O omeprazol é um medicamento que reduz a produção de ácido no estômago (inibidor da bomba de protões). Usa-se para a azia frequente e, com receita médica, em problemas como refluxo, úlceras do estômago e do duodeno. Na azia frequente (2 ou mais dias por semana), pode demorar 1 a 4 dias a fazer efeito completo.
Também conhecido como: Losec
A Rifampicina acelera o metabolismo do Omeprazol e reduz o seu efeito de supressão ácida.
O omeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4; a rifampicina induz estas enzimas e pode reduzir as suas concentrações em mais de 50%, com diminuição da supressão ácida gástrica (relevante em úlcera, DRGE grave ou profilaxia de stress). Recomenda-se vigiar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de omeprazol ou preferir um IBP menos afetado (ex.: pantoprazol) durante a associação.
Omeprazol + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de omeprazol (indução do CYP2C19/3A4), diminuindo a supressão ácida. Vigiar a resposta e considerar ajuste.
Indução do CYP2C19, principal via do metabolismo do Omeprazol.
Controlo dos sintomas (dispepsia, DRGE, úlcera).
Recidiva de sintomas gástricos.
Considerar aumentar a dose ou usar alternativa (ex.: IBP menos dependente do CYP2C19).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
Redução da absorção da Levotiroxina com a elevação do pH gástrico.
O rótulo da levotiroxina indica que a acidez gástrica é essencial para uma absorção adequada e que os inibidores da bomba de protões podem causar hipocloridria, afetar o pH intragástrico e reduzir a absorção da levotiroxina, com possível necessidade de aumento da dose em alguns doentes hipotiroideus; recomenda monitorizar o doente de forma apropriada. Na prática, manter a levotiroxina sempre em jejum, 30–60 minutos antes do pequeno-almoço, separar a toma do IBP o máximo possível e monitorizar a TSH, ajustando a dose se necessário, sobretudo ao iniciar ou suspender o IBP.
Levotiroxina + omeprazol: o IBP pode reduzir a absorção da levotiroxina (hipocloridria). Manter a levotiroxina em jejum, separar a toma e monitorizar TSH.
A dissolução da Levotiroxina depende do pH ácido do estômago; o IBP reduz essa absorção.
TSH 6–8 semanas após iniciar o IBP.
Fadiga persistente, ganho de peso, intolerância ao frio — possíveis sinais de hipotiroidismo.
Administrar a Levotiroxina 30–60 minutos antes do pequeno-almoço e monitorizar TSH.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Levotiroxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=55f4c679-86cb-b97f-e063-6294a90ad5ef ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
O Omeprazol (inibidor da bomba de protões) reduz a absorção do Cetoconazol por aumentar o pH gástrico.
O cetoconazol (comprimido) é uma base fraca cuja dissolução e absorção oral dependem fortemente do pH gástrico ácido. O omeprazol, ao suprimir a secreção ácida, reduz de forma clinicamente significativa as concentrações plasmáticas do cetoconazol, podendo comprometer o tratamento de infeções fúngicas sistémicas. O rótulo do cetoconazol e o Prontuário Terapêutico recomendam evitar a associação ou, se inevitável, considerar formulações alternativas e monitorizar a resposta clínica ao antifúngico.
Omeprazol + cetoconazol: a absorção do cetoconazol depende de pH ácido e é drasticamente reduzida pelos IBP. Evitar a associação.
A absorção dependente do pH: a supressão ácida reduz a dissolução do cetoconazol no estômago.
Resposta clínica ao antifúngico.
Persistência da infeção fúngica.
Separar as tomas (cetoconazol 2 h antes do omeprazol) ou preferir um azol não pH-dependente.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Omeprazol aumenta as concentrações de Voriconazol (inibição do CYP2C19) e o voriconazol aumenta os níveis de omeprazol.
A interação é bidirecional e mediada pelo CYP2C19: o voriconazol inibe o CYP2C19 e pode aumentar as concentrações do omeprazol (Cmax ≈2× e AUC ≈4× segundo o rótulo do voriconazol), enquanto o omeprazol aumenta a exposição ao voriconazol em cerca de 15% (Cmax) e 40% (AUC). O rótulo do voriconazol recomenda reduzir a dose do omeprazol para metade quando se inicia o voriconazol em doentes com omeprazol ≥40 mg (sem necessidade de ajuste do voriconazol). Na prática, vigiar os efeitos adversos de ambos (cefaleia, diarreia, hipomagnesemia do IBP; fotossensibilidade, hepatotoxicidade e alterações visuais do voriconazol) e considerar a monitorização terapêutica do voriconazol.
Omeprazol + voriconazol: interação bidirecional — o voriconazol aumenta o omeprazol (2–4×) e o omeprazol aumenta o voriconazol (~15–40%). Reduzir a dose do omeprazol para metade.
Interação bidirecional no CYP2C19: o omeprazol inibe o metabolismo do voriconazol; o voriconazol inibe o metabolismo do omeprazol.
Níveis de voriconazol (se disponíveis), provas de função hepática, efeitos visuais.
Fotofobia, alterações visuais, elevação das transaminases.
Monitorizar a resposta e efeitos adversos do voriconazol; considerar reduzir a dose de voriconazol se usado a longo prazo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
A associação de Atazanavir com Omeprazol reduz substancialmente as concentrações de Atazanavir, com risco de falência virológica.
A absorção do atazanavir depende de um pH gástrico ácido: o omeprazol, ao suprimir a secreção ácida, reduz a solubilidade e a concentração plasmática do atazanavir de forma clinicamente significativa, com risco de perda de resposta virológica e de desenvolvimento de resistência (o rótulo do atazanavir alerta explicitamente para este risco). Se a associação for inevitável, o rótulo recomenda não exceder uma dose de IBP comparável a omeprazol 20 mg e administrá-la aproximadamente 12 horas antes da toma de atazanavir 300 mg com ritonavir 100 mg, com monitorização virológica. Em doentes com VIH, qualquer fármaco que eleve o pH gástrico deve ser gerido com cuidado e reavaliado.
Omeprazol + atazanavir: o IBP reduz marcadamente a exposição ao atazanavir, com risco de falência antirretrovírica. Evitar; se necessário, IBP ≤20 mg 12 horas antes com reforço e vigilância.
Os inibidores da bomba de protões, como o Omeprazol, elevam o pH gástrico, reduzindo a absorção do Atazanavir e diminuindo a sua exposição.
Monitorizar a carga viral e, se disponível, a litemia/imunidade; reavaliar quando da introdução ou suspensão do Omeprazol.
Carga viral detetável ou sinais de falência terapêutica após início do Omeprazol exigem reavaliação do esquema antirretroviral.
Evitar a associação quando possível; se inevitável, preferir antagonistas dos recetores H2 e/ou separar as administrações; não usar IBP com doses baixas de Atazanavir.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Atazanavir: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=165cff62-b284-4a27-a65d-9ec8a5bfcdd8 ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O uso prolongado de omeprazol pode reduzir a absorção da vitamina B12 alimentar, mas raramente afeta a cianocobalamina suplementar.
Os inibidores da bomba de protões, como o omeprazol, reduzem a secreção ácida gástrica necessária para libertar a vitamina B12 ligada às proteínas dos alimentos, pelo que o uso prolongado pode diminuir a absorção da B12 alimentar e, em casos raros, levar a défice de vitamina B12. A cianocobalamina suplementar em doses farmacológicas é absorvida por difusão passiva, independente do fator intrínseco e do pH, pelo que a suplementação oral mantém a eficácia. Em doentes com omeprazol crónico e fatores de risco (idosos, dieta vegetariana, gastrite atrófica), considerar vigiar a B12 e suplementar se necessário.
O uso prolongado de omeprazol pode reduzir a absorção da vitamina B12 alimentar, mas raramente afeta a cianocobalamina suplementar.
A hipocloridria prolongada pelo IBP reduz a libertação da B12 ligada às proteínas alimentares.
Vigiar hemograma e níveis de B12 em doentes idosos ou malnutridos.
Anemia macrocítica ou sintomas neuropáticos persistentes.
Em uso prolongado de IBP, vigiar níveis de B12 em doentes de risco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Cianocobalamina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3bb870d8-128d-75ea-e063-6394a90a707b ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6ea9a6f3-b756-4cdf-b3db-f666a2c17d66 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O omeprazol pode reduzir a absorção do ferro oral, sobretudo do ferro não-heme.
A absorção do ferro não-heme (presente nos suplementos orais) depende do pH gástrico ácido, que mantém o ferro na forma ferrosa mais absorvível; o omeprazol, ao suprimir a secreção ácida, pode reduzir a absorção e a eficácia da suplementação em doentes com anemia ferropriva. Em doentes a fazer IBP com resposta insatisfatória ao ferro oral, considerar aumentar a dose, separar as tomas, preferir ferro heme ou administração em dias alternados, e avaliar a necessidade de ferro intravenoso.
Ferro + omeprazol: o pH elevado reduz a absorção do ferro não-heme. Monitorizar a resposta à suplementação e considerar ferro parenteral se necessário.
A supressão ácida gástrica pelo IBP diminui a redução do Fe3+ a Fe2+, essencial para a absorção duodenal do ferro.
Vigiar a resposta terapêutica da anemia ferropénica.
Persistência de anemia ferropénica apesar do tratamento.
Considerar monitorização da resposta ao ferro (hemoglobina, ferritina); separar horários de toma.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Ferro: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=73d1f079-d8eb-44f4-b33d-05fb25b80c8f ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6ea9a6f3-b756-4cdf-b3db-f666a2c17d66 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
IBP + cálcio: o omeprazol reduz a absorção do carbonato de cálcio.
O carbonato de cálcio necessita de pH gástrico ácido para se dissociar e ser absorvido; os inibidores da bomba de protões (IBP), como o omeprazol, elevam o pH gástrico e reduzem a absorção do cálcio do carbonato. Em doentes a fazer IBP prolongado com suplementação de cálcio (frequente na prevenção da osteoporose), a eficácia da suplementação pode ficar comprometida. Alternativas: usar citrato de cálcio (absorção independente do pH), aumentar a dose sob monitorização da calcemia, ou considerar o impacto clínico. A associação é de relevância moderada — não suspender os IBP sem indicação, mas ponderar a forma de cálcio mais adequada.
IBP + cálcio: o omeprazol reduz a absorção do carbonato de cálcio. Considerar citrato de cálcio ou monitorizar.
O carbonato de cálcio precisa de ácido gástrico para se dissolver e ser absorvido; o omeprazol suprime a acidez.
Cálcio sérico e resposta clínica.
Sem sintomas agudos; risco de défice com uso prolongado.
Em doentes a IBP, preferir citrato de cálcio ou ajustar a dose de cálcio.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6ea9a6f3-b756-4cdf-b3db-f666a2c17d66 ; rótulo aprovado Carbonato de cálcio: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=348d3dfa-6a52-4583-96e3-83c4bf2df45b — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Os antiácidos podem reduzir a absorção do omeprazol se tomados em simultâneo.
O omeprazol é um inibidor da bomba de protões (IBP) que se toma habitualmente em jejum, 30–60 minutos antes do pequeno-almoço. Os antiácidos podem ser usados concomitantemente para alívio sintomático, mas a toma simultânea pode reduzir a absorção do omeprazol (que depende do revestimento entérico e do pH do meio) e diminuir a sua eficácia. O rótulo do omeprazol considera a associação aceitável, mas na prática recomenda-se separar a administração por 1–2 horas. Em doentes com sintomas refratários, avaliar a adesão e o horário antes de escalar a dose do IBP.
Antiácidos + omeprazol: geralmente compatíveis, mas separar a toma (pelo menos 1–2 horas) para não reduzir a absorção do omeprazol.
Alteração do pH e da dissolução das cápsulas gastrorresistentes pelo antiácido.
Vigiar a resposta à terapêutica antiácida/antiulcerosa.
Controlo insuficiente dos sintomas.
Separar as tomas (2 horas).
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6ea9a6f3-b756-4cdf-b3db-f666a2c17d66 ; rótulo aprovado Antiácidos: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e346dc0-69ce-4cc5-bb5d-bfa833e11c1f — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Bifosfonato + IBP: possível redução da absorção e do efeito do alendronato.
O omeprazol reduz a acidez gástrica, o que pode diminuir a absorção de alguns bisfosfonatos orais e a sua eficácia na osteoporose; além disso, o uso prolongado de inibidores da bomba de protões associa-se a um risco aumentado de fraturas ósseas (possivelmente por redução da absorção de cálcio e efeitos diretos no metabolismo ósseo). Em doentes a fazer alendronato, o IBP deve ser usado apenas com indicação clara, na menor dose e pelo menor tempo possível; reavaliar a necessidade de gastroproteção e garantir aporte adequado de cálcio e vitamina D.
Omeprazol + alendronato: os IBP podem reduzir a absorção dos bisfosfonatos e o uso prolongado associa-se a maior risco de fraturas. Reavaliar a necessidade do IBP.
A supressão ácida pode reduzir a dissolução/absorção do alendronato.
Avaliar adesão e resposta terapêutica.
Fratura ou ausência de melhoria densitométrica.
Assegurar o esquema correto (jejum + água) e reavaliar a necessidade de IBP.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Alendronato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c7e470d6-508e-466e-a78d-060bbbc9745c ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6ea9a6f3-b756-4cdf-b3db-f666a2c17d66 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Redução da eficácia do Clopidogrel. O Omeprazol inibe o CYP2C19, reduzindo a ativação do pró-fármaco.
O clopidogrel é uma pró-fármaco que depende do CYP2C19 para se converter no metabolito ativo; o omeprazol é um inibidor potente desta enzima e reduz a formação do metabolito ativo e a inibição plaquetária, com aumento documentado do risco de eventos cardiovasculares. O rótulo do clopidogrel desaconselha a coadministração com inibidores do CYP2C19 como o omeprazol e o esomeprazol. Sempre que for necessária gastroproteção em doentes a tomar clopidogrel, preferir pantoprazol (menos inibidor do CYP2C19) ou um antagonista H2, e evitar a associação.
Clopidogrel + omeprazol: o omeprazol inibe o CYP2C19 e reduz a ativação do clopidogrel, diminuindo a proteção antiagregante. Evitar; preferir pantoprazol ou antagonista H2.
O Clopidogrel precisa do CYP2C19 para se tornar ativo; o Omeprazol é um inibidor potente dessa enzima.
Vigiar eventos trombóticos (dor torácica, sintomas neurológicos).
Novos eventos trombóticos — dor torácica, fraqueza súbita unilateral, alterações da fala.
Preferir Pantoprazol (menor interação) ou outro protetor gástrico quando necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Clopidogrel: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c9928956-bb7b-4ec2-bc38-d3c9c4199cae ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
O Omeprazol pode reduzir a absorção da Cloroquina por aumento do pH gástrico.
A cloroquina é uma base fraca cuja absorção gastrointestinal pode ser reduzida quando o pH gástrico está elevado, como acontece com os inibidores da bomba de protões. Embora o impacto clínico seja variável, a redução da absorção pode comprometer a profilaxia ou o tratamento antimalárico ou o uso em doenças autoimunes. Recomenda-se separar a administração (por exemplo, omeprazol em jejum e cloroquina em horário afastado), garantir a adesão e monitorizar a resposta clínica; em doentes com falência terapêutica inexplicada, reavaliar a associação.
Omeprazol + cloroquina: o pH elevado pode reduzir a absorção da cloroquina. Monitorizar a resposta e separar a toma.
Menor solubilidade da Cloroquina em pH mais alto.
Resposta ao tratamento.
Falência terapêutica da malária.
Considerar alternativa e monitorizar a resposta clínica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
A associação de Fenitoína com Omeprazol pode aumentar as concentrações de Fenitoína e provocar toxicidade.
A fenitoína é metabolizada no fígado, em parte pelo CYP2C19, a mesma enzima que o omeprazol inibe. A coadministração pode aumentar as concentrações de fenitoína e precipitar toxicidade (nistagmo, ataxia, sedação, disartria), sobretudo no início do IBP ou com doses elevadas. Recomenda-se monitorizar os níveis séricos de fenitoína e os sinais de toxicidade ao iniciar ou suspender o omeprazol, ajustando a dose conforme necessário. Em doentes epiléticos com controlo estável, preferir, se possível, um IBP com menor potencial de interação.
Fenitoína + omeprazol: o IBP pode aumentar os níveis de fenitoína (inibição do CYP2C19). Monitorizar níveis e sinais de toxicidade.
O Omeprazol é um inibidor do CYP2C19, via envolvida no metabolismo da Fenitoína, podendo elevar os seus níveis.
Vigiar nistagmo, ataxia e sedação após início do Omeprazol.
Nistagmo, ataxia ou sedação após início do Omeprazol exigem doseamento e ajuste.
Monitorizar os sinais de toxicidade da Fenitoína e os níveis séricos, ajustando a dose se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O omeprazol pode aumentar ligeiramente o efeito da varfarina, com risco de elevação do INR.
O omeprazol é um inibidor do CYP2C19, enzima que participa no metabolismo do R-warfarin; a inibição pode reduzir a clearance da warfarina e elevar o INR, embora o efeito seja geralmente modesto e variável entre doentes. Outros inibidores da bomba de protões com menos afinidade pelo CYP2C19 (ex.: pantoprazol) são por vezes preferidos em doentes anticoagulados. Recomenda-se monitorizar o INR quando se inicia ou suspende o omeprazol, sobretudo em doentes com INR limítrofe ou polimorfismos genéticos relevantes, e ajustar a dose conforme necessário.
O omeprazol inibe o CYP2C19 e pode aumentar ligeiramente o INR (habitualmente modesto, mas relevante em doentes sensíveis). Monitorizar o INR ao iniciar o IBP.
O omeprazol inibe o CYP2C19 e pode alterar o metabolismo da varfarina (isómero R).
Monitorizar INR com maior frequência.
Hemorragia por INR supraterapêutico.
Monitorizar o INR ao iniciar ou suspender o omeprazol.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6ea9a6f3-b756-4cdf-b3db-f666a2c17d66 ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Omeprazol reduz a absorção do Itraconazol por aumentar o pH gástrico, comprometendo a eficácia.
As cápsulas de itraconazol necessitam de um meio gástrico ácido para dissolver e absorver o fármaco; o omeprazol, ao elevar o pH, reduz as concentrações plasmáticas do itraconazol e pode comprometer o tratamento ou a profilaxia antifúngica. Recomenda-se separar a administração (o itraconazol com uma refeição e o IBP em jejum) e, em alternativa, usar a solução oral de itraconazol, menos dependente do pH gástrico. Monitorizar a resposta clínica e, quando disponível, a concentração do antifúngico.
Itraconazol (cápsulas) + omeprazol: a absorção depende de pH ácido e é reduzida pelos IBP. Separar a toma e considerar a solução oral.
A absorção pH-dependente: a supressão ácida reduz a dissolução do itraconazol no estômago.
Resposta clínica ao antifúngico.
Persistência da infeção fúngica.
Separar as tomas, evolit omeprazol por um antiácido de ação curta fora da janela de absorção, ou usar outra classe.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Itraconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a4d555fa-787c-40fb-bb7d-b0d4f7318fd0 ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Os alimentos podem atrasar a absorção do omeprazol; a toma antes do pequeno-almoço otimiza a supressão ácida.
Tomar 30–60 minutos antes do pequeno-almoço.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Omeprazol: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1509/smpc
O uso prolongado de omeprazol pode causar hipomagnesemia sintomática.
Vigiar o magnésio sérico em tratamentos prolongados (> 1 ano), sobretudo com diuréticos ou digoxina.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Omeprazol: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1509/smpc
O uso prolongado de inibidores da bomba de protões está associado a aumento do risco de fraturas.
Usar a menor dose e duração eficazes; considerar suplementação de cálcio/vitamina D quando indicado.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Omeprazol: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1509/smpc
O omeprazol é amplamente usado na gravidez (refluxo/pirose); a evidência disponível não indica risco aumentado de malformações.
Pode ser usado em todos os trimestres quando indicado.
Excretado no leite em pequenas quantidades; compatível com o aleitamento.
Sem contraceção adicional específica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Omeprazol: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1509/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Inibidor da bomba de protões: o efeito antissecretor começa dentro de uma hora, com máximo em duas horas; a inibição é de cerca de 50% do máximo às 24 horas e pode durar até 72 horas, devido à ligação prolongada à bomba H+/K+-ATPase. Após a suspensão, a secreção ácida regressa gradualmente em 3 a 5 dias.
Inibe especificamente o sistema enzimático H+/K+-ATPase (bomba de protões) na superfície secretora da célula parietal gástrica, bloqueando o passo final da produção de ácido; o efeito é dependente da dose e inibe a secreção ácida basal e estimulada, qualquer que seja o estímulo.
A absorção começa apenas depois de os grânulos com revestimento entérico saírem do estômago; o pico plasmático ocorre 0,5 a 3,5 horas após a toma. A biodisponibilidade absoluta é de cerca de 30 a 40% (20 a 40 mg), devido sobretudo ao efeito de primeira passagem. A ligação às proteínas plasmáticas é de cerca de 95%.
É extensamente metabolizado no fígado pelo citocromo P450: a maior parte depende do CYP2C19 (formação do hidroxiomeprazol) e o restante do CYP3A4 (formação da sulfona do omeprazol). Cerca de 77% da dose é eliminada na urina como, pelo menos, seis metabolitos; o restante é recuperado nas fezes (excreção biliar significativa).
A semivida plasmática em indivíduos saudáveis é de 0,5 a 1 hora; em doentes com doença hepática crónica prolonga-se para cerca de 3 horas. A semivida curta contrasta com a duração prolongada do efeito antissecretor.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.