Prometazina é um anti-histamínico sedativo usado para alergias intensas, náuseas/vómitos e insónia ocasional. Também é usado antes e após cirurgias para acalmar e prevenir vómitos. Pode dar muito sono.
Também conhecido como: Fenergan, Phenergan
A associação de Prometazina com Midazolam provoca depressão aditiva do SNC (sedação profunda, depressão respiratória) e hipotensão.
Ambos deprimem o SNC por mecanismos diferentes; a prometazina também inibe o metabolismo do midazolam.
Nível de consciência, frequência respiratória e saturação.
Sonolência extrema, respiração lenta ou superficial.
Evitar a associação fora de ambiente monitorizado (sedação para procedimentos só com equipa e suporte de via aérea).
EMC-UK — Phenergan (promethazine) SmPC, depressão do SNC com benzodiazepinas: https://www.medicines.org.uk/emc/product/4941
O Lítio pode reduzir o limiar convulsivo quando associado à Prometazina; há também risco aditivo de sedação.
O rótulo do lítio (carbonato) lista antipsicóticos e sedativos como fármacos que reduzem o limiar convulsivo.
Litemia, tremor, histórico de convulsões.
Tremor, confusão, convulsões.
Monitorizar estado neurológico; informar o doente sobre sinais de toxicidade pelo lítio.
DailyMed — rótulo Lithium Carbonate, seizure threshold: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b839ff4b-f62d-41ab-a823-550a756d58ec
O álcool potencia a sonolência e a diminuição da agilidade da prometazina; os anti-histamínicos sedativos potencial os efeitos do álcool (Prontuário 10.1/Anexo 6).
Não beba álcool enquanto toma prometazina e nas horas seguintes.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 10.1 (l. 30138); Anexo 6 (álcool — SNC).
As convulsões podem ser precipitadas pelos anti-histamínicos sedativos — não recomenda a sua administração nas crianças com epilepsia (Prontuário 10.1).
Evitar em epilepsia mal controlada; vigiar convulsões.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 10.1: "As convulsões podem também ser precipitadas... crianças com epilepsia".
Os anti-histamínicos sedativos não são considerados seguros na porfiria (Prontuário 10.1 nota).
Preferir cetirizina/clorfenoxamina se anti-histamínico necessário (considerados seguros).
Prontuário Terapêutico INFARMED, 10.1: "a clorfenoxamina e a cetirizina pareçam seguros na porfiria".
Efeitos antimuscarínicos dos anti-histamínicos sedativos — boca seca, retenção urinária, glaucoma de ângulo fechado (Prontuário 10.1).
Evitar em glaucoma de ângulo fechado não operado.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 10.1 (efeitos antimuscarínicos dos anti-histamínicos).
Os anti-histamínicos devem ser usados com cuidado na insuficiência hepática (Prontuário 10.1/Anexo 3).
Reduzir dose; vigiar sonolência excessiva.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 10.1: "usados com cuidado na insuficiência hepática".
O Anexo 1 classifica a prometazina com factor "C ou D": ampla experiência sem teratogenicidade estabelecida em doses habituais; evitar doses altas e uso prolongado perto do termo pela depressão neonatal (a prometazina é sedativa e os RN são sensíveis).
Usar em dose única ou curta para náuseas/anafilaxia; evitar uso crónico e perto do termo.
Os anti-histamínicos H1 em geral: "quantidade significativa de alguns anti-histamínicos no leite... recomenda-se evitá-los: sonolência" (Anexo 2, l. 42199). A prometazina é a que tem mais dados: quantidades pequenas, mas vigiar sonolência/irritabilidade do lactente.
Prontuário Terapêutico INFARMED — Anexo 1: "Prometazina — C ou D" (l. 41377); Anexo 2: Anti-histamínicos H1 (l. 42199). EMC-UK (MHRA) — SmPC Promethazine (Phenergan).
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Anti-histamínico H1 de 1.ª geração com sedação forte e ação antiemética; o perfil de segurança exige restrições etárias e cuidado com a via injetável.
Antagonista H1 competitivo (bloqueia broncoconstricção, prurido e vasodilatação histamínica) com ação aditiva: antagonismo muscarínico (boca seca, midríase), sedação central via H1 cerebral e bloqueio D2 no centro do vómito (antiemético). Prolonga o QT em doses altas.
Oral: boa absorção, pico 2–3 h, início 20–30 min. IM: rápida (pico 1–2 h); NUNCA intravenosa direta sem diluição (necrose tecidual, gangrena com extravasamento arterial).
Metabolismo hepático extenso (N-desmetilação, S-oxidação, aromática hidroxilação — CYP2D6 e outros); excreção renal de metabolitos; fração mínima sem alteração. Cirrose e idosos: exposição aumentada.
10–19 h (adultos); prolongada em recém-nascidos e lactentes — base da contraindicação < 2 anos.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.