O cetoconazol é um antifúngico (azólico) usado por via oral em infeções fúngicas profundas ou graves que não respondem a outros tratamentos. Bloqueia fortemente a eliminação de muitos medicamentos, pelo que o risco de interações graves é elevado e exige supervisão médica apertada.
Também conhecido como: Nizoral, Cetoconazol
A Rifampicina (indutor do CYP450) reduz acentuadamente as concentrações de Cetoconazol, com risco de falência terapêutica antifúngica.
A interação é bidirecional: a rifampicina induz o CYP3A4 e reduz drasticamente as concentrações de cetoconazol (perda do efeito antifúngico), enquanto o cetoconazol inibe o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de rifampicina, com risco de hepatotoxicidade. Deve evitar-se a associação; se for inevitável, monitorizar a resposta antifúngica e a função hepática, considerando alternativas antifúngicas não dependentes do CYP3A4 (ex.: anfotericina B, equinocandinas).
Cetoconazol + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de cetoconazol (falência antifúngica) e o cetoconazol eleva os de rifampicina. Evitar a associação.
Indução enzimática (CYP3A4/glicoproteína-P) pela rifampicina, acelerando a eliminação do cetoconazol e reduzindo a sua eficácia.
Resposta clínica ao antifúngico; níveis de cetoconazol (se disponíveis); provas de função hepática.
Persistência/agravamento da infeção fúngica, febre recorrente.
Evitar a associação. Se forem necessários ambos, usar antifúngico alternativo e monitorizar a resposta clínica e micológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Fexofenadina + cetoconazol: aumento da exposição à fexofenadina.
A fexofenadina é substrato da glicoproteína-P (P-gp), e o cetoconazol, ao inibir este transportador, pode aumentar as concentrações da fexofenadina. Apesar de a fexofenadina ser um anti-histamínico não sedativo, níveis elevados podem causar sonolência, cefaleia ou tonturas em doentes suscetíveis. A interação é geralmente ligeira; vigiar sintomas e considerar ajustar a dose do anti-histamínico durante o tratamento antifúngico.
Cetoconazol + fexofenadina: o azol pode aumentar os níveis da fexofenadina (inibição da P-gp), com possível sonolência. Vigiar.
O cetoconazol interfere com o transporte intestinal da fexofenadina (P-gp/OATP).
Efeitos adversos do anti-histamínico.
Sonolência, tonturas, náuseas.
Vigiar efeitos adversos; sem impacto clínico relevante na maioria dos doentes.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Fexofenadina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=dd0da52b-fc82-4ec9-854c-0d7c52e926fb ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Cetoconazol (inibidor potente do CYP3A4) aumenta os níveis da Atorvastatina, com risco de miopatia e rabdomiólise.
O cetoconazol é um inibidor potente do CYP3A4, a principal enzima que metaboliza a atorvastatina; a coadministração aumenta marcadamente as concentrações da estatina e o risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, sobretudo com doses elevadas ou em doentes com disfunção renal ou hepática. O rótulo da atorvastatina recomenda considerar o risco/benefício da associação com outros antifúngicos azólicos (incluindo o cetoconazol) e monitorizar todos os doentes para sinais de miopatia, sobretudo no início e durante a titulação; para o cetoconazol não há limite de dose especificado (ao contrário do itraconazol, 20 mg). Informar o doente para suspender a estatina perante dor muscular, fraqueza ou urina escura.
Atorvastatina + cetoconazol: o azol inibe o CYP3A4 e pode aumentar os níveis da estatina, com risco de miopatia/rabdomiólise. Suspender a estatina ou reduzir a dose.
Inibição do CYP3A4 pelo cetoconazol, reduzindo o metabolismo de primeira passagem da atorvastatina e aumentando a sua exposição sistémica.
Creatina-quinase (CK), sintomas musculares (mialgias, fraqueza, urina escura).
Dor muscular intensa, fraqueza, urina de cor escura (sinal de rabdomiólise).
Preferir uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 (ex.: pravastatina, rosuvastatina) ou suspender o cetoconazol durante o tratamento. Se inevitável, usar a dose mínima de atorvastatina e vigiar.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Atorvastatina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=86841382-4229-4e03-958e-3ac22639efd4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Cetoconazol aumenta as concentrações de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
O cetoconazol é um inibidor potente da glicoproteína-P e do CYP3A4, os dois sistemas que eliminam a digoxina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral e reduz a clearance da digoxina, elevando as suas concentrações e o risco de toxicidade digitálica. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia quando se inicia ou ajusta o cetoconazol, reduzir a dose de digoxina se necessário e vigiar sintomas de toxicidade (náuseas, bradicardia, arritmias, alterações visuais), sobretudo em tratamentos prolongados.
O cetoconazol inibe a glicoproteína-P e pode aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia e sinais de toxicidade.
Inibição da glicoproteína-P pelo cetoconazol, reduzindo a eliminação da digoxina e aumentando a sua biodisponibilidade.
Digoxinemia, ECG (bradicardia, arritmias), sintomas gastrointestinais e visuais.
Náuseas, vómitos, arritmias, visão amarela/verde (xantopsia).
Monitorizar digoxinemia e sinais clínicos; reduzir a dose de digoxina se necessário. Vigiar sobretudo nos idosos e na insuficiência renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Carbamazepina reduz as concentrados de Cetoconazol (indução) e o cetoconazol pode aumentar a carbamazepina (inibição), com efeitos recíprocos.
A carbamazepina é metabolizada pelo CYP3A4; o cetoconazol é um inibidor potente desta enzima e pode aumentar as concentrações de carbamazepina, com risco de intoxicação (nistagmo, ataxia, diplopia, sedação, e em casos graves arritmias e convulsões). Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de carbamazepina, reduzir a dose se necessário e monitorizar sinais de toxicidade enquanto durar o antifúngico.
Cetoconazol + carbamazepina: o cetoconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, sedação). Vigiar níveis.
A carbamazepina induz o metabolismo do cetoconazol; o cetoconazol inibe o CYP3A4 reduzindo o metabolismo da carbamazepina.
Concentração de carbamazepina, sintomas de intoxicação (diplopia, nistagmo, ataxia), resposta à micose.
Diplopia, nistagmo, ataxia, sonolência; ou agravamento da infeção fúngica.
Monitorizar níveis de carbamazepina e resposta antifúngica; ajustar doses; considerar alternativa não indutora de CYP3A4.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Omeprazol (inibidor da bomba de protões) reduz a absorção do Cetoconazol por aumentar o pH gástrico.
O cetoconazol (comprimido) é uma base fraca cuja dissolução e absorção oral dependem fortemente do pH gástrico ácido. O omeprazol, ao suprimir a secreção ácida, reduz de forma clinicamente significativa as concentrações plasmáticas do cetoconazol, podendo comprometer o tratamento de infeções fúngicas sistémicas. O rótulo do cetoconazol e o Prontuário Terapêutico recomendam evitar a associação ou, se inevitável, considerar formulações alternativas e monitorizar a resposta clínica ao antifúngico.
Omeprazol + cetoconazol: a absorção do cetoconazol depende de pH ácido e é drasticamente reduzida pelos IBP. Evitar a associação.
A absorção dependente do pH: a supressão ácida reduz a dissolução do cetoconazol no estômago.
Resposta clínica ao antifúngico.
Persistência da infeção fúngica.
Separar as tomas (cetoconazol 2 h antes do omeprazol) ou preferir um azol não pH-dependente.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Os antiácidos, antagonistas H2, inibidores da bomba de protões e sucralfato reduzem significativamente a absorção do Cetoconazol, comprometendo a sua eficácia.
O cetoconazol (comprimido) é um antifúngico azólico cuja absorção oral é fortemente dependente do pH gástrico ácido — o fármaco é uma base fraca que só se dissolve bem em meio ácido. Os antiácidos, ao elevarem o pH, podem reduzir as concentrações plasmáticas do cetoconazol de forma clinicamente significativa, comprometendo o tratamento de infeções fúngicas sistémicas. O rótulo do cetoconazol e o Prontuário Terapêutico recomendam evitar a associação ou separar a toma por pelo menos 2 horas (idealmente mais), e considerar monitorizar a resposta clínica ao antifúngico.
Antiácidos + cetoconazol: a absorção do cetoconazol comprimido depende de pH ácido; os antiácidos reduzem-na drasticamente. Evitar a toma simultânea e separar por pelo menos 2 horas.
A absorção do cetoconazol depende do pH gástrico ácido; fármacos que elevam o pH gástrico reduzem a sua dissolução e absorção.
Resposta clínica; sinais de falência antifúngica; separação temporal das tomas.
Agravamento/persistência da infeção fúngica.
Administrar o cetoconazol ≥2 h antes dos antiácidos/IBP; se não for possível, usar fluconazol/voriconazol (menos pH-dependentes).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Antiácidos: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c72f0736-ee20-45b4-baf0-b80f1e3fa9cb — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Alprazolam com Cetoconazol aumenta as concentrações de Alprazolam, com risco de sedação excessiva.
O alprazolam é metabolizado pelo CYP3A4, e o cetoconazol é um inibidor potente desta enzima, podendo aumentar marcadamente as concentrações da benzodiazepina e os seus efeitos (sedação, sonolência, ataxia, depressão respiratória), sobretudo em idosos. O rótulo do cetoconazol considera a coadministração com alprazolam (tal como midazolam e triazolam orais) contraindicada, porque a elevação das concentrações pode potenciar e prolongar os efeitos hipnóticos e sedativos. Não associar; considerar uma benzodiazepina ou ansiolítico alternativo não metabolizado pelo CYP3A4.
Alprazolam + cetoconazol: o azol inibe o CYP3A4 e pode aumentar muito os níveis do alprazolam, com sedação e depressão respiratória. Contraindicado (rótulo do cetoconazol).
O Cetoconazol, inibidor do CYP3A4, reduz o metabolismo do Alprazolam, elevando os seus níveis.
Sedação marcada, confusão ou depressão respiratória exigem intervenção imediata.
Sedação marcada ou depressão respiratória exigem intervenção imediata.
Reduzir a dose de Alprazolam ou evitar a associação; monitorizar a sedação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Loratadina + cetoconazol: possível aumento das concentrações de loratadina.
A loratadina é metabolizada pelo CYP3A4, e o cetoconazol pode aumentar as suas concentrações. Ao contrário dos anti-histamínicos de primeira geração, a loratadina não se associa a prolongamento significativo do QT, mesmo com níveis elevados; a interação manifesta-se sobretudo por sonolência ou sedação ligeira em doentes suscetíveis. Vigiar sintomas, usar a menor dose eficaz e considerar um anti-histamínico alternativo se a sedação for incómoda.
Cetoconazol + loratadina: o azol aumenta os níveis da loratadina (CYP3A4), sem prolongamento do QT relevante. Vigiar sonolência.
O cetoconazol (inibidor do CYP3A4 e da P-gp) reduz a depuração da loratadina.
Efeitos sedativos e eletrocardiograma se fatores de risco.
Síncope, palpitações, sonolência acentuada.
Vigiar sonolência; em ensaios não se observou prolongamento do QTc relevante.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Loratadina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=569a35be-d653-181c-e063-6294a90a6eb9 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Desloratadina + cetoconazol: possível aumento das concentrações de desloratadina.
O cetoconazol, ao inibir o CYP3A4, pode aumentar as concentrações da desloratadina; no entanto, a desloratadina e o seu metabolito ativo têm margem de segurança ampla e a associação não se associa a prolongamento significativo do QT (ao contrário da terfenadina/astemizol do passado). Na prática, a interação é geralmente bem tolerada; vigiar sonolência ou sedação em doentes suscetíveis e usar a menor dose eficaz do anti-histamínico durante o tratamento antifúngico.
Cetoconazol + desloratadina: o azol aumenta os níveis da desloratadina (CYP3A4), geralmente sem prolongamento do QT relevante. Vigiar sonolência.
O cetoconazol inibe o CYP3A4, elevando os níveis de desloratadina.
Sintomas de excesso de anti-histamínico.
Sonolência, palpitações, tonturas.
Vigiar sedação e efeitos adversos.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Desloratadina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=2a90b899-7746-43dc-ac8a-e754428eb30c ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O cetoconazol pode aumentar os níveis de tadalafil no sangue (o cetoconazol 400 mg/dia pode quadruplicar a exposição), com maior risco de efeitos secundários.
O tadalafil é metabolizado principalmente pelo CYP3A4. O cetoconazol (200 mg/dia) aumentou a exposição (AUC) do tadalafil 2 vezes; com 400 mg/dia, 4 vezes. Aumenta a incidência de efeitos adversos (cefaleia, dispepsia, mialgia, rubor, congestão nasal). Outros inibidores fortes do CYP3A4 (ritonavir, itraconazol, claritromicina) têm efeito semelhante esperado.
CYP3A4: o cetoconazol (inibidor forte) aumentou a AUC do tadalafil 2–4x. Ajustar a dose: tadalafil ocasional máx. 10 mg a cada 72 h; uso diário máx. 2,5 mg.
Inibição do CYP3A4 pelo cetoconazol, reduzindo o clearance do tadalafil.
Efeitos adversos do tadalafil (cefaleia, rubor, mialgia, dispepsia).
Cefaleia intensa, hipotensão sintomática, priapismo.
Ajustar a dose conforme o rótulo (ocasional: máx. 10 mg/72 h; diário: máx. 2,5 mg) e vigiar efeitos adversos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tadalafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=bcd8f8ab-81a2-4891-83db-24a0b0e25895 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O cetoconazol aumenta muito os níveis de vardenafil no sangue (até 10 vezes), com risco elevado de efeitos secundários. A associação deve ser evitada, sobretudo em homens com mais de 75 anos.
O vardenafil é metabolizado pelo CYP3A4. O cetoconazol (200 mg) aumentou a AUC do vardenafil cerca de 10 vezes e a Cmax 4 vezes. O uso concomitante com cetoconazol ou itraconazol (orais) deve ser evitado; em homens com mais de 75 anos é contraindicado. Aumenta o risco de cefaleia, rubor, dispepsia, congestão nasal e hipotensão.
CYP3A4: o cetoconazol aumentou a AUC do vardenafil ~10x. Evitar a associação; se inevitável, dose máx. de vardenafil 2,5 mg/24 h (ou 5 mg com cetoconazol 200 mg); contraindicada em >75 anos.
Inibição do CYP3A4, reduzindo o clearance do vardenafil.
Efeitos adversos do vardenafil e sintomas de hipotensão.
Cefaleia intensa, hipotensão sintomática, priapismo.
Evitar a associação; se inevitável, reduzir a dose de vardenafil conforme o rótulo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Vardenafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=2782efed-6198-47b9-81ac-3e255e2ab7f6 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Vardenafil: https://www.medicines.org.uk/emc/product/11394/smpc ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O cetoconazol aumenta os níveis de tansulosina no sangue (até ~2,8 vezes), com maior risco de hipotensão e tonturas.
A tansulosina é metabolizada pelo CYP3A4 e CYP2D6. O cetoconazol (400 mg/dia) aumentou a Cmax 2,2x e a AUC 2,8x da tansulosina. A associação com inibidores fortes do CYP3A4 deve ser evitada em doentes metabolizadores lentos de CYP2D6 e usada com cautela nos demais, pelo risco de hipotensão e efeitos adversos.
CYP3A4: o cetoconazol aumentou a AUC da tansulosina ~2,8x. Não usar com inibidores fortes do CYP3A4 em doentes metabolizadores lentos de CYP2D6; usar com cautela nos restantes.
Inibição do CYP3A4, reduzindo o clearance da tansulosina.
Tensão arterial ortostática e efeitos adversos da tansulosina.
Tonturas, hipotensão sintomática, síncope.
Evitar a associação em metabolizadores lentos de CYP2D6; nos restantes, usar com cautela e vigiar hipotensão.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tansulosina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5ed219aa-cf65-457f-8570-d26b48edb240 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Tansulosina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/102038/smpc ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O cetoconazol pode aumentar os níveis de doxazosina no sangue, com maior risco de hipotensão. Usar com cautela.
A doxazosina é metabolizada pelo CYP3A4. Inibidores fortes desta enzima (cetoconazol, itraconazol, claritromicina, indinavir, ritonavir, saquinavir) aumentam as concentrações plasmáticas e o risco de hipotensão postural.
CYP3A4: a doxazosina é substrato do CYP3A4; inibidores fortes (cetoconazol, itraconazol, claritromicina) aumentam a exposição e o risco de hipotensão.
Inibição do CYP3A4, reduzindo o clearance da doxazosina.
Tensão arterial ortostática.
Tonturas ao levantar, hipotensão sintomática, síncope.
Usar com cautela e monitorizar a tensão arterial, sobretudo no início.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Doxazosina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e1f5e49-2da1-43ab-9795-228a8bcc5a82 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Doxazosina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/102410/smpc ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O cetoconazol (ou outros inibidores fortes do CYP3A4) pode aumentar os níveis de dutasterida no sangue. Usar com cautela e vigiar efeitos secundários.
A dutasterida é eliminada principalmente por metabolismo hepático (CYP3A4/3A5). Inibidores potentes desta enzima aumentam as concentrações séricas; em estudos populacionais, inibidores moderados (verapamil, diltiazem) aumentaram as concentrações 1,6–1,8x. A meia-vida longa pode prolongar-se ainda mais, demorando mais de 6 meses a atingir novo estado estacionário.
CYP3A4: a dutasterida é eliminada por metabolismo CYP3A4/3A5; inibidores fortes (cetoconazol, itraconazol, ritonavir) aumentam as concentrações séricas. Em uso prolongado, considerar reduzir a frequência de dose.
Inibição do CYP3A4/3A5, reduzindo a eliminação da dutasterida.
Efeitos adversos da dutasterida (diminuição da líbido, disfunção erétil, distúrbios da ejaculação, ginecomastia).
Ginecomastia, disfunção sexual persistente.
Usar com cautela; em uso prolongado com inibidores fortes, considerar reduzir a frequência de dose; vigiar efeitos adversos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Dutasterida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=947644ea-bc35-41df-8a7a-874360c90192 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dutasterida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/102479/smpc ; PubMed — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31835695/ ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O cetoconazol pode aumentar ligeiramente os níveis de finasterida no sangue, mas o impacto clínico é considerado pouco significativo.
A finasterida é metabolizada principalmente pelo CYP3A4, mas não afeta significativamente este sistema. Inibidores e indutores do CYP3A4 podem alterar as suas concentrações plasmáticas; contudo, com base nas margens de segurança estabelecidas, é pouco provável que tenham significado clínico.
CYP3A4: a finasterida é metabolizada pelo CYP3A4, mas o rótulo indica que qualquer aumento por inibidores é pouco provável de ter significado clínico (margens de segurança alargadas).
Metabolismo CYP3A4 da finasterida, com impacto clínico pouco provável.
Sem monitorização específica.
Sem sinais de alarme específicos.
Não é necessária precaução especial; manter vigilância habitual.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Finasterida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=350b2bdb-84a1-4465-b0ad-175b8f720400 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Finasterida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100132/smpc ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O cetoconazol pode aumentar os níveis de estradiol e os seus efeitos secundários. Vigie sinais como náuseas, sensibilidade mamária ou inchaço.
O rótulo aprovado do estradiol (DailyMed) lista o cetoconazol entre os inibidores do CYP3A4 que aumentam as concentrações plasmáticas de estrogénios. O uso sistémico de cetoconazol está hoje restrito, mas a associação pode ocorrer com antifúngicos tópicos de elevada absorção ou em esquemas antigos. Os sinais de excesso estrogénico devem ser vigiados durante o tratamento.
O cetoconazol (inibidor potente do CYP3A4) aumenta as concentrações de estrogénios; monitorizar efeitos dependentes da dose durante a associação.
Inibição do CYP3A4, reduzindo o metabolismo dos estrogénios.
Sintomas de excesso estrogénico.
Mastalgia, edema, hemorragia irregular.
Vigiar efeitos adversos durante o antifúngico; ajustar a dose de estradiol se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estradiol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5718f042-e8c0-b721-e063-6294a90a5bef ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Cetoconazol potencia o efeito anticoagulante da Varfarina, com aumento do risco hemorrágico.
O cetoconazol é um inibidor potente de várias isoenzimas do citocromo P450, incluindo o CYP2C9 (que metaboliza o S-warfarin ativo) e o CYP3A4 (que metaboliza o R-warfarin). A inibição resulta em níveis aumentados de warfarina, elevação do INR e risco hemorrágico significativo — o rótulo do cetoconazol e o da warfarina referem esta interação. Sempre que possível deve evitar-se a associação (existem alternativas antifúngicas com menos interações); se for inevitável, reduzir a dose de warfarina, monitorizar o INR com frequência no início e vigiar sinais de hemorragia.
O cetoconazol inibe o CYP2C9 e o CYP3A4 e pode aumentar muito o INR. Evitar se possível; se inevitável, reduzir a warfarina e monitorizar o INR de perto.
Inibição do CYP2C9 (e CYP3A4) pelo cetoconazol, reduzindo o metabolismo da varfarina e aumentando o INR.
INR, sinais de hemorragia (gengivas, equimoses, melenas).
Hemorragia inexplicada, hematúria, melena, hemorragia intracraniana.
Monitorizar o INR de forma mais frequente após iniciar/suspender o cetoconazol; ajustar a dose de varfarina conforme necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Associação de Cetoconazol e Amiodarona com risco de prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares.
A amiodarona é metabolizada pelo CYP3A4 e pela CYP2C8; o cetoconazol é um inibidor potente do CYP3A4 e reduz a clearance da amiodarona, podendo duplicar as suas concentrações. Como ambos também prolongam o intervalo QT, o risco de torsades de pointes e de toxicidade (pulmonar, hepática, tiroideia, neuropatia) aumenta. Deve evitar-se a associação; se for inevitável, reduzir a dose de amiodarona, vigiar ECG e níveis plasmáticos (se disponíveis) e monitorizar efeitos adversos.
Cetoconazol + amiodarona: o cetoconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis de amiodarona, aumentando o risco de QT/arritmias. Evitar a associação.
Efeito aditivo sobre a repolarização cardíaca; o cetoconazol também pode aumentar os níveis de amiodarona por inibição do metabolismo.
ECG (intervalo QT), eletrólitos (K+, Mg2+), sinais de arritmia/palpitações.
Síncope, palpitações, torsades de pointes.
Usar com precaução; monitorizar ECG (intervalo QT) e eletrólitos (K+, Mg2+); corrigir hipocalemia antes de associar.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Amiodarona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=51a88e8e-da02-4b97-9e7e-442fbffd908d
O Cetoconazol aumenta os níveis de Amlodipina (inibição do CYP3A4), com risco de hipotensão e edema.
A amlodipina é substrato do CYP3A4, e o cetoconazol, ao inibir esta enzima, pode aumentar as suas concentrações e potenciar os efeitos vasodilatadores (hipotensão, edema periférico, rubor, cefaleia). Na maioria dos doentes a interação é gerida com monitorização da pressão arterial e dos sinais de edema; se surgirem sintomas, considerar reduzir a dose da amlodipina ou usar um anti-hipertensor menos dependente do CYP3A4 durante o antifúngico.
Amlodipina + cetoconazol: inibição do CYP3A4 com aumento dos níveis da amlodipina. Vigiar hipotensão e edema.
Inibição do CYP3A4 pelo cetoconazol, reduzindo o metabolismo de primeira passagem da amlodipina.
Pressão arterial, edema periférico, cefaleia, rubor.
Hipotensão sintomática, edema significativo.
Vigiar pressão arterial e edema; considerar reduzir a dose de amlodipina se efeitos adversos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Amlodipina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=58a67272-c4c7-4e2c-85a5-9d39034d12c3 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Nevirapina com Cetoconazol altera as concentrações de ambos: aumenta a Nevirapina e reduz o Cetoconazol.
A nevirapina, inibidor não nucleósido da transcriptase reversa, induz o CYP3A4 e reduz as concentrações do cetoconazol, podendo comprometer o tratamento antifúngico; em sentido inverso, o cetoconazol inibe o CYP3A4 e pode aumentar os níveis da nevirapina, com maior risco de efeitos adversos (nomeadamente hepatotoxicidade e erupção cutânea). O rótulo da nevirapina indica que o cetoconazol e a nevirapina não devem ser administrados concomitantemente (a redução do cetoconazol pode comprometer a eficácia antifúngica) e que o aumento da exposição à nevirapina exige vigilância apertada dos efeitos adversos. Se a associação for inevitável, monitorizar a resposta clínica à infeção fúngica e a função hepática/rash.
Cetoconazol + nevirapina: a nevirapina reduz os níveis do cetoconazol e o azol aumenta os da nevirapina. O rótulo desaconselha a associação; vigiar resposta e função hepática.
A Nevirapina (indutora enzimática) reduz as concentrações do Cetoconazol; o Cetoconazol (inibidor do CYP3A4) aumenta as concentrações da Nevirapina.
Monitorizar a função hepática e a eficácia antifúngica; sinais de toxicidade da Nevirapina (erupção cutânea, hepatite).
Falha do tratamento antifúngico ou elevação das transaminases exigem reavaliação do esquema.
Evitar a associação sempre que possível; se necessária, monitorizar a resposta terapêutica e os efeitos adversos de ambos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Nevirapina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=fbd628db-4076-4fe0-8323-9cc33ae92e42 ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Cetoconazol aumenta as concentrações de Sildenafil, com risco de hipotensão e efeitos adversos intensificados.
O sildenafil é substrato do CYP3A4, e o cetoconazol, inibidor potente desta enzima, pode aumentar marcadamente as suas concentrações, potenciando a vasodilatação (hipotensão, cefaleia, rubor, congestão nasal) e o risco de priapismo. O rótulo do sildenafil recomenda considerar uma dose inicial de 25 mg em doentes tratados com inibidores potentes do CYP3A4 (ex.: cetoconazol, itraconazol). Alertar o doente para sinais de alarme (priapismo, dor torácica) e evitar o uso simultâneo de nitratos.
Cetoconazol + sildenafil: o azol aumenta muito os níveis do sildenafil (CYP3A4), com risco de hipotensão, priapismo e toxicidade. Considerar dose inicial de 25 mg.
Inibição do CYP3A4, principal via de metabolismo do sildenafil, aumentando a sua exposição plasmática.
Pressão arterial, cefaleia, rubor facial, palpitações.
Hipotensão grave, síncope, dor torácica, priapismo.
Limitar a dose de sildenafil (máx. 25 mg) durante o tratamento com cetoconazol; evitar o uso em doentes com doença cardiovascular instável.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Sildenafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=00ee09dd-2de0-4dc4-85f6-b51ed6eabd5b
O álcool aumenta o risco de lesão hepática durante o tratamento com cetoconazol.
Evitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0
A toranja aumenta as concentrações de cetoconazol (inibição do CYP3A4), elevando o risco de hepatotoxicidade e prolongamento do QT.
Evitar sumo de toranja durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0
O cetoconazol prolonga o QT e aumenta o risco de arritmias ventriculares, sobretudo com fármacos que também prolongam o QT.
Evitar em doentes com QT prolongado ou com fármacos que prolongam o QT; vigiar ECG e eletrólitos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0
O cetoconazol pode causar hepatotoxicidade grave e está contraindicado em doença hepática aguda ou crónica.
Contraindicado em doença hepática; avaliar função hepática antes e durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0
O cetoconazol oral é teratogénico em animais e não deve ser usado na gravidez (o uso tópico tem exposição mínima).
Contraindicado por via oral na gravidez; preferir antifúngico alternativo.
Excretado no leite; evitar durante a amamentação.
Aconselhar contraceção eficaz durante o tratamento oral.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antifúngico azólico oral para infeções fúngicas sistémicas graves (blastomicose, coccidioidomicose, histoplasmose, paracoccidioidomicose) quando não há alternativa. Inibidor potente do CYP3A4 e da glicoproteína-P; prolonga o intervalo QT e pode suprimir a secreção de corticosteroides adrenais em doses ≥400 mg.
Bloqueia a síntese de ergosterol, componente essencial da membrana fúngica, por inibição da enzima dependente do citocromo P450 lanosterol-14α-desmetilase, que converte o lanosterol em ergosterol. A depleção de ergosterol enfraquece a estrutura e a função da membrana fúngica.
Base fraca dibásica: requer acidez gástrica para dissolução e absorção. O pico plasmático (~3,5 mcg/mL após 200 mg com refeição) ocorre em 1 a 2 horas. Antiácidos e inibidores da secreção ácida reduzem muito a absorção (com omeprazol, a biodisponibilidade cai para 17%); uma bebida ácida (ex.: cola) melhora a absorção.
Após absorção gastrointestinal é convertido em vários metabolitos inativos; o CYP3A4 é o principal enzima envolvido (oxidação e degradação dos anéis imidazol e piperazina). Cerca de 13% da dose é excretada na urina (2–4% inalterado); a via principal é biliar, com cerca de 57% excretado nas fezes.
Eliminação bifásica: semivida de 2 horas nas primeiras 10 horas e de 8 horas a partir daí.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.