Tiamina (vitamina B1) é uma vitamina essencial para o funcionamento dos nervos, músculos e coração. A deficiência (beribéri) e a forma grave (encefalopatia de Wernicke) tratam-se com injeções ou comprimidos de tiamina.
Também conhecido como: Vitamina B1, Benerva
Não há interações fármaco–fármaco documentadas para este fármaco.
A tiamina pode ser tomada com ou sem alimentos; doses orais altas são saturáveis e dividem-se, mas a alimentação não interfere clinicamente.
Doses altas: dividir ao longo do dia (ficha do site).
Ficha do site (tiamina — doses orais altas divididas, absorção saturável).
Sem interações documentadas com doenças.
Sem entrada restritiva nos Anexos: a tiamina é uma vitamina essencial, necessária em doses maiores na gravidez (metabolismo aumentado) e no alcoolismo (profilaxia de Wernicke). Em doses fisiológicas/suplementares não há risco fetal conhecido.
Compatível em todos os trimestres; a suplementação é recomendada em situações de risco (alcoolismo, hiperemese com parentérica).
Sem entrada restritiva no Anexo 2; a tiamina passa para o leite e é segura nas doses habituais — compatível.
Prontuário Terapêutico INFARMED — 11.3.1 (Vitaminas); Anexo 2 l. 43206 (sem restrição).
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Cofator vitaminico do metabolismo energético; a carência instala-se em semanas e manifesta-se no sistema nervoso e coração — a reposição precoce é urgente e altamente eficaz.
Na forma ativa (pirofosfato de tiamina, TPP) é coenzima de três complexos chaves: piruvato desidrogenase (glicólise → acetil-CoA), α-cetoglutarato desidrogenase (ciclo de Krebs) e transcetolase (via das pentoses); a deficiência bloqueia o metabolismo glucídico neuronal, causando lesão simétrica de estruturas periventriculares (Wernicke) e vasodilatação periférica com insuficiência cardíaca de alto débito (beribéri húmido).
Oral: transportadores saturáveis de alta afinidade (THTR1/2) — absorção ~50% em doses fisiológicas mas < 10% em doses altas únicas (dividir a dose); IM/IV: 100% (reservada a urgência). Biotransformação a TPP no fígado.
Fosforilação tecidular a TPP (tiamina quinase, gasta ATP); desfosforilação plasmática por ectonucleotidases; excreção renal do excesso (metabolitos piruvato e tiamina livre) — sem toxicidade por acúmulo. A furosemida e o álcool aumentam a excreção renal.
10–20 dias (TPP nos tecidos); plasmática de 1–2 h por IV — a eficácia clínica depende da reposição das reservas enzimáticas, não do nível sérico.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.