O metotrexato é um medicamento usado em doses baixas e semanais para tratar doenças inflamatórias (como artrite reumatoide e psoríase) e em doses mais altas no tratamento de alguns cancros. Em doses baixas toma-se uma vez por semana — confundir com a toma diária é um erro grave e perigoso.
Também conhecido como: Methotrexate, metotrexato
Leflunomida + metotrexato: risco acrescido de hepatotoxicidade e mielossupressão.
O rótulo da leflunomida refere que "para doentes com risco elevado de hepatotoxicidade associada à leflunomida (ex.: doentes a tomar metotrexato concomitante)" ou de mielossupressão "a dose recomendada de leflunomida é 20 mg uma vez ao dia sem dose de carga" e que, se administrados em conjunto, "seguir as diretrizes do American College of Rheumatology (ACR) para monitorizar a toxicidade hepática do metotrexato com ALT, AST e albumina sérica". Ambos os fármacos são imunomoduladores usados na artrite reumatoide, frequentemente em associação, e ambos têm potencial de hepatotoxicidade e mielotoxicidade. Monitorizar ALT, AST e albumina mensalmente durante os primeiros 6 meses, depois trimestralmente; hemograma completo com fórmula mensal; suspender se ALT > 3× LSN ou sinais de mielossupressão. A leflunomida não deve ser iniciada com dose de carga (100 mg × 3 dias) quando usada com metotrexato; usar 20 mg/dia desde o início.
Leflunomida + metotrexato: toxicidade hepática e medular aditiva na artrite reumatoide. Monitorizar ALT, AST e hemograma; usar sem dose de carga da leflunomida.
Efeitos tóxicos aditivos sobre o fígado e a medula óssea.
Transaminases e hemograma mensais; função renal.
Icterícia, febre, infeções, úlceras orais.
A associação só em contexto especializado, com monitorização apertada de transaminases e hemograma.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Leflunomida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=fc044417-cd9a-42f6-8a3d-a14e7c2f81a2 ; rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757d6cef-6696-7a1c-8074-01258aaa8bdd — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
AINE + metotrexato: redução da depuração renal e aumento da toxicidade do MTX.
O metotrexato é eliminado maioritariamente por secreção tubular renal; os AINEs reduzem essa excreção (por competição e por redução do fluxo renal) e podem aumentar as concentrações do metotrexato e o risco de mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. Com doses altas de metotrexato (quimioterapia) a associação é contraindicada; com doses baixas (artrite reumatoide, psoríase) deve usar-se com precaução, vigiando hemograma, função renal e mucosite, sobretudo em idosos.
Ibuprofeno + metotrexato: o AINE reduz a depuração renal do metotrexato, com risco de mielossupressão e toxicidade grave. Evitar com doses altas; vigiar de perto com doses baixas.
Os AINE inibem a excreção renal do metotrexato, elevando as suas concentrações séricas.
Hemograma e função renal; sinais clínicos de toxicidade do MTX.
Úlceras orais, mielossupressão, hepatotoxicidade.
Evitar AINE em doentes em metotrexato; se necessário, preferir paracetamol e monitorizar.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757d6cef-6696-7a1c-8074-01258aaa8bdd ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Antimalárico + antimetabolito: ambos afetam hemograma. Risco aditivo de mielossupressão.
Ambos podem causar mielossupressão. A combinação aumenta o risco de pancitopopenia, especialmente em doses altas de metotrexato.
Hemograma, sinais de infeção.
Pancitopopenia.
Monitorizar hemograma semanalmente durante tratamento concomitante.
drugs.com
Aspirina + metotrexato: possível aumento da toxicidade do metotrexato (depuração renal).
Os salicilatos (incluindo a aspirina em doses analgésicas) reduzem a secreção tubular renal do metotrexato e deslocam-no das proteínas plasmáticas, aumentando a sua fração livre e a exposição sistémica. O QUADRO 2 do Anexo 7 regista o metotrexato entre os fármacos cuja toxicidade é aumentada pelos salicilatos e pelos AINEs. A consequência clínica é a mielossupressão (pancitopenia), mucosite, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade, sobretudo com metotrexato em doses altas (oncologia) ou na insuficiência renal. Na artrite reumatoide, doses baixas e estáveis de metotrexato com aspirina em dose antiagregante exigem monitorização periódica de hemograma e função renal; doses analgésicas devem ser evitadas. Durante esquemas de metotrexato em dose alta, os AINEs e salicilatos devem ser suspensos e a hidratação alcalina mantida.
Metotrexato + aspirina: os salicilatos reduzem a excreção renal e deslocam o metotrexato — risco de mielossupressão e nefrotoxicidade; evitar em doses altas de metotrexato.
A aspirina (sobretudo em doses AINE) pode reduzir a depuração renal do metotrexato.
Hemograma e função renal em terapêuticas prolongadas.
Úlceras orais, sinais de mielossupressão.
Preferir paracetamol quando possível; monitorizar hemograma se a associação for necessária.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 7, QUADRO 2 (Salicilatos)
Metotrexato + diclofenac: os AINEs reduzem a excreção renal do metotrexato, aumentando a sua toxicidade (em especial com doses anticancerosas) (QUADRO 2).
Os AINEs, incluindo o diclofenac, inibem a secreção tubular renal de ácidos orgânicos e podem reduzir o clearance do metotrexato, além de causarem redução do fluxo renal em doentes suscetíveis: ambos os mecanismos aumentam a exposição ao metotrexato. O QUADRO 2 do Anexo 7 regista a associação dos AINEs com o metotrexato como de risco acrescido de mielossupressão e nefrotoxicidade. A interação é mais perigosa com metotrexato em doses altas, na insuficiência renal, na desidratação e nos idosos. Na prática, os AINEs devem ser evitados durante a terapêutica com metotrexato; quando o alívio analgésico é necessário, preferir paracetamol. Se a associação for inevitável, monitorizar hemograma, função renal e sinais de mucosite, e garantir hidratação adequada.
Metotrexato + diclofenac: os AINEs reduzem a excreção renal do metotrexato — risco de pancitopenia e insuficiência renal; evitar, sobretudo em doses altas.
Os AINEs inibem as prostaglandinas e reduzem a excreção renal do metotrexato — possível aumento da toxicidade, em especial com doses anticancerosas (QUADRO 2, AINEs: "Metotrexato: possível aumento da toxicidade do metotrexato (em especial com doses anticancerosas)").
Monitorizar hemograma e função renal durante a associação.
Pancitopenia, mucosite, insuficiência renal em doente com metotrexato + diclofenac.
Evitar AINEs em doentes em metotrexato; se inevitável, monitorizar de perto.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 7, QUADRO 2 (AINEs)
Fluoroquinolona + metotrexato: possível aumento da toxicidade do metotrexato.
O metotrexato é eliminado maioritariamente por secreção tubular renal, e as penicilinas e, sobretudo, os AINEs e alguns antibióticos como a ciprofloxacina podem reduzir essa depuração (por competição no túbulo renal), aumentando as concentrações do metotrexato e o risco de mielossupressão, mucosite e nefrotoxicidade. O risco é maior com doses elevadas de metotrexato (quimioterapia) — onde a associação deve ser evitada — e com doses baixas (artrite reumatoide) deve vigiar-se hemograma, função renal e mucosite, sobretudo em idosos.
Ciprofloxacina + metotrexato: o antibiótico pode reduzir a depuração renal do metotrexato e aumentar a toxicidade. Vigiar de perto.
A ciprofloxacina pode reduzir a depuração renal do metotrexato, elevando as suas concentrações.
Hemograma e função renal durante a antibioterapia.
Mielossupressão: febre, úlceras orais, infeções.
Usar com precaução e monitorizar hemograma e função renal.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757d6cef-6696-7a1c-8074-01258aaa8bdd ; rótulo aprovado Ciprofloxacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c527d138-e32c-418f-9573-a3d8a796279f — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Antifólico + antagonista do folato: o cotrimoxazol potencia a toxicidade do metotrexato.
O rótulo do cotrimoxazol recomenda evitar o uso concomitante com metotrexato: as sulfonamidas podem deslocar o metotrexato da ligação às proteínas plasmáticas e competir com o transporte renal do metotrexato, aumentando as concentrações de metotrexato livre; além disso, o trimetoprim é um antifolato (inibidor da dihidrofolato redutase) que soma o seu efeito ao do metotrexato, e o rótulo do metotrexato lista as sulfonamidas entre os fármacos a evitar. O risco de mielossupressão, mucosite e toxicidade hematológica é particularmente relevante com doses altas de metotrexato (quimioterapia); mesmo com doses baixas (artrite reumatoide), evitar ou, se inevitável, vigiar de perto o hemograma, a função renal e a mucosite.
Cotrimoxazol + metotrexato: evitar a associação — antifolato aditivo, deslocamento proteico e competição renal com risco de mielossupressão.
O trimetoprim inibe a diidrofolato-redutase e reduz a depuração renal do metotrexato, com risco de mielossupressão grave.
Hemograma e função renal; reavaliar dose de metotrexato.
Febre, infeções, úlceras orais, anemia, leucopenia, trombocitopenia.
Evitar a associação quando possível; se inevitável, monitorizar hemograma e função renal com frequência.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757d6cef-6696-7a1c-8074-01258aaa8bdd ; rótulo aprovado Cotrimoxazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=08500fcb-dbec-4ac2-91c3-189d27907ec0 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A benzilpenicilina-benzatina pode aumentar as concentrações plasmáticas de metotrexato, com risco de toxicidade acrescida (mielossupressão, hepatotoxicidade).
O rótulo do metotrexato identifica as penicilinas entre os fármacos que podem aumentar as concentrações plasmáticas de metotrexato: as penicilinas inibem a secreção tubular renal do metotrexato, reduzindo a sua depuração e elevando os níveis, com risco de toxicidade (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade, nefrotoxicidade) — sobretudo com doses altas de metotrexato ou em doentes com função renal comprometida e desidratação. Em doentes a receber metotrexato e benzilpenicilina-benzatina, monitorizar a função renal e os sinais de toxicidade do metotrexato, e considerar a medição dos níveis séricos quando clinicamente indicado.
Benzilpenicilina + metotrexato: as penicilinas reduzem a depuração renal do metotrexato — risco de toxicidade.
As penicilinas orais ou intravenosas estão listadas no rótulo do metotrexato entre os fármacos que podem aumentar a exposição ao metotrexato (possível redução da secreção tubular renal do metotrexato e deslocamento da ligação proteica).
Hemograma (mielossupressão), função hepática e renal, sinais de mucosite, estomatite ou hemorragia.
Toxicidade hematológica ou hepática, pancitopenia, mucosite grave.
Monitorizar de perto os sinais de toxicidade do metotrexato quando a associação não puder ser evitada; considerar ajuste de dose do metotrexato.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Metotrexato (secção 7.1 Effects of Other Drugs on Methotrexate): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=04a95db9-a124-4b97-bd71-1c37a6b3b0c8 ; rótulo aprovado Bicillin L-A: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=012d46f1-d0a0-4676-a879-cd320297ab16
Acitretina + Metotrexato é CONTRAINDICADO: risco aumentado de hepatite com a combinação.
O rótulo da acitretina é explícito: foi reportado um risco aumentado de hepatite com o uso combinado de metotrexato e etretinato (o precursor da acitretina) e, consequentemente, a combinação de metotrexato com acitretina está contraindicada. Ambos os fármacos são hepatotóxicos potenciais e o risco de lesão hepática é aditivo. Na psoríase grave, se o metotrexato for uma opção, a acitretina não deve ser usada em conjunto; considerar monoterapia ou alternativa (ex.: fototerapia, biológicos) e vigiar a função hepática em qualquer exposição acidental.
Acitretina + metotrexato: CONTRAINDICADO — risco aumentado de hepatite com a combinação.
Foi reportado um risco aumentado de hepatite com o uso combinado de metotrexato e etretinato (precursor da acitretina); consequentemente, a combinação de metotrexato com acitretina está contraindicada.
Vigiar função hepática se houver exposição acidental.
Icterícia, elevação das transaminases ou sinais de hepatite.
Não utilizar a associação. Escolher alternativa terapêutica para a psoríase.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Acitretina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a6546625-acb8-460e-b34e-f795bfb3680a ; rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=04a95db9-a124-4b97-bd71-1c37a6b3b0c8
Metotrexato + amoxicilina: as penicilinas podem reduzir a excreção renal do metotrexato e aumentar a sua toxicidade.
O prontuário documenta para o metotrexato "penicilinas (excreção reduzida)" entre as interações relevantes. As penicilinas competem com o metotrexato pela secreção tubular renal, reduzindo a sua eliminação e elevando os níveis plasmáticos, com risco de toxicidade (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade). A associação é clinicamente relevante em doentes com doses altas de metotrexato ou função renal limítrofe. Se a antibioterapia com amoxicilina for necessária, vigiar o hemograma e sinais de mucosite, considerar a monitorização dos níveis de metotrexato em esquemas de dose alta e reforçar a hidratação. Qualquer febre, neutropenia ou úlceras orais deve levar a avaliação imediata.
Metotrexato + amoxicilina: vigiar a toxicidade do metotrexato — as penicilinas reduzem a sua excreção renal.
O prontuário documenta para o metotrexato: "Interac.: AINEs (excreção reduzida); penicilinas (excreção reduzida); fenitoína (toxicidade aumentada); ciclosporina (toxicidade aumentada); probenecida (excreção reduzida)". As penicilinas competem com o metotrexato pela secreção tubular renal, reduzindo a sua eliminação e aumentando os níveis plasmáticos.
Hemograma, função renal e sinais de mucosite/úlceras orais durante a associação.
Febre, neutropenia, mucosite, hematúria ou queda súbita da função renal durante a associação.
Vigiar sinais de toxicidade do metotrexato (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade) durante antibioterapia com penicilinas; considerar monitorização dos níveis de metotrexato em doses altas.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=04a95db9-a124-4b97-bd71-1c37a6b3b0c8 ; rótulo aprovado Amoxicilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=57e56202-950b-10f6-e063-6394a90a4912 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Metotrexato, 16.1.3
Metotrexato + fenitoína: risco de toxicidade aumentada do metotrexato (e possivelmente redução dos níveis de fenitoína).
O prontuário documenta para o metotrexato "fenitoína (toxicidade aumentada)". A fenitoína é altamente ligada a proteínas plasmáticas e a associação envolve deslocação proteica e alterações metabólicas que podem aumentar a toxicidade do metotrexato; em sentido inverso, o metotrexato pode alterar os níveis de fenitoína. A associação é relevante em doentes oncológicos com epilepsia concomitante. Vigiar sinais de toxicidade do metotrexato (mielossupressão, mucosite) e, se aplicável, os níveis séricos de fenitoína; qualquer ataxia, nistagmo ou sintomas neurológicos deve levar a avaliação. Considerar alternativa anticonvulsivante quando o controlo da epilepsia o permitir.
Metotrexato + fenitoína: vigiar a toxicidade do metotrexato e os níveis de fenitoína — risco de toxicidade aumentada.
O prontuário documenta: "fenitoína (toxicidade aumentada)" para o metotrexato. A fenitoína é altamente ligada a proteínas e a interação envolve deslocação e alterações do metabolismo — o rótulo do metotrexato lista a fenitoína entre os fármacos com os quais a associação deve ser vigiada.
Hemograma e vigilância clínica de efeitos adversos durante a associação.
Febre, neutropenia, mucosite ou sinais de intoxicação por fenitoína (nistagmo, ataxia).
Vigiar sinais de toxicidade do metotrexato (mielossupressão, mucosite) e, se aplicável, níveis de fenitoína.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=04a95db9-a124-4b97-bd71-1c37a6b3b0c8 ; rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3580e6a8-f7c3-44a0-a1eb-2a84ae589d21 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Metotrexato, 16.1.3
AINE injectável + antimetabolito: clearance renal do metotrexato reduzido. Risco de toxicidade.
O ketorolaco reduz o fluxo sanguíneo renal e a secreção tubular do metotrexato, aumentando os níveis séricos e prolongando a meia-vida.
Hemograma, níveis de metotrexato.
Pancitopenia, mucosite.
Evitar combinação durante tratamento com doses altas de metotrexato. Se necessário, monitorizar hemograma e níveis de metotrexato.
DailyMed/FDA — rótulo aprovado Ketorolaco: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0749f61d-12e6-4280-8f41-bd4df81e7ae6
AINE + antimetabolito: clearance renal do metotrexato reduzido. Risco de toxicidade (mielossupressão, mucosite).
A indometacina reduz o fluxo sanguíneo renal e a secreção tubular do metotrexato, que é maioritariamente excretado por via renal (80-90% inalterado). A redução da clearance pode aumentar os níveis de metotrexato em 20-50%, dependendo da dose e função renal. O metotrexato em doses elevadas (>100 mg/m²) é especialmente perigoso com AINE — o risco de pancitopenia, mucosite grave e hepatotoxicidade aumenta significativamente. Em doses baixas (10-25 mg/semana para artrite), o risco é menor mas permanece relevante. Monitorizar hemograma (leucócitos, plaquetas) e enzimas hepáticas.
AINE potente + antimetabolito: clearance renal do metotrexato reduzido. Risco de toxicidade (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade).
A indometacina reduz o fluxo sanguíneo renal e a secreção tubular do metotrexato, aumentando os níveis séricos. Risco de pancitopenia e mucosite.
Hemograma, níveis de metotrexato, sinais de mucosite.
Pancitopenia, mucosite grave, neutrófilos <500/mm³.
Evitar AINE durante tratamento com doses altas de metotrexato. Se necessário, monitorizar hemograma semanalmente e níveis de metotrexato.
DailyMed/FDA — rótulo aprovado Indometacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d2997707-1541-4f5d-8c8d-70b0a13be8b2
AINE + antimetabolito: clearance renal do metotrexato pode ser reduzido.
A nimesulida pode reduzir a secreção tubular do metotrexato. O efeito é menor que com AINE não selectivos, mas clinicamente relevante em doses altas de metotrexato.
Hemograma, níveis de metotrexato.
Pancitopenia, mucosite.
Evitar AINE durante tratamento com doses altas de metotrexato. Se necessário, monitorizar hemograma.
Prontuário Terapêutico; EMC-EMC Portugal — Nimesulida
ISRS + antimetabolito: ISRS pode reduzir clearance renal do metotrexato.
Alguns ISRS podem reduzir a secreção tubular do metotrexato, aumentando os níveis. O efeito é menor que com AINE, mas clinicamente relevante em doses altas de metotrexato (>15 mg/semana). Monitorizar hemograma se tratamento concomitante. Em doses baixas de metotrexato (7,5-15 mg/semana para artrite reumatoide), o risco é menor.
ISRS + antimetabolito: ISRS pode reduzir clearance renal do metotrexato. Risco de pancitopenia.
Alguns ISRS podem reduzir a secreção tubular do metotrexato. O efeito é menor que com AINE.
Hemograma.
Pancitopenia.
Monitorizar hemograma se tratamento concomitante.
DailyMed/FDA
A toma com alimentos reduz as náuseas associadas ao metotrexato.
Tomar com alimentos para melhorar a tolerância gastrointestinal.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metotrexato: https://www.medicines.org.uk/emc/product/511/smpc
O álcool potencia a hepatotoxicidade do metotrexato.
Evitar álcool durante o tratamento (risco hepático aditivo).
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metotrexato: https://www.medicines.org.uk/emc/product/511/smpc
O álcool adiciona hepatotoxicidade à do metotrexato.
Aconselhar abstinência alcoólica durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metotrexato: https://www.medicines.org.uk/emc/product/511/smpc
O metotrexato é excretado por via renal; a insuficiência renal grave eleva a toxicidade.
Contraindicado em insuficiência renal grave; ajustar dose na insuficiência moderada.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metotrexato: https://www.medicines.org.uk/emc/product/511/smpc
O metotrexato é hepatotóxico e pode agravar doença hepática ativa.
Contraindicado em doença hepática ativa; monitorizar transaminases na terapêutica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metotrexato: https://www.medicines.org.uk/emc/product/511/smpc
O metotrexato é teratogénico e abortivo; está contraindicado na gravidez e na conceção planeada.
Contraindicado; usar contraceção eficaz durante e até 3-6 meses após o tratamento (homens: 3 meses).
Contraindicado na amamentação.
Contraceção eficaz obrigatória durante e até 3-6 meses após a terapêutica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Metotrexato: https://www.medicines.org.uk/emc/product/511/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antagonista do ácido fólico com efeitos antiproliferativo e imunomodulador: inibe a di-hidrofolato redutase, bloqueando a síntese de timidilato e de purinas, essenciais para a replicação do ADN e a proliferação celular. Em doses baixas semanais (doenças inflamatórias) o efeito anti-inflamatório relaciona-se também com o aumento da adenosina extracelular.
O metotrexato liga-se e inibe competitivamente a di-hidrofolato redutase (DHFR), esgotando o folato reduzido intracelular e bloqueando a síntese de timidilato e purinas. A leucovorina (ácido folínico) contorna este bloqueio — daí o seu uso como resgate após doses altas.
Em doses ≤30 mg/m2, a biodisponibilidade média é de ~60%, com picos plasmáticos 0,75–6 horas após administração oral; os alimentos atrasam a absorção e reduzem o pico. O metotrexato liga-se às proteínas séricas em ~50% e não penetra a barreira hematoencefálica nas concentrações recomendadas. Pode haver recirculação entero-hepática.
O metotrexato é parcialmente metabolizado pela flora intestinal após administração oral e, principalmente, metabolizado no fígado e intracelularmente em formas poliglutamadas ativas (que podem reconverter-se em metotrexato). Sofre também metabolismo menor em 7-hidroximetotrexato ativo. A excreção é predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular ativa); a excreção biliar representa ≤10%.
A semivida de eliminação é de ~3–10 horas. Pequenas quantidades de poliglutamatos podem permanecer nos tecidos durante períodos prolongados — a retenção e a ação prolongada destes metabolitos ativos variam entre células, tecidos e tumores. A semivida aumenta com a gravidade da insuficiência renal.
Como este fármaco se relaciona com enzimas e transportadores (CYP450, COX, P-gp, MAO e outros). Cada papel tem ligação ao perfil do alvo.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.