A prednisolona é um corticoide usado para reduzir a inflamação em muitas doenças, como asma, alergias, doenças reumáticas e intestinais. É tomado por via oral, geralmente de manhã, e a dose é reduzida gradualmente no fim do tratamento.
Risco hemorrágico gastrointestinal acrescido pela associação de um corticosteroide (Prednisolona) com um AINE.
Os AINEs, como o diclofenac, aumentam o risco de eventos gastrointestinais graves (hemorragia, ulceração e perfuração), e o rótulo do diclofenac identifica o uso concomitante de corticosteroides orais como fator que aumenta o risco de hemorragia GI. A prednisolona, por seu lado, tem a precaução de uso com cautela em doentes com úlcera péptica ativa ou latente. Em conjunto, o risco de úlcera, hemorragia e perfuração digestiva aumenta de forma aditiva, sobretudo em idosos, com história de úlcera/hemorragia ou em tratamentos prolongados. Considerar gastroproteção (inibidor da bomba de protões) nos doentes de risco, usar a menor dose eficaz de cada fármaco e vigiar sintomas digestivos.
Diclofenac + prednisolona: risco aditivo de úlcera e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção nos doentes de risco.
Efeitos lesivos na mucosa gástrica somados (redução de prostaglandinas protetoras).
Vigiar sintomas dispépticos e sangue oculto nas fezes.
Dor abdominal intensa, melena, hematemeses.
Considerar proteção gástrica (IBP) se a associação for inevitável; usar as menores doses eficazes pelo menor tempo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Diclofenac: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ddd2278b-70be-41ca-8a84-e3fe0f1a1561 ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee
A Rifampicina reduz os níveis de Prednisolona — menor efeito anti-inflamatório e imunossupressor.
A prednisolona é metabolizada pelo CYP3A4; a rifampicina induz esta enzima e pode reduzir as suas concentrações em 30–50%, atenuando o efeito anti-inflamatório/imunossupressor (relevante em doenças autoimunes, transplante e doenças respiratórias). Recomenda-se monitorizar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de prednisolona durante a associação, com redução após a suspensão da rifampicina.
Prednisolona + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de prednisolona (indução do CYP3A4), diminuindo o efeito do corticoide. Considerar ajuste de dose.
Indução do CYP3A4 que acelera a eliminação do corticosteroide.
Resposta clínica; sinais de exacerbação da doença de base.
Exacerbação da doença (asma, DPOC, doença autoimune).
Ajustar a dose com base na resposta; considerar reforço durante crises.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee
O Fluconazol pode aumentar os níveis de Prednisolona (inibição do metabolismo), com risco de efeitos corticosteróides aumentados.
A prednisolona é metabolizada em parte pelo CYP3A4, e o fluconazol é um inibidor do CYP3A4 (além do CYP2C9/2C19), podendo aumentar as concentrações do corticoide e os seus efeitos. Embora a interação seja menos documentada que com o voriconazol, aplica-se o mesmo princípio farmacológico: monitorizar sinais de excesso de corticoide (hiperglicemia, retenção de líquidos, hipertensão, aumento de peso, sintomas de síndrome de Cushing) durante a associação, sobretudo com doses elevadas ou tratamentos prolongados, e ajustar a dose da prednisolona se necessário.
Fluconazol + prednisolona: o azol pode inibir o CYP3A4 e aumentar a exposição ao corticoide. Vigiar sinais de excesso de corticoide.
Inibição do CYP3A4 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da prednisolona.
Glicemia, pressão arterial, sinais de Cushing iatrogénico.
Edema, hiperglicemia, fácies cushingoide.
Vigiar efeitos de corticoterapia (hiperglicemia, retenção hídrica); ajustar a dose do corticoide se sintomas de sobredosagem.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Risco hemorrágico gastrointestinal acrescido pela associação de corticoide com AINE.
A prednisolona, como os corticosteroides sistémicos, inibe a reparação da mucosa e pode mascarar sinais de perfuração; o ibuprofeno reduz as prostaglandinas gastroprotetoras e inibe a agregação plaquetária. Em conjunto, o risco de úlcera, hemorragia e perfuração digestiva aumenta, sobretudo em idosos, em doses altas e em terapêuticas prolongadas. Sempre que possível, usar a menor dose de corticoide pelo menor tempo, considerar gastroproteção (inibidor da bomba de protões) nos doentes de risco e vigiar sintomas digestivos e sinais de anemia.
Prednisolona + ibuprofeno: risco aditivo de úlcera péptica e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção, sobretudo em idosos.
Efeitos lesivos na mucosa gástrica somados (redução de prostaglandinas protetoras).
Vigiar sintomas dispépticos e sangue oculto nas fezes.
Dor abdominal intensa, melenas, hematemeses.
Considerar proteção gástrica (IBP) se a associação for inevitável; usar as menores doses eficazes.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee
Corticosteroide + tiazida: hipocaliemia e hiperglicemia aditivas.
A hidroclorotiazida pode causar hipocaliemia, e o rótulo indica explicitamente que a hipocaliemia pode desenvolver-se durante o uso concomitante de corticosteroides ou ACTH, com depleção eletrolítica intensificada, particularmente de potássio. A prednisolona, por seu lado, causa perda de potássio e alcalose hipocaliémica (listadas como perturbações hidroelectrolíticas no rótulo). A associação soma o risco de hipocaliemia, que pode provocar arritmias ventriculares ou sensibilizar o coração aos efeitos tóxicos dos digitálicos. Recomenda-se monitorizar os eletrólitos séricos, especialmente o potássio, e considerar suplementação de potássio.
Hidroclorotiazida + prednisolona: risco aditivo de hipocaliemia. Monitorizar potássio e considerar suplementação.
Ambos favorecem a perda de potássio e a elevação da glicemia.
Potássio, glicemia e tensão arterial.
Fraqueza, cãibras, poliúria, descompensação glicémica.
Monitorizar potássio e glicemia; ajustar terapêutica se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee ; rótulo aprovado Hidroclorotiazida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0789baef-3424-43ab-a3fb-4908172da565 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Os corticosteroides (como a prednisolona) podem aumentar o açúcar no sangue e reduzir o efeito da metformina. Vigie a glicemia durante o tratamento.
Os corticosteroides sistémicos aumentam a resistência à insulina e a produção hepática de glucose, antagonizando o efeito dos antidiabéticos — o Prontuário refere expressamente que os antidiabéticos antagonizam os efeitos hiperglicemiantes dos corticosteroides e que nos diabéticos estes só devem ser usados em caso de absoluta necessidade. Em corticoterapia prolongada ou em doses elevadas, a glicemia deve ser monitorizada e a terapêutica antidiabética ajustada (frequentemente é necessário aumentar a dose da metformina ou associar insulina).
Os glucocorticoides têm efeito hiperglicemiante e antagonizam os antidiabéticos; pode ser necessário ajustar a dose da metformina (ou acrescentar insulina) durante corticoterapia, com monitorização da glicemia.
Efeito hiperglicemiante dos glucocorticoides (aumento da resistência à insulina e da gluconeogénese).
Glicemia capilar; sintomas de hiperglicemia.
Sede, poliúria, fadiga, visão turva — hiperglicemia descompensada.
Monitorizar a glicemia (e HbA1c em uso prolongado) durante a corticoterapia; ajustar a dose da metformina conforme necessário e reduzir quando o corticoide for suspenso.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — secção 8.2.2 ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757b41c4-a0fe-4a09-8816-a4cdb7558f41 ; rótulo aprovado Metformina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=13b1e35f-d047-8ddc-e063-6394a90a24dd
Corticosteroide + anticoagulante: alteração do INR e risco hemorrágico.
A prednisolona, como os restantes corticosteroides, pode modificar a resposta à warfarina: a maioria dos relatos mostra redução do INR (por indução enzimática e retenção de fluidos com hemodiluição), mas existem casos de aumento do efeito, e a resposta é imprevisível. A interação é mais relevante em ciclos prolongados ou doses altas (ex.: doenças inflamatórias crónicas, transplante). Recomenda-se monitorizar o INR com frequência ao iniciar, ajustar e suspender a prednisolona e ajustar a dose de warfarina conforme o resultado, reavaliando o INR após a suspensão do corticosteroide.
Os corticosteroides podem alterar o efeito da warfarina (habitualmente redução do INR, mas variável). Monitorizar o INR ao iniciar, ajustar e suspender a prednisolona.
Os corticosteroides podem potenciar ou reduzir o efeito da varfarina (efeito variável sobre a hemostase e a mucosa GI).
INR periódico e sintomas digestivos.
Melena, hematemese, hemorragia.
Monitorizar INR após início/ajuste de corticosteroide; considerar gastroprotecção.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + diurético de ansa: risco de hipocaliemia aditiva.
A furosemida causa perda renal de potássio e alcalose hipoclorémica, e os corticosteroides, como a prednisolona, aumentam a excreção de potássio (retenção de sódio e água, perda de potássio, alcalose hipocaliémica — listadas como perturbações hidroelectrolíticas nos rótulos dos corticosteroides). A associação soma o risco de hipocaliemia, que pode precipitar arritmias, fraqueza muscular e piorar o controlo da insuficiência cardíaca. Recomenda-se monitorizar os eletrólitos séricos, especialmente potássio, e considerar suplementação de potássio ou um diurético poupador de potássio sob orientação.
Furosemida + prednisolona: risco aditivo de hipocaliemia e alcalose hipocaliémica. Monitorizar potássio e considerar suplementação.
Ambos aumentam a perda renal de potássio.
Potássio sérico e sintomas de hipocaliemia.
Fraqueza, cãibras, arritmias.
Monitorizar o potássio sérico; considerar suplementação se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + AINE: risco gastrointestinal (úlcera/hemorragia) aditivo.
Os AINEs, como o naproxeno, aumentam o risco de eventos gastrointestinais graves (hemorragia, ulceração e perfuração), com maior risco em idosos e em doentes com história de úlcera péptica ou hemorragia GI; o uso concomitante de corticosteroides orais é um fator reconhecido de aumento do risco de hemorragia GI nos rótulos dos AINEs. A prednisolona tem a precaução de uso com cautela em doentes com úlcera péptica ativa ou latente. Em conjunto, o risco de úlcera, hemorragia e perfuração digestiva aumenta de forma aditiva. Considerar gastroproteção (inibidor da bomba de protões) nos doentes de risco, usar a menor dose eficaz de cada fármaco e vigiar sintomas digestivos.
Naproxeno + prednisolona: risco aditivo de úlcera e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção nos doentes de risco.
Ambos enfraquecem a proteção da mucosa gástrica e aumentam o risco de úlcera e hemorragia GI.
Vigiar dispepsia, dor abdominal e sinais de hemorragia digestiva.
Dor abdominal, melena, hematemese.
Combinar apenas se necessário; considerar gastroprotecção e a menor dose eficaz de ambos.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Naproxeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=24d44eb6-921e-4150-a6b2-81f42ced32ab ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Voriconazol aumenta os níveis de Prednisolona (inibição do CYP3A4), com risco de efeitos corticosteróides aumentados.
O voriconazol inibe o CYP3A4, a enzima que metaboliza os corticosteroides, e o rótulo do voriconazol indica que essa inibição pode levar a excesso de corticoide e supressão adrenal, com síndrome de Cushing (com ou sem insuficiência adrenal subsequente) reportada em doentes a receber voriconazol concomitantemente com corticosteroides; recomenda monitorizar cuidadosamente a disfunção adrenal durante e após o tratamento com voriconazol, e instruir o doente para procurar cuidados médicos imediatos perante sinais de Cushing ou insuficiência adrenal (fadiga, hipotensão, hiperpigmentação, perda de peso). Considerar reduzir a dose do corticoide e vigiar os efeitos metabólicos (glicemia, retenção de líquidos).
Prednisolona + voriconazol: o azol inibe o CYP3A4 e pode causar excesso de corticoide, Cushing e supressão adrenal. Monitorizar de perto.
Inibição do CYP3A4 pelo voriconazol, reduzindo o metabolismo da prednisolona.
Glicemia, pressão arterial, sinais de Cushing iatrogénico.
Edema, hiperglicemia, fácies cushingoide.
Vigiar efeitos de corticoterapia; ajustar a dose do corticoide se sinais de sobredosagem.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O álcool pode aumentar o risco gastrointestinal.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Prednisolona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2427/smpc
A toma com alimentos reduz a irritação gástrica.
Tomar com alimentos ou leite, de preferência de manhã.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Prednisolona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2427/smpc
Os corticosteroides podem elevar a pressão intraocular.
Monitorizar pressão intraocular em terapêuticas prolongadas.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Prednisolona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2427/smpc
O uso prolongado de corticosteroides acelera a perda óssea.
Usar a menor dose/duração; considerar cálcio + vitamina D e vigiar densidade óssea.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Prednisolona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2427/smpc
Os corticosteroides elevam a glicemia.
Monitorizar glicemia e ajustar antidiabéticos durante a terapêutica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Prednisolona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2427/smpc
Os corticosteroides podem mascarar e agravar infeções, incluindo varicela grave.
Evitar em infeções sistémicas ativas sem antibioterapia; vacinação em dia antes de terapêutica prolongada.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Prednisolona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2427/smpc
Os corticosteroides aumentam a secreção ácida e a pepsina e, com os AINEs, o risco de úlcera e hemorragia digestiva.
Usar com precaução em doentes com úlcera péptica; considerar gastroprotecção e vigiar sinais de hemorragia digestiva.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — secção 8.2.2
Os corticosteroides estão contraindicados nas infeções fúngicas sistémicas e podem agravar infeções por vários agentes (virais, bacterianas, fúngicas, protozoárias).
Não usar corticosteroides em infeções fúngicas sistémicas; em terapêutica prolongada, vigiar o aparecimento ou reativação de infeções (incluindo tuberculose latente).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757b41c4-a0fe-4a09-8816-a4cdb7558f41
Os corticosteroides podem baixar o limiar convulsivo, sobretudo em doentes com epilepsia mal controlada.
Usar com precaução em doentes epiléticos; vigiar crises convulsivas durante a corticoterapia.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — secção 8.2.2
Os corticosteroides com atividade mineralocorticóide causam retenção de sódio e água, com agravamento da hipertensão e possível ICC.
Monitorizar a tensão arterial e o peso durante a corticoterapia; ajustar a terapêutica anti-hipertensora se necessário.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — secção 8.2.2
Os corticosteroides atravessam a placenta; risco baixo com doses baixas, mas associados a fenda palatina (pequeno aumento) no 1.º trimestre e retardo do crescimento com uso prolongado.
Usar a menor dose eficaz e a mais curta duração; monitorizar crescimento fetal.
Baixas doses compatíveis com amamentação; doses elevadas: aguardar 3-4 h após a toma.
Contraceção não é requerida de rotina; planear com o médico, sobretudo em terapêutica prolongada.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Prednisolona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2427/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Glucocorticóide sintético com propriedades predominantemente glucocorticoides, usado sobretudo pelos seus potentes efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores. Promove a gliconeogénese, aumenta o catabolismo proteico e a lipólise, inibe os processos inflamatórios (edema, deposição de fibrina, dilatação capilar, migração de leucócitos e fagocitose) e suprime a produção de corticotropina. Tem ligeira atividade mineralocorticoide.
Liga-se ao recetor dos glucocorticoides, modulando a transcrição genética; os efeitos farmacológicos resultam da regulação da expressão de genes pró- e anti-inflamatórios.
Bem absorvida após administração oral. Liga-se 70 a 90% às proteínas plasmáticas e o volume de distribuição é de 0,22 a 0,7 L/kg.
É metabolizada principalmente no fígado e excretada na urina como conjugados de sulfato e glucurónido; existe interconversão reversível com a prednisona.
A prednisolona é eliminada do plasma com uma semivida média de cerca de 2,6 horas (2 a 3,5 horas).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.