O alprazolam é uma benzodiazepina usada no tratamento de curta duração da ansiedade generalizada e das crises de pânico. É eficaz, mas pode causar dependência, sonolência e comprometer a condução — usar na menor dose e pelo menor tempo possível.
Também conhecido como: Xanax
A associação de Alprazolam com Claritromicina aumenta as concentrações de Alprazolam, com risco de sedação excessiva.
O alprazolam é metabolizado pelo CYP3A4; a claritromicina, inibidora potente desta enzima, pode aumentar as suas concentrações e potenciar a sedação, a ataxia e o risco de depressão respiratória, sobretudo em idosos e em doentes com doença respiratória ou hepática. Recomenda-se reduzir a dose de alprazolam (até 50%) durante a associação, evitar em doentes com apneia do sono ou DPOC grave e vigiar sedação; preferir um antibiótico sem interação (ex.: azitromicina, que tem menor efeito) quando possível.
Alprazolam + claritromicina: a claritromicina inibe o CYP3A4 e pode duplicar os níveis de alprazolam, com sedação e depressão respiratória. Vigiar e reduzir a dose de alprazolam.
A Claritromicina, inibidora do CYP3A4, reduz o metabolismo do Alprazolam, elevando os seus níveis séricos.
Vigiar sedação e depressão do sistema nervoso central.
Sedação marcada ou confusão exigem redução de dose e reavaliação.
Considerar reduzir a dose de Alprazolam durante o uso de Claritromicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Alprazolam com Cetoconazol aumenta as concentrações de Alprazolam, com risco de sedação excessiva.
O alprazolam é metabolizado pelo CYP3A4, e o cetoconazol é um inibidor potente desta enzima, podendo aumentar marcadamente as concentrações da benzodiazepina e os seus efeitos (sedação, sonolência, ataxia, depressão respiratória), sobretudo em idosos. O rótulo do cetoconazol considera a coadministração com alprazolam (tal como midazolam e triazolam orais) contraindicada, porque a elevação das concentrações pode potenciar e prolongar os efeitos hipnóticos e sedativos. Não associar; considerar uma benzodiazepina ou ansiolítico alternativo não metabolizado pelo CYP3A4.
Alprazolam + cetoconazol: o azol inibe o CYP3A4 e pode aumentar muito os níveis do alprazolam, com sedação e depressão respiratória. Contraindicado (rótulo do cetoconazol).
O Cetoconazol, inibidor do CYP3A4, reduz o metabolismo do Alprazolam, elevando os seus níveis.
Sedação marcada, confusão ou depressão respiratória exigem intervenção imediata.
Sedação marcada ou depressão respiratória exigem intervenção imediata.
Reduzir a dose de Alprazolam ou evitar a associação; monitorizar a sedação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f ; rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de morfina com alprazolam aumenta o risco de sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte.
A morfina e o alprazolam deprimem o sistema nervoso central e o centro respiratório por mecanismos complementares (agonismo dos recetores opioides mu e potenciação do GABA no recetor GABA-A). A FDA emitiu um aviso em caixa (boxed warning) para a associação de opioides com benzodiazepinas: uma fração substancial das mortes por overdose envolve os dois grupos em simultâneo. Sempre que possível, evitar a coadministração; se for clinicamente inevitável, usar as menores doses eficazes pelo menor tempo, informar o doente e os familiares e vigiar a sedação, a frequência respiratória e a saturação de oxigénio. Deve estar disponível naloxona quando o opioide é usado em dose relevante.
Benzodiazepina + opioide: depressão aditiva do SNC e da respiração, com risco de sedação profunda, coma e morte. Evitar a associação; se inevitável, usar as menores doses eficazes e vigiar de perto a sedação e a respiração.
Efeito aditivo de opioides e benzodiazepinas na depressão do sistema nervoso central e da respiração.
Frequência respiratória, saturação de oxigénio, nível de sedação e pupilas.
Depressão respiratória (frequência < 10/min), sedação profunda ou coma exigem avaliação urgente e reversão com naloxona.
Evitar a associação sempre que possível; se inevitável, usar as menores doses eficazes e vigiar de perto.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Morfina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=57ee014e-744e-65e1-e063-6394a90a8c93 ; rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A codeína com alprazolam aumenta o risco de sedação, depressão respiratória e morte; em crianças a codeína é contraindicada.
A codeína é convertida em morfina pelo CYP2D6 e, com o alprazolam, os dois fármacos somam os seus efeitos depressores do sistema nervoso central e da respiração, com risco de sedação profunda, coma e morte — o mesmo aviso em caixa da FDA que se aplica a todos os opioides com benzodiazepinas. Nos metabolizadores ultrarrápidos do CYP2D6, a conversão em morfina é exagerada e o risco aumenta ainda mais; por isso a codeína é contraindicada em crianças e deve ser evitada durante a amamentação. A gestão é igual à dos restantes opioides: evitar a associação sempre que possível, e se inevitável, doses mínimas, duração curta e vigilância da sedação, frequência respiratória e saturação de oxigénio.
Benzodiazepina + opioide: depressão aditiva do SNC e da respiração. A codeína é um pró-fármaco da morfina (CYP2D6) e em crianças está contraindicada. Evitar; se inevitável, menores doses e vigilância apertada.
Efeito aditivo na depressão do SNC; a codeína é metabolizada a morfina pela CYP2D6 e a depressão central soma-se à benzodiazepina.
Ritmo respiratório, sedação, pupilas, sinais de toxicidade opioide.
Sedação profunda, bradipneia ou hipóxia exigem reversão urgente (naloxona).
Evitar a associação; se necessária, usar doses mínimas e vigiar o doente de perto.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Codeína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=4c966d73-77c6-4514-954e-57aa06a080c6 ; rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A hidromorfona com alprazolam potencia a depressão do SNC e da respiração, podendo ser fatal.
A hidromorfona é um opioide potente (agonista mu) e o alprazolam uma benzodiazepina: os efeitos depressores do sistema nervoso central e do centro respiratório somam-se, e o risco de sedação profunda, coma e morte por depressão respiratória é substancial — o motivo do aviso em caixa da FDA para opioides com benzodiazepinas. A associação deve ser evitada sempre que possível; se for clinicamente indispensável, usar as menores doses eficazes, limitar a duração, informar o doente e os familiares e vigiar a sedação, a frequência respiratória e a saturação de oxigénio, com naloxona disponível.
Benzodiazepina + opioide: depressão aditiva do SNC e da respiração, com risco de sedação profunda, coma e morte. Evitar; se inevitável, menores doses e vigilância apertada da respiração.
Ação aditiva opioide-benzodiazepina na depressão respiratória e do SNC.
Frequência respiratória, SpO2, sedação, diâmetro pupilar.
Bradipneia ou ausência de resposta ao estímulo exigem naloxona e suporte ventilatório.
Evitar a coadministração; se inevitável, reduzir doses e garantir supervisão.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Hidromorfona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=4c5c1cc8-c42b-46e3-ad68-8e22f57101f2 ; rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O sumo de toranja inibe o CYP3A4, enzima que metaboliza o alprazolam, podendo aumentar as suas concentrações e os efeitos sedativos.
Evitar o sumo de toranja durante o tratamento com alprazolam.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f
O álcool potencia a depressão do sistema nervoso central causada pelas benzodiazepinas, com risco de sedação excessiva e depressão respiratória.
Evitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f
As benzodiazepinas podem deprimir o centro respiratório, com risco aumentado em doença pulmonar grave (DPOC, apneia do sono).
Usar com precaução e considerar doses mais baixas em doentes com doença respiratória.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f
O alprazolam é metabolizado no fígado; a insuficiência hepática reduz a sua eliminação e aumenta o risco de acumulação.
Reduzir a dose e monitorizar sedação em doentes com insuficiência hepática.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f
As benzodiazepinas atravessam a placenta; o uso no 1.º trimestre associa-se a malformações e no 3.º trimestre a sedação neonatal e síndrome de abstinência.
Evitar no 1.º trimestre; usar apenas se o benefício superar claramente o risco no 2.º/3.º.
Presente no leite materno; evitar a amamentação ou o fármaco.
Não é necessária contraceção específica; a decisão deve ser individualizada.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Alprazolam: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0cf8b567-201b-44fa-8fd3-c74023aff44f
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Benzodiazepina (1,4-benzodiazepina). Os níveis plasmáticos aumentam proporcionalmente à dose (0,5 a 3 mg). Pico plasmático 1 a 2 horas após a toma; ligação às proteínas séricas de 80% (albumina na maioria). A semivida prolonga-se em idosos, obesos e doentes com doença hepática.
Exerce o efeito ansiolítico e antipânico por ligação ao local benzodiazepínico dos recetores GABA-A no cérebro, potenciando a inibição sináptica mediada por GABA.
Pico plasmático 1 a 2 horas após a administração oral; níveis proporcionais à dose no intervalo de 0,5 a 3 mg. As concentrações podem ser reduzidas até 50% nos fumadores.
Extensamente metabolizado, principalmente pelo CYP3A4, em dois metabolitos ativos (4-hidroxialprazolam e α-hidroxialprazolam), que circulam em concentrações inferiores a 4% do composto-mãe; as baixas concentrações e potências indicam contribuição reduzida para o efeito. Excreção principalmente urinária. Inibidores do CYP3A4 (cetoconazol, itraconazol, nefazodona, fluvoxamina, eritromicina) aumentam a AUC.
Semivida plasmática média de cerca de 11,2 horas (6,3 a 26,9) em adultos saudáveis; 16,3 horas em idosos; 21,8 horas em obesos; 19,7 horas em doentes com doença hepática alcoólica. Indutores do CYP3A4 (ex.: carbamazepina) encurtam a semivida.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.