é um inibidor moderado a potente do CYP3A4 e reduz a clearance da amiodarona, podendo aumentar as suas concentrações; ambos os fármacos prolongam o intervalo QT, pelo que o risco de torsades de pointes aumenta de forma aditiva. Deve evitar-se a associação em doentes com FA ou outras arritmias; se for inevitável (aspergilose invasiva em doente com amiodarona), reduzir a dose de amiodarona, vigiar ECG e eletrólitos e monitorizar efeitos adversos durante e após o tratamento antifúngico.
Voriconazol + amiodarona: o voriconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis de amiodarona; ambos prolongam o QT. Evitar a associação.
Efeito aditivo sobre a repolarização cardíaca.
ECG (intervalo QT), eletrólitos, sinais de arritmia.
Síncope, palpitações, torsades de pointes.
Usar com precaução; monitorizar ECG (QT) e eletrólitos (K+, Mg2+).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Amiodarona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=51a88e8e-da02-4b97-9e7e-442fbffd908d
Associação de Voriconazol e Quinina com risco de prolongamento do intervalo QT e arritmias.
O voriconazol é um antifúngico azólico associado a prolongamento do QT (o rótulo refere que "alguns azóis, incluindo o voriconazol, foram associados a prolongamento do intervalo QT no ECG" e recomenda corrigir potássio, magnésio e cálcio antes do uso) e é um inibidor do CYP3A4; a quinina é metabolizada sobretudo pelo CYP3A4 e o seu rótulo alerta que "os inibidores do CYP3A4 alteram a concentração plasmática de quinina — monitorizar para falta de eficácia ou aumento dos efeitos adversos da quinina" (a classe está documentada: cetoconazol aumentou a AUC da quinina em 45%). A associação soma os dois riscos: QT aditivo (arritmias ventriculares potencialmente fatais) e níveis aumentados de quinina (cinconismo, cardiotoxicidade, hipoglicemia). Evitar sempre que possível; se inevitável, monitorizar o ECG, os eletrólitos e os sinais de toxicidade da quinina.
Quinina + voriconazol: QT aditivo e níveis de quinina ↑ (inibição do CYP3A4). Evitar; se inevitável, ECG e monitorização.
Efeito aditivo sobre a repolarização cardíaca.
ECG (intervalo QT), eletrólitos (K+, Mg2+).
Síncope, palpitações, torsades de pointes.
Usar com precaução; monitorizar ECG (QT) e eletrólitos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Quinina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1f32f05c-a215-40be-b951-e41a7b54a8a0
O Voriconazol aumenta os níveis de Amlodipina (inibição do CYP3A4), com risco de hipotensão e edema.
A amlodipina é metabolizada pelo CYP3A4 e o rótulo refere que "a coadministração com inibidores do CYP3A (moderados e fortes) resulta num aumento da exposição sistémica à amlodipina e pode exigir redução da dose" (com diltiazem, um inibidor moderado, a exposição aumentou 60%). O voriconazol é um inibidor forte do CYP3A4, pelo que a associação aumenta os níveis de amlodipina e os seus efeitos dose-dependentes: hipotensão, edema periférico, rubor, cefaleia e tonturas, sobretudo em idosos. Vigiar a pressão arterial e os sinais de sobredosagem relativa; se a associação for necessária, considerar iniciar com dose mais baixa de amlodipina ou reduzir a dose, monitorizando o doente nas primeiras semanas.
Amlodipina + voriconazol: o voriconazol inibe o CYP3A4 e aumenta os níveis de amlodipina. Vigiar hipotensão e edema; considerar reduzir a dose.
Inibição do CYP3A4 pelo voriconazol, reduzindo o metabolismo da amlodipina.
Pressão arterial, edema periférico.
Hipotensão sintomática, edema significativo.
Vigiar pressão arterial e edema; considerar dose reduzida de amlodipina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Amlodipina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=58a67272-c4c7-4e2c-85a5-9d39034d12c3 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Voriconazol potencia o efeito anticoagulante da Varfarina, com aumento do INR e risco hemorrágico.
O voriconazol é um inibidor do CYP2C9 (que metaboliza o S-warfarin ativo) e do CYP3A4, com efeito clinicamente relevante documentado: estudos com doses terapêuticas mostraram aumentos substanciais do INR e da exposição à warfarina quando o voriconazol é adicionado. O rótulo do voriconazol recomenda monitorizar o INR e ajustar a dose de warfarina. A interação é particularmente relevante em doentes com aspergilose invasiva, muitas vezes já em estado clínico frágil. Monitorizar o INR com frequência no início e na suspensão do voriconazol e vigiar sinais de hemorragia.
O voriconazol inibe o CYP2C9/CYP3A4 e pode aumentar muito o INR. Monitorizar o INR de perto e considerar redução da dose de warfarina.
Inibição do CYP2C9 pelo voriconazol, reduzindo o metabolismo da varfarina.
INR, sinais de hemorragia.
Hemorragia inexplicada, melena.
Monitorizar o INR com frequência; ajustar a dose de varfarina conforme necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Voriconazol pode aumentar as concentrações de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
O voriconazol inibe a glicoproteína-P e pode reduzir a eliminação da digoxina, aumentando as suas concentrações e o risco de toxicidade digitálica. O rótulo do voriconazol recomenda monitorizar os níveis de digoxina quando são coadministrados. A interação é particularmente relevante em doentes imunodeprimidos com infeções fúngicas invasivas, muitas vezes com múltiplos fármacos. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia ao iniciar e suspender o voriconazol, vigiar o ECG e os sintomas de toxicidade digitálica e ajustar a dose de digoxina se necessário.
O voriconazol inibe a P-gp e pode aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia e sinais de toxicidade.
Possível inibição da glicoproteína-P e do metabolismo, reduzindo a eliminação da digoxina.
Digoxinemia, ECG, sintomas gastrointestinais e visuais.
Náuseas, vómitos, arritmias, xantopsia.
Monitorizar digoxinemia e sinais clínicos; reduzir a dose se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
O Voriconazol aumenta os níveis de Prednisolona (inibição do CYP3A4), com risco de efeitos corticosteróides aumentados.
O voriconazol inibe o CYP3A4, a enzima que metaboliza os corticosteroides, e o rótulo do voriconazol indica que essa inibição pode levar a excesso de corticoide e supressão adrenal, com síndrome de Cushing (com ou sem insuficiência adrenal subsequente) reportada em doentes a receber voriconazol concomitantemente com corticosteroides; recomenda monitorizar cuidadosamente a disfunção adrenal durante e após o tratamento com voriconazol, e instruir o doente para procurar cuidados médicos imediatos perante sinais de Cushing ou insuficiência adrenal (fadiga, hipotensão, hiperpigmentação, perda de peso). Considerar reduzir a dose do corticoide e vigiar os efeitos metabólicos (glicemia, retenção de líquidos).
Prednisolona + voriconazol: o azol inibe o CYP3A4 e pode causar excesso de corticoide, Cushing e supressão adrenal. Monitorizar de perto.
Inibição do CYP3A4 pelo voriconazol, reduzindo o metabolismo da prednisolona.
Glicemia, pressão arterial, sinais de Cushing iatrogénico.
Edema, hiperglicemia, fácies cushingoide.
Vigiar efeitos de corticoterapia; ajustar a dose do corticoide se sinais de sobredosagem.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O álcool aumenta o risco de hepatotoxicidade do voriconazol.
Evitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c620b2d7-3c2b-4252-8cfc-2f322d624435
A toranja inibe o CYP3A4 e pode aumentar as concentrações de voriconazol, elevando o risco de hepatotoxicidade e efeitos visuais.
Evitar sumo de toranja durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c620b2d7-3c2b-4252-8cfc-2f322d624435
O voriconazol causa fotossensibilidade grave, com risco de lesões cutâneas e carcinoma espinocelular em exposição prolongada.
Evitar exposição solar e usar proteção (roupa e protetor solar) durante e após o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c620b2d7-3c2b-4252-8cfc-2f322d624435
O voriconazol é hepatotóxico e os níveis aumentam na insuficiência hepática; exige monitorização e ajuste de dose.
Vigiar transaminases; ajustar a dose na insuficiência hepática ligeira a moderada.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c620b2d7-3c2b-4252-8cfc-2f322d624435
O voriconazol é teratogénico e embriotóxico em animais; contraindicado na gravidez.
Contraindicado na gravidez; usar contraceção eficaz durante o tratamento.
Excretado no leite; evitar durante a amamentação.
Aconselhar contraceção eficaz durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c620b2d7-3c2b-4252-8cfc-2f322d624435
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antifúngico triazólico de largo espetro. Farmacocinética não linear, com variabilidade interindividual elevada: aumentar a dose oral de 200 mg de 12/12h para 300 mg de 12/12h aumenta a exposição (AUC) cerca de 2,5 vezes. Concentrações plasmáticas médias e máximas medianas de 2,51 e 3,79 mcg/mL nos ensaios clínicos; análises farmacocinético-farmacodinâmicas identificaram associações positivas entre concentrações e alterações das provas de função hepática e perturbações visuais. Prolongamento do QTc inferior a 10 ms em doses até 1600 mg.
Inibe a síntese de ergosterol, componente essencial da membrana fúngica, por bloqueio da enzima dependente do citocromo P450 (lanosterol-14α-desmetilase). O metabolito principal, voriconazol N-óxido, tem atividade antifúngica mínima e não contribui para a eficácia.
Biodisponibilidade oral de cerca de 96%; o pico plasmático ocorre 1 a 2 horas após a toma. Refeições ricas em gordura reduzem a Cmax e a AUC em 34% e 24% (comprimido). A absorção não é afetada por ranitidina, cimetidina ou omeprazol. Sem dose de carga, o estado estacionário é atingido ao dia 6 na maioria dos doentes.
Metabolizado no fígado pelos CYP2C19, CYP2C9 e CYP3A4, com polimorfismo genético relevante do CYP2C19 (metabolizadores fracos atingem exposições mais altas). Menos de 2% da dose é excretada inalterada na urina; 80 a 83% da radioatividade é recuperada na urina, mais de 94% nas primeiras 96 horas. A exposição sistémica aumenta cerca de 3,2 vezes na insuficiência hepática ligeira a moderada.
A semivida terminal é dependente da dose (farmacocinética não linear), pelo que não é útil para prever acumulação ou eliminação; o volume de distribuição é de cerca de 4,6 L/kg e a ligação às proteínas plasmáticas de cerca de 58%.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.